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Frase de Armando Moro

O que vejo? um retrato? apenas um retrato, de traços lisos, papel apenas. Lá esta você, e em outro estamos nós. O que vejo? um retrato? Apenas um retrato, a imagem eternizada, o tempo preso num pedaço de papel, apenas. corro meus dedos sobre a película, que já gasta pelo carinho excessivo e totalmente inútil, pois, não o sinto e não me sentes. Reparo outras lembranças. Um papel aqui, outro ali, muita palavra perdida pelos deletes da vida, muita lembrança clara na memória. Mas, ficam sempre os momentos de amor, do meu amor, do que fui capaz de declarar com tanta dificuldade. E apesar desse amor imerecido, que teimo em guardar dentro do peito escondido, que é só meu, ainda amo, como o primeiro dia, como o primeiro olhar, como a primeira palavra, como as primeiras letras, como a primeira poesia. Tudo igual, sempre igual, apesar da dor cortante, sempre igual esse grande amor, sobre o qual escrevo nesse instante. Valentina Resposta: Retrato ou abstrato? Papel em branco e traços lisos De personalidade e traços inconsistentes. Retrato ou abstrato? Traços em grafite ou carvão Esperando as cores da história Pintadas pela convivência, Pintadas e finalizadas pela reciprocidade. Nada é perdido, nem palavras, Nem tempo, nem lembranças Ficam em traços claros como rascunho Em forma pela insegurança da mão Que sozinha desenha. Ficam traços claros porque a insegurança Não deixa que os traços saiam Firmes, definidos, são uma sucessão De pequenas semi-retas Que como um tremor de Parkinson Formam o retrato de um amor doente. Se não plenamente, amputado pela Mão faltante onde as lembranças Em muito são de memória única E nunca se completa o retrato Que deve ser em Duo. Sempre igual não é o amor, Mas a falta de reciprocidade. Armando Moro

Armando Moro

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Pensador.com

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Outras frases de Armando Moro

Ritmo... Impossível não pensar em uma tarde como essa o que o corpo e o coração desejam e não confrontar-me com o que a realidade e disponibilidade me dispõem. Fico impassível, imóvel, respirando apenas o necessário p/ fazer-me valer da vida, para que aquiete meus pensamentos n…
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Ritmo... Impossível não pensar em uma tarde como essa o que o corpo e o coração desejam e não confrontar-me com o que a realidade e disponibilidade me dispõem. Fico impassível, imóvel, respirando apenas o necessário p/ fazer-me valer da vida, para que aquiete meus pensamentos nesse redemoinho e tormenta. E ele tranqüiliza-se... Absorve a paz que rege a sua volta como se cedesse à ausência dos ventos, como se perdesse força e do redemoinho surgisse uma leve brisa tranqüilizadora e constante... E impera o silêncio... Impera a ponto de ouvir e sentir o ritmo de minha freqüência cardíaca. Serena, constante... O som me diz algo, os batimentos soam como sílabas separadas... Reconheço o nome... O seu nome... E dessa respostas vejo o coração em disparada, acelerando abruptamente... É você... Minha paz, minha tormenta, meu sol... Dona de meus momentos de aflição e destempero, dona de minhas palavras de carinho e amor.Motivo de meus sorrisos sinceros, embora tímidos, mas muito e acima de tudo sinceros. Minha intempestividade, temporal de ventos sem nexo. Minha bonanza e meu furtivo sol das manhãs... Se o fosse apenas um lado sem o viver e o criar dos contrastes não seria pleno, não seria repleto e único. Só é completo quem percorre os dois caminhos e muitas vezes mais que uma vez. Não seria esse comboio de emoções desordenadas, felizmente desordenadas e desse não nexo faço minhas surpresas e aprendizados, me entrego a esmo sem esperar o que me trazem os céus. Escrevo hoje a mãos suadas, de onde molha-me o grafite por sobre o papel e borra-me algumas letras. Talvez como o suor às letras, borre as pessoas à volta a forma como vejo... Felizmente tenho luz e transparência para me iluminar, mesmo nessa tempestade que às vezes ronda-me. E aí existe o milagre... Na turbulência e na falta senso ou orientação abre-se o clarão e cessa-se a escuridão, nasce perante os ventos a paz e o caminho que necessito seguir, os ventos contra me são pró. És um milagre... Pura e simplesmente um milagre... E no ritmo do batimento tenho saudades do que já vivemos e do que senti com a presença, porque o que sinto perdura... Tenho saudades do toque, o carinho e o cheiro de mulher. Fruto único de meus anseios e desejos, sinto o coração ritmado, pulsante, como a um baile sem companhia, como a uma dança solo de onde me é permitido apenas meios passos... Para que entendesse o ritmo precisaria apenas de uma parede e você levemente recostada... Ora de frente, olhos nos olhos... Ora de costas, mãos presas uma a parede para sua sustentação e outra entrelaçada por entre meus dedos, a sua cintura...submissão pura...presa e predador... E nesse momento seria minha, pura e simplesmente minha e ali dançaríamos um enlace ao compasso de nossos batimentos, com a destreza e a sensualidade que a dança pedisse... Seria um sonho...talvez o meu sonho, que para ser perfeito faltaria apenas aquele “beijo molhado”, hoje inspirador de minhas palavras...

Palavras... Força, expressão Mais que força, atitude
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Palavras... Força, expressão Mais que força, atitude Mais que expressão, explosão Palavras... Flechas disparadas A corações esmos Flechas de saudade Amor, alegria, dor Outras pura e simplesmente Flechas certeiras... O alvo? Coração... Embaraço da mente, Perca de sentidos, Cadê razão? Sinceridade? Quem a sente sabe Em muitas vezes Sinceridade, descompromisso, Fuga, justificativa Do que a ninguém Se deve Simplesmente a Quem se destina E das palavras Se faz receio, dor Onde deveria amor Desabafo De onde um poema De sentimento puro... Luz ao invés de sombras Casulo onde liberdade... Sinceridade... Lança afiada Se não conjunta De sensibilidade... Sinceridade pura É dura, pedra A ser lapidada De valor confesso, Mas ainda bruta O tato, o sentir Lapida e complementa, Faz de palavras Sinceras um Caminho coeso, Sem percalços Sem marcas... Não dá forma As palavras de Cicatrizes... Cicatrizes profundas Não torna de Infinito amor Dor sem supremacia... Pura e simplesmente dor Sem adjetivos... Sem vida... Pura e simplesmente assim Sem palavras...

Rotina Não sou adverso, Bradando à cantos
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Rotina Não sou adverso, Bradando à cantos Contra o tema Mas compete-me Discordar dos que Fazem de rotina Contaminação Dos dias, dela Deixam fazer-lhe Aspiração e inspiração. Dias em si são Mais que a rebuscada Corrida para e pelo ouro São mais do que Frieza de números Aspereza de definições Conclusões, ordenamentos. Dias em si são Apreciação de Brilho de olhar, Coleta de energia Vital de um sorriso De ente amado (quem dera de quem se ama e desse sorriso faz passagem livre de ida aos céus) apreciar de flores nas ínfimas cores formas, com jeito único de mobilizar olhares e tirar do âmago doce suspirar. Dias em si São renovação de fé O acreditar que montanhas Não somente vão a Maomé, Mas além dessa passagem Levam-nos ao topo Onde de forma suave Tocam-se as antes Intocáveis nuvens. Dias em si São renovação do amor, Entender que a arritmia Mais do que um mal Moderno ao coração É efeito de grandes E poderosos sentimentos Onde altera-se o ritmo, Acelerado na presença Disforme na ausência lento de batimentos Na distância acentuada E colapso cardiovascular Na saudade.

Saudades... Temerária, distância Solidão composta,
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Saudades... Temerária, distância Solidão composta, Solidão gerada. Ausência, amor Amor, excesso Querência, falta Asilo, ilusão Saudade intrínseca Mas não dor, Amor, vontade De revelar-se Exprimir-se, falar Abrigar, sentir Trocar, viver Mostrar-se sem dever Beijar-lhe olhando ao sol, O por do sol de um dia Infinito, céu vermelho, Sol ao fundo E a cor do céu mistura-se A dos sentimentos, As mãos dadas perdem-se No tempo e no espaço Porque torna os sentimentos Infinitos, sem rumo... Apenas o sentir, bem estar, Bom estar da presença Da pessoa amada. E revela-se o céu Revela-se o mundo O prazer, cumplicidade, O viver, verdades No simples dizer “Eu também estou com saudades”