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Frases de Antonio Montes

876 frases

ESCAPULIR Quando você, bater n'aquela porta, para ir embora...
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ESCAPULIR Quando você, bater n'aquela porta, para ir embora... Não olhe para traz, não olhe porque: Se olhar... Irá perceber que meus olhos chora... Siga o adeus da minha mão, e as lagrimas por terra... Caídas do meu coração, saiba que: Meu choro estará sobre pedras pontiagudas d'essa sua paixão. Quando você bater n'aquela porta, para ir embora... Vá! Não pare, não pare porque, se parar... Ouvirá a lamuria do meu chorar, e as lagrimas do meu ser a soluçar. Se parar... Ira ouvir, o gritar do meu coração e verás o meu afogar na poeira da sua estrada em desalento com o meu amor e o salutar da minha triste dor. Quando você chegar n'aquela porta para ir embora... Por favor... Não abra, se abrir... Não vá... Fique comigo para sempre, porque, para sempre eu irei te amar. Antonio Montes

BOLA CHEIA Bola cheia, levando tapas e peias girando, pulando vai bolando
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BOLA CHEIA Bola cheia, levando tapas e peias girando, pulando vai bolando Estapeia, escorregando na areia aos pés dos chutes pulsando. Aos olhos da bicuda, saltando na ponta do dentão, encandeia sob mãos do torcedor, aplausos ao pescoço do senhor as veias. Bola cheia, pingue pongue na lua peladas, chutes no pedaço da rua olhos da esperança, vida continua. No campo no peito e no abraçar no pé no olé ludibria no enquadrar na quadra desenquadra a rodar. Antonio Montes

BOM PARECER A viúva debruçada sobre a janela do desespero, estava lacrimejando, quando o alvorecer passou
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BOM PARECER A viúva debruçada sobre a janela do desespero, estava lacrimejando, quando o alvorecer passou seus olhos chorosos,nem viram o momento a tarde que com sua inabalada calma chegou. Quando prestou atenção em sua volta revirada... o verde, estava amarelando em sua pradaria por isso, não apreciou, pétalas da meiga vida nem as flores, sobre os ventos do seu dia. Hoje a esperança é um ponto no ontem e um passo no futuro de caídas, asas e o amanhã, está acoplado no presente. Não chore viúva, não chore... Se chorar Ventos poderão carregar suas lagrimas e aguar a decepção do seu, onipotente. Antonio Montes

UTOPIA Com laço d'essa saudade amarrei minha paixão
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UTOPIA Com laço d'essa saudade amarrei minha paixão na corda da felicidade dei o nó no coração. Fiquei sufocado ao ar sem poder nem respirar meu Deus quando eu voava queria, tanto amar! Hoje sem minhas asas meu horizonte encolheu meu voou, dentro de casa meu sonho é eu mais eu. Agora é dentro do sono onde posso navegar sentimentos tem dono acabou-se o esticar. Antonio Montes

A MENINA POETISA Mamãe eu vou ali, voltarei já, irei colher flores de maracujá... Eu posso ir mamãezinha?.. A senhora vai deixar?! _ Vá, mas volte logo filha minha não se esqueça de que você é a perola dessa família.Além do mais já é quase chegada a hora do almoço: meio dia, e…
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A MENINA POETISA Mamãe eu vou ali, voltarei já, irei colher flores de maracujá... Eu posso ir mamãezinha?.. A senhora vai deixar?! _ Vá, mas volte logo filha minha não se esqueça de que você é a perola dessa família.Além do mais já é quase chegada a hora do almoço: meio dia, e depois eu não quero te ver envolvida com garotos. _ Oh minha mãezinha!’ porque tanta ladainha assim! Eu também quero ter tempo para passar no jardim... Colher folhas de alecrim, E aqui aproveito a nossa prosa para te falar que das rosas eu colherei pétalas, para mim, e também trarei para ti pétalas de flores de todas as cores lindas grenás como sabe, todas as rosas vermelhas esboçando os meigos amores. _ Minha filha você também tem a lição escolar para fazer; meu sonho filha minha, e a minha paixão para quando você crescer e for uma médica sensível e cheia de mimo como você é, e sempre será. _ A mãezinha a senhora ainda não sabe que se estuda muito para ser médico, e assim com esse poder aquisitivo baixíssimo que nos possuímos, é claro que nunca serei uma médica. Nessa via só sou menina pobre só sei brincar, Brincar de boneca, pula corda ciranda, eu sei rodar, gosto de bambolê pular sorrir e cantar nasci para ser rainha do lar medica não serei! Quem dera chegar lá?! Tenho estudado: Anatomia, matemática socialismo e biologia Para que desse modo de ser, pobre eu saia um dia. Mas aqui, a vida é simples, sem stress sem conta e sem processos, não tem carros nem aglomeração os dias são meigos e a esperança existe no coração. A lua por aqui, a noite ainda se vê no céu Ver também todas as estrelas... Sobre o sol, se anda de chapéu observa-se as chuvas as enxurradas a correr fazendo aranzel. Ver também o vento farfalhar as folhas O joão-de-barro revoando para lá e pra cá fazendo a sua casinha e com a sua amada cantando a namorar, tenho visto o tico-tico no terreiro bicando o fubá os pássaros todos alegres a chilrear, o galo no poleiro apresentado o seu cantar. Mãe eu não sei se quero ser medica viver sob quatro paredes não me agrada. Não me agrada aprender tanto, tanto! Para depois viver sobre tensão carregando um controlador “bipe” e nunca mais da vida nada!’ poder degustar, sou mesmo uma pessoa simples, admiro a saúde a paz e o amar, fico feliz apenas com uma musica, um cantar. Antonio Montes

MENINA NA RUA Menina pela rua, presa em seus sentimentos
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MENINA NA RUA Menina pela rua, presa em seus sentimentos vê o sol em seu tempo preso em sua janela. Em seu sonho sem dono nunca acha a razão no peito triste, seu coração chora o seu abandono. Seu arco-íris é quadrado pelos ferros da vida saudade,todavia é doida em seu mundo de entalo. Escora-se, em suas esperanças no passo a passo dos sonhos seu caminho, ficou medonho desdê o tempo de criança. Antonio Montes

SONHO D’OIRADO Peixe dourado d’oira Os olhos da minha amada
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SONHO D’OIRADO Peixe dourado d’oira Os olhos da minha amada Embelezando-os com o sentir Com sua beleza d’oirada. Ali na margem do lago O peixe d’oirado eu vi Expondo o seu lindo nado! Que a meu fado consenti. Nade meu peixe d’oirado, nade? Nade... Nade em seu existir Nade o seu d’oirado pra mim. Sob o meu coração... É verdade Que sempre estive junto a ti No meu sonho... Assim, assim. Antonio Montes

REFLEXO É o cachorro perseguindo osso é o pássaro pulando atrás da fruta
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REFLEXO É o cachorro perseguindo osso é o pássaro pulando atrás da fruta é o vento doido no mês de agosto é o bruto testando a força bruta. É a espuma do mar sempre persistindo é o lobisomem namorando a lua cheia é a saudade tirando o todo o sossego é o desespero da mulher feia. é a morte amável e amiga de adeus ao mesmo tempo inimiga da vida pensamentos dos outros não seu teus são todos tortos em causas perdidas. Os pensamentos sim, são mesmo torto irmãos de todos os infelizes aleijados em vida têm enjoou, vômito e aborto orgulho, vontades e desconfiados. O galho da rosa não tem somente flor tem caule com casacas e também espinho o mundo é uma precisão de paz e amor para encontrar-se com meiguice e carinho. Antonio Montes

CHORO A VENDA Vende o choro da esperança lagrimas expelida a banho
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CHORO A VENDA Vende o choro da esperança lagrimas expelida a banho vende o avanço da medicina em gotas soltas de sonho. Compra um canto de um canto de um amor belo encantado compra felicidade com encanto e paz reinando a todo lado. Compra as flores do arrebol com lenço branco exposto ao sol dadiva de luz, sem nostalgia. Compra a energia do universo junto à poesia rimas e versos e felicidade expressando alegria. Antonio Montes

INTEMPÉRIE temporal d'água com muita chuva
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INTEMPÉRIE temporal d'água com muita chuva encheu as luvas de enxurrada. Saiu arrastando carros pelas ruas alagou as casas minha e sua. Desceu asfalto sem nem um zelo encheu as bocas de todos bueiro. Temporal d'água veio com ventos molhou as éguas e seu jumento. Antonio montes

VENTO SOLTO Aquele vento solto no chapadão alargou-se pelos campos e na larga,
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VENTO SOLTO Aquele vento solto no chapadão alargou-se pelos campos e na larga, não alisou nada! Balançou poste, derrubou placa acalentou caminhões... Tanta força, tanta força! que até os olhos do motoqueiro arrancou da cara. Sabe aquele poço que estava, sobre a margem direita da estrada... Mudou-se para, margem esquerda e transformou em chuva... Toda a sua água. Aquele vento solto no chapadão causou danos, desconcertou coração... A tudo que foi feito com as mãos. Antonio Montes

EXPECTAÇÃO A carta em cima da mesa com palavras toda florida
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EXPECTAÇÃO A carta em cima da mesa com palavras toda florida contem frases de esperança e pautas cheias de vida. Relata, meigas saudades atos de dóceis de carinhos cita até certas vaidades do tempo cheio de mimo... A carta em cima da mesa marca uma época de amor rascunha ali uma certeza que no amar, não existe dor. O que existe é alegria com sol límpido e preciso um sonho a cada dia... Alvorecer cheio de riso. Antonio Montes

COMO PORTA Como porta em seu vai e vem abrindo para se fechar
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COMO PORTA Como porta em seu vai e vem abrindo para se fechar se escancara... fecha-se em suas costas Ou tranca-se em sua cara. Se vai pra fora... Volta... Pelas frestas dos meus sentimentos, vejo o fim com a sua partida mas você chora, chora vertendo... Lágrimas em sua despedida. Você passa e vai embora... Meus pensamentos te seguem, abrindo para sua volta si comportando, como porta. Antonio Montes

RECADO MORTE A morte como sempre, atualmente Ela anda muito ocupada
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RECADO MORTE A morte como sempre, atualmente Ela anda muito ocupada Com suas entregas E com, os tamanhos de sua fila... Ela nem sabe a que leva! Morte, morte... Vê se desintegra o seu golpe Aos ladrões do alto escalão Lá de cima! Aos fortes... Aqueles que sempre aproveitam a vida. E enchem todo o querer. Deixe a vida brincar com os fracos Que esses, sempre no buraco Mesmo enterrados até o pescoço Sentem sempre muito... Muito medo de você. Antonio Montes

BANDEJA DA MORTE Bomba asfáltica quietude de ossos
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BANDEJA DA MORTE Bomba asfáltica quietude de ossos decoro do tédio engano do colosso. É o fim do sorriso a parada da vida é o choro contido na anciã escondida. Bandeja asfáltica extensão do campo santo é a lamina da estrada é o choro do canto. É o fim dos animais a fauna se extinguindo quem dera os encentrais ver esse caminho ruindo. Antonio Montes

DESFALEÇO O meu amor é eterno... Feito para lhe dar,
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DESFALEÇO O meu amor é eterno... Feito para lhe dar, mas se você não querer... Eu não me quero, porque... Somente em você encontro O doce gostoso d’esse amar. Atiro-me em seus braços para aninhar-me em rede no aconchego do seu querer e me deleito com seus abraços aonde,no carinho, umedeço... Morrendo por você. Antonio Montes

FLAVESCENTE Peixe d'oirado, d'oira os olhos da minha amada
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FLAVESCENTE Peixe d'oirado, d'oira os olhos da minha amada e o gosto da sua senhora... O prato branco de louça a mesa toda enfeitada e o alvo prata da roupa. Peixe d'oirado d'oira o céu do meu jardim e o amor que sinto por ti... D'oira a lua e sua calma todas as estrelas da noite e os sonhos da minha alma. D'oira a esperança do meu ser sentimentos que me arrastam com a vontade desse querer. Peixe d'oirado d'oira os sonhos do meu agora e a hora, que estou com você. Antonio Montes

ROSA MULHER Olhe a rosa?! _ Mas que rosa?
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ROSA MULHER Olhe a rosa?! _ Mas que rosa? _ A Rosa Maria Mulher do vigia Ela zanza à noite Dorme durante o dia. _ Mas que vigia? _ O vigia José Que trabalha, trabalha E a Rosa, nem café... Eita mulher que falha! Outro dia ela saiu Logo ao entardecer Invisível ninguém viu E ela só foi aparecer Na aurora ao amanhecer. Bateu o pé por ai Desobedeceu se mandou Depois começou a mentir Disse que foi caçar pequi E na verdade com outro Ela foi fazer amor. Saiu de carro um dia Com um cara lá da feira Não escolhe a quem vai Diz que tudo é besteira... Ontem saiu de bicicleta De fininho por ai Foi até a beira do rio Em dia assim de estio Vejam o que poderá vir. Garra agarra ela brincou A tarde toda com amor Que a outro prometeu De fininho ela voltou Jurou para o seu senhor E para a nossa senhora. Valei-me meu Deus! Leva a vida sempre assim Nem ora e não sabe rezar Na igreja ela não vai Sempre zanza por ai De cara com o satanás. Antonio Montes

DIALOGO COM A MORTE Ouvi falar de você por tanto tempo até por algumas vezes, eu vi você se manifestar
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DIALOGO COM A MORTE Ouvi falar de você por tanto tempo até por algumas vezes, eu vi você se manifestar agora sem pra que,você quer me levar... Nada me falou nada me disse eu não sei nada! Nada, não sei o que tem do lado de lá Tudo que sei... é somente o que ouço falar. Não, eu não quero ir sem querer, não eu não mereço! Além do mais eu só conheço o que tenho por aqui. Eu não quero ir para um lugar, que eu nunca vi! Todavia por aqui, nunca teve como deveria de esta também nunca tive o que quis. Mas mesmo assim, da pra viver às vezes chorando, às vezes feliz olhamos o crepúsculo o luar olhamos o romper do sol vivemos o amor o amar e temos esperança com o alvorecer, gora me diga... Como pode ser bom um lugar que para ir até lá... Primeiro tem que morrer. Porque você é tão teimosa assim Não ouve não tem educação apenas desce e vai levando que queira, que não. Deixe-me respirar deixe pulsar o meu coração Além do mais... Eu não sou de você não te pertenço você não tem direito sobre mim eu nunca te cobrei nada nunca te fiz pedido, nem rogo nem promessas ao pé do ouvido. Não! Eu não quero fim, deixe a minha vida assim. Antonio Montes

GALHOFA Bola de meia bate esta cheia
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GALHOFA Bola de meia bate esta cheia não póca com ar nem pula na areia. Tempo de outrora com béti com taco menino d'agora não corre no saco. Peteca de pena voando no ar em tarde serena na rima a rimar. Menina pequena com cinco marias pedras sem trena na calma do dia. Antonio Montes

ADESÃO Aquele pedaço do seu pão o riso escondido no rosto
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ADESÃO Aquele pedaço do seu pão o riso escondido no rosto um simples aperto de mão fazer? Então faça com gosto. Divida aquilo que a ti sobra com quem tem a precisão olho grande, sim! Só engorda as manobras árdua do cão. Tem um peregrino na rua sua que não pediu para ser pobre e hoje... Só dorme no chão. Não faça a ele vista grossa nem míngüe esse seu coração pois aquele pobre é seu irmão. Antonio Montes

DISCORRER O que tem pra vida assim toda ida...
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DISCORRER O que tem pra vida assim toda ida... A diva querida, ou a época perdida? A estrada do dia aplicação do conceito o viver na alegria o sorrir com respeito. o gargalhar do deboche escorrego da rua o fincar no enfoque d'essa vida só sua. O que tem para vida que vai aonde quer uma vida da vida ou o feito que quer? Antonio Montes