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Frases de Antonio Montes

876 frases

AZEDO E BOM Oh meu limão, azedo e bom me de o suco?
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AZEDO E BOM Oh meu limão, azedo e bom me de o suco? Que eu lhe dou meu adoçar. Com minha jarra e essa farra Vamos ouriçar?! Essa saudade que amarra... lembranças ao tempo e ao lugar colocando a vida pra amargar. E esse calor que faz o corpo tombar ao gosto de espantar eleva o humor a ficar pouco e o louco a mudar de lugar. Oh meu limão! Vamos tomar... O doce da vida pra voar e assim plainaremos na alegria e todos os dias, vamos amar. Antonio Montes

CIRCUNSPEÇÃO Cuidado com a tua gola! Que, em uma hora d'essas,
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CIRCUNSPEÇÃO Cuidado com a tua gola! Que, em uma hora d'essas, n'essas festas com arestas nesse aperto, feito sem jeito se fosse em mim, apertado assim... Ai de mim, ai de mim! Essa sua gola... Que, parece mais com angola cheia de pinta, tanta tinta! Ai de ti, ai de ti! Já pensou... Se essa sua gola, toda feita com amor te degola? Antonio Montes

CASA COM JANELA Uma casa com janela que olhava... Olhava e não via nada!
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CASA COM JANELA Uma casa com janela que olhava... Olhava e não via nada! Nada através do muro de sua lateral Então olhava para frente de sua rua E para a parte de traz do seu quintal. Uma casa com janela que abria... Horas abria para o seu quintal e visualizava toda aquela calmaria Horas abria para a sua lateral... Nada! Nada era normal E quando abria para frente, sentia esperança Viajava em sonhos e via muita gente desigual. Uma casa velha, já toda broca... Já não abria... Sonho não tinha Também não tinha mais agonia Às portas todas tortas regiam E a esperança? A esperança tinia e... Se perdia em seus sonhos... Todavia, em pesadelos medonhos. Uma casa com telhado queimado Que rebatia a seca de um sol fustigado ... Fustigado que queimava que ardia Rebatia a tormenta de granizo, que tremia E as goteiras que caia toda fria. Uma casa com quartos de sonhos... Sonhos que sonhava ao dormir e cochilar Sonhava ao pensar e a divagar Uma casa que era a sua morada... Seu tudo no mundo uma casa que: A harmonia um dia reinava. Antonio Montes

EXASPERAÇÃO Ofuscada pela claridade da lâmpada a mariposa da noite, é atraída
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EXASPERAÇÃO Ofuscada pela claridade da lâmpada a mariposa da noite, é atraída pelo reflexo d'água... Despenca de cima caindo no interior de uma vasilha e, a um espaço de poucos centímetros quadrado, mas que para ela é como se fosse, um oceano de desenganos. Em desespero, sob água, bate asas ... Bate asas, e não consegue se desvencilhar do afogamento, bate asas ... Bate asas, e vê o mundo todo passando n'aquele momento. Debatendo-se ela observa que o fim esta próximo... Despeja os últimos desejos de suas asas no ar... E nunca mais consegue voar. Antonio Montes 28/10/16

LOBRIGAR Sentado a beira da praia vejo areia veja espuma
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LOBRIGAR Sentado a beira da praia vejo areia veja espuma vejo azul do céu e as brumas se perder nas andas do mar. Ouço os cânticos das sereia banhar os meus sentimentos espumas e mares cheias balançar a todos momentos. Vejo as asas das gaivotas bater palmas de felicidades a alegria bater nas portas do horizonte e das cidades. A calma vem ao meu peito com jeito de paz mundial no rosto um riso satisfeito acordando o alto astral. Antonio Montes

PERVAGAR Quando meu olhar, cruzou com o seu ... Meus sentimentos amenizou-se...
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PERVAGAR Quando meu olhar, cruzou com o seu ... Meus sentimentos amenizou-se... Senti timidez vergonha, tremi gelei, esquentei me vi com os pés no chão correndo na chuva do tempo, no mesmo instante em que voava... Sorri, cantei, rodopiei no terreiro da felicidade tive impulsos, como se fosse uma peteca jogada ao ar. Quando meus olhos cruzou com os seus Flutuei como se fosse uma canoa sob sopros nos mares... Naveguei nos ventos das fantasias E como criança, em meio aos jardins do mundo, viajei pela vias lactas estreladas e sob o meu voar, me vi flechado pela flecha do seu amor. Quando o meu olhar, cruzou com os seus vi ali, que entre nós, nunca existiria adeus. Antonio Montes

PERFEITO EU Perfeito eu? Não... Nã, nã, ni, não, não! Eu não sou perfeito e não poderia ser
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PERFEITO EU Perfeito eu? Não... Nã, nã, ni, não, não! Eu não sou perfeito e não poderia ser Pois sou humano e tenho um coração Coração que me eleva aos céus dos sonhos e que as vezes torna à mim... Há esse mundo cruel e medonho. Um coração que leva as trevas me coloca entre intrigas e me castiga com a solidão, me empurra para baixo fazendo-me sofrer com a minha paixão. Eu não sou perfeito, também não levo jeito de ser, nem poderia... Imagine fui moldado de barro, ganhei vida com assopro, minha forma é fraca, qualquer tempestade me faz tremer. Deixei-me enganar-me por uma asquerosa rastejante, vendi a lealdade por um punhado de moeda e ainda flagelei e crucifiquei o amor. Eu sou balançado pelos ventos, perco as minhas vontades para o tempo, tempo altos e baixos permeiam meus sentimentos. Sou frágil, sou sentimental eu posso sim... Eu posso chorar por perder, por ganhar... Eu posso enganar e ser enganado, eu sinto... Há qualquer momento eu posso rir, chorar posso viver e também é claro... Sim! Sim... Poderei morrer. Antonio Montes

A CARTEIRA Na beira do meio fio da rua Próximo à boca de lobo
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A CARTEIRA Na beira do meio fio da rua Próximo à boca de lobo Despencou em tombo, caiu Sem fala ali, ninguém viu A carteira, bordada de couro Sem vida e com repartições Tombou com alguns tesouro Ali, Bem ali! Em um dia de estio Sempre muda, ficou sem fala Sobre o paralelepípedo frio Interno de seus segredos A bela carteirinha, continha... Cartões de créditos, cheques Carteira de identidade, CPF Titulo de eleitor para votar Carteira de habilitação para dirigir Uma carta de amor toda cheia. Era noite tinha brisa, tinha lua E o luar estava todo cheio de prata Tinha até receita para um coração Veja... Um pouco de paciência Alguns sentimentos de coerência Um fecho de gratidão Um sorriso nas presenças E harmonia dotada de paixão. Tinha até um bilhetinho... Era em paginas com pauta Mandava beijo para a ingrata Dizia algumas estripulias Insinuava algumas cascatas Tinha nele, certos desejos Tinha abraços, tinha beijos Tinha até um Deus te cuide! Na carteira também tinha... Comprovante de moradia Rascunhos de recordações Contava muito carinho Zipado com sentimento. O bilhetinho, tinha margens Tinha flores, falava de amores Nele... Não tinha rancores. Antonio Montes

A CARESTIA A carestia outrora d’aqueles dias Era a mesma de hoje no mundão
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A CARESTIA A carestia outrora d’aqueles dias Era a mesma de hoje no mundão Assombra a gente, teme a emoção Até mesmo no centro da eucaristia. O sacramento... Todavia se safra Passa tempo, mas não os seus dias Esperança de pobre se ensaca Aos olhos do poder... É cortesia. O século vinte e um, chegou a trote Voando a motor na popa de bote Espalhando contraventor e rebeldia. Já não se vê mais, touros nem garrote Até fortes e muralhas dão seu pinote Nessa vida de descarte... Quem diria! Antonio Montes

AQUELA BOLHA Aquela bolha de sabão colorida Tão leve... Tão solta no ar
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AQUELA BOLHA Aquela bolha de sabão colorida Tão leve... Tão solta no ar Continha n’ela o nosso amor Você colocou sobre ela! E como se fosse um sonho... Sopraste rumo a lua,rumo marte Sopras-te para o alto do calor. Com os ventos dos sentimentos Aquela bolha de sabão, subiu... Subiu, subiu e ao o sol tiniu... Tiniu de tanto carinho e amor! Tiniu nas anciãs e vontades Tiniu nas volúpias dos nossos corpos Tinindo ela se elevou sob as estrelas Rodopiou sob os anéis de saturno E ao mundo todo em segundos Cantou suas alegrias pelos ares E nunca mais, sentiu dor. Antonio Montes

DEIXE-ME VOAR Passarinho, pense e me diga Porque que escolhe casas
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DEIXE-ME VOAR Passarinho, pense e me diga Porque que escolhe casas Se teu viver no mundo arriba Todavia foram as asas? Vejo-te voar pelos espaços Em canto com seu cantar Segue com seu encanto ao leu Chilreando sobre o azul do céu Passarinho eu já sei Que o seu viver é amar. Passarinho... Ensine-me a voar? Não me deixe aqui no chão. Eu tenho sido arrastado Por terríveis corações Voando, ganharei os céus E plainarei pela imensidão. Aqui no chão sou arrastado Pelas leis que me rodeiam E ao imposto condenado Que sempre me trouxe peia. Antonio Montes

GEADAS DA VIDA Verde, preto em manhãs desfolhada sacode gelo sobre a terra
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GEADAS DA VIDA Verde, preto em manhãs desfolhada sacode gelo sobre a terra bacia com água fica coalhada, é assim que amanhece o dia em manhãs de geadas. A dona Quitéria, mulher fera se levanta sedo, bem cedinho! E segue em passos frios, para tirar leite da vacada. O curral esta cheio de berros as vacas com vestes em malhas mugem em suas danças sobre a janta e os bezerro em desespero... Almejam em suas sedes de esperanças. É... O viver tem lá o seu preço nem sempre a vida sana os sonhos de sua gana. Antonio Montes

ANTES FOSSE Quantas noites! Quantos medos... Quantos escuros!
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ANTES FOSSE Quantas noites! Quantos medos... Quantos escuros! Escuridão. Quantos becos! Quantos segredos... Quantos todos Hum! Corujão?! Cachorro uivando na rua Ladrão pula sobre o muro O mundo inteiro no terreiro No quarto... Plóc, plóc sapateiro. Olhe o pé da Cinderela?! Aquela moça na favela Tão pobre! Tão bela! Espera o encanto no cavalo O sonho trota no ralo Antes mesmo do badalo. O canto do galo... Os segredos das noites A prata da lua, causo bom Kkkkk... Antes fosse. Antonio Montes

CONDADO É preguiça ou enfado Desse gato danado
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CONDADO É preguiça ou enfado Desse gato danado Que nem se levanta nem pula Desse mundo quadrado. Enfado ou preguiça? Desse mundo tiririca Que atiça a sua gula E se transforma em titica. Mas que mundo de enfado! Que universo malvado Sempre tecendo o seu fardo Com seu sonho enterrado. Vá de frente com a vida Não! Não olhe de lado Pode ser que a partida Ainda tenha condado. Antonio Montes

AS ÁGUAS Eu sou as águas... Amazonas Paraná, rio Nilo, velho chico...
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AS ÁGUAS Eu sou as águas... Amazonas Paraná, rio Nilo, velho chico... Olhe ai o São Francisco, Solimões O Yangtzé, Mississipi Missouri, Yenisei Tenho águas tenho peixes orcas tubarões Estou indo! Que saudades! Será que volto? Tive uma morte honrada A onde morria no mar Hoje minha morte e desgraçada Morro todo dia! Pelas nascentes, pelas margens Eu sei que vou me acabar. Eu sou o rio de lagrimas após o arpoar Lagrimas, derramadas pelo amor Lagrimas aos ventos de dor de amar Sou o rio, sou rota sou caminho Sou energia para sua vida Carreira para sua canoa O cais do porto o embarcar Ninho para o seu Iate Balança para a sua lancha Balsa para suas cargas Viagens, apoios para seus navios Eu sou o rio que hoje... Seca pelo efeito do seu estio. Fui induzido Perdi as nascentes Para as ignorâncias das gentes. Descabelaram o meu leito Poluíram as minhas lagrimas Eu sou o rio e já matei muita sede Semeei vidas Atiraram-me redes E com meus frutos, sanaram as suas fomes Sou o rio... Todavia explorado pela mão do homem Roubaram as minhas pedras Meu ouro Meus tesouros Fiquei fraco esmoreci Não consigo mais fazer estouros Gasoso, evaporo aos céus E caio como chuva orvalho Faço cachoeira Como enxurradas corto atalho Embelezo os jardins os risos Amplio a bonança disperso prejuízo Sou a fonte que vem dos montes Sou vida dos mais, pequenos Ate aos grandes como os elefantes Olhe o banho olhe a comida Estou na panela na cacimba Eu sou o rio... Sou vida. Antonio Montes

FLORES DE OZÔNIO Com a chuva da língua sumida a plantação de palavras, não arriba,
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FLORES DE OZÔNIO Com a chuva da língua sumida a plantação de palavras, não arriba, e esse sol ardente em chamas, inflama ... Pelos cumes dos arrebóis, pelas sementes da vida, pela enxurradas que carregam as lamas. O poeta deixa de colher suas flores de cores vivas, meigas queridas... e perdeu a hora do alvorecer da criação, atualmente tem sido, tingido pelas sombras e sobre o escuro do seu desengano nem uma pétala sobre as flores caídas tem voado no jardim do seu triste coração. Todavia a ampulheta do imaginar quebrou-se e as areias, do seu tempo, esvoaçou ao ar e sobre o vento impiedoso do deserto o poeta perdeu-se nas margens do seu amar. Assim como um passe de mágica deixou de encher suas sesta de meiguice e com ramalhetes que todavia te fez feliz... Perdeu as flores pelo caminho da fosca visão as quais deram vida ao tilintar da vida e hoje, trocadas pela modernidade estão sobre os jardins dos sonhos, esquecidas. Com a sequidão dos sentimentos, o poeta não é capaz de sentir o gosto do riso, e sob o rosto de um meigo menino, não sente o piscar feliz da bela mulher nem tão pouco vê o arco-íres esbanjando suas cores sobre as nuvens... Agora o pesadelo flutua em seu sonho não consegue colher ilusões nem embarcar na canoa das fantasias. É meu poeta... Abra o diafragma para alegria abrace a simplicidade e siga com suas braçadas pelos oceanos dos sonhos, assim quem sabe, a chuva cairá e você voltará a colher suas flores... Nas retinas do seu ameaçado ozônio. Antonio Montes

CHORO CHORADO Nas lagoas desses copos meus Afogo-me por ti
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CHORO CHORADO Nas lagoas desses copos meus Afogo-me por ti Toda essa minha dor A cada tim, tim um adeus Sobre o qual eu banho-me Em lagrimas desse amor. Meu bem... Eu trombei no poste E calo em mim o galo dessa paixão Eu sei... Você sabe... Não sou forte! Então eu choro O choro chorado da desilusão. Antonio Montes

TRANSLADO Essas marcas, essa pele um dia irá se acabar
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TRANSLADO Essas marcas, essa pele um dia irá se acabar sucumbirá com as favas que em sua derme esta. Ficarás os seus rascunhos moldado com sentimentos desenhos feitos em punho configuração dos pensamento. Você vai... Você fia estudo de tudo novo sabedorias te indica avanço de novos povos. Te copiarão como cria no refazer da geração serás novo nesse dia ao cunho de novas mãos. Antonio Montes

SOTURNO Eu tenho criado mudo... Mudo no quarto não fala
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SOTURNO Eu tenho criado mudo... Mudo no quarto não fala as vezes mudo do canto mas nunca chega na sala. Mudo sempre na casa sem palavra ali, pronto aonde guardo as cartas e lagrimas desse pranto. Já tentei falar com ele ele... Sem fala não fala silencio eu sei, é d'ele as lembranças nos abala. Criado mudo me ensina viver sem nunca chorar, padecer é minha sina... porque choro no amar? Antonio Montes 24/10/16

VOCÁBULO Com a chuva... O verde, há vida bate palmas
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VOCÁBULO Com a chuva... O verde, há vida bate palmas pássaros aos ventos, expressam as asas. Peixes nas águas, rabanadas joão-de-barro no galho, faz sua casa pra viver com sua amada. As invernadas incorporam-se as cores enquanto o dia, amanhece louvando amores. Antonio Montes

EMINENTE Sabemos que o céu é blues... Blues, é sua cor toda calma alada
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EMINENTE Sabemos que o céu é blues... Blues, é sua cor toda calma alada e essa cor toda calma toda azul assim... Nós sabemos, e como sabemos! Sabemos que sobre ele, pauta uma tristeza em elevado silencio um marasmo de canto a canto! Sabemos que nas altura, sem cântico e sem som... Nem uma musica ecoa nem uma boca contem batom tudo é apenas... Blues. Antonio Montes

EMANCIPAÇÃO Liberdade! Liberdade Pelos arames de fome nas fronteiras
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EMANCIPAÇÃO Liberdade! Liberdade Pelos arames de fome nas fronteiras pelo choro ensacado no lixo pelo roubos de vidas inteiras a prisão da ganância o enguiçou. Liberdade... Liberdade! Pelo choro das ruas escuras pelos porões da solidão negra pelos mórbidos semblantes das ruas e o funeral dos sentimentos piegas. Liberdade... Liberdade! Ao salário mesquinho de fome as vontades perdidas e vãs as lagrimas de esperança do homem e pelos ofuscado café da manhã. Liberdade... Liberdade Pela liberdade de ir e vim pelo direito do desabrochar da flor e gargalhada do saudável sorrir na expressão do verdadeiro amor. Pelo aparecimentos das rugas o respeito e direitos da idade pelo sonhos que não tem fuga pelas asas livres... Liberdade! Antonio Montes