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Frases de Antonio Montes

876 frases

CONTE E FALE Sim me diga, diga vai?! Vai dizer, o que, que há?
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CONTE E FALE Sim me diga, diga vai?! Vai dizer, o que, que há? Se não me diga, não diga! Se vai dizer, então diga já. Se ameaça em dizer... então, vai ter que falar! Se não que falar, não ameace e guarde tudo pra você. Hum! Resolveu, vai falar?! Fale logo sem demora?! Não enrole o blá, blá, blá diga tudo e vá embora. Essa hora ainda é tempo de expor tudo que sabe diga do seu sentimento contando toda verdade. Antonio Montes

DOIS PERUS Dois perus... Glu, glu pássaros novos...
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DOIS PERUS Dois perus... Glu, glu pássaros novos... Pelados embaixo do céu azul. Lá vem o tempo, tempão... Nuvens carregadas d’água... Levadas por ventos relâmpagos trovão. É hoje que água cai... Cai liquida molhada, correndo enxurradas apagando poeira fazendo sementes nascer. Cai pra mim,cai pra você cai para amar, cai para se vê Peru, vasa! Vasa! Lá vem a chuva cuidado com o natal vamos correr. Antonio Montes

CHANURA Lua cheia sobre as telhas poço no rio, peixe na fileira
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CHANURA Lua cheia sobre as telhas poço no rio, peixe na fileira a cumeeira tem lá a sua coruja. Luz baixa sobre a curva turva apito de um sentido, sentimentos grito... Uma falha no tempo. Se solte, solte a sua vontade mas não deixe a euforia entornar as suas verdades. Nem todo dia é dia de acerto se segure, segure o seu cesto não coloque seu plano no espeto. Antonio Montes

A FAIXA O verde da faixa dos pedestres, em um piscar, esta lá, todo verde...
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A FAIXA O verde da faixa dos pedestres, em um piscar, esta lá, todo verde... Movida a água, secando de sede. No alto do poste, piscando não cansa ali, abre alas em seu enfoque... O tempo todo, demarcando a esperança. Esperança de um sonho alado, sonhado que esta do outro lado ao imaginar... Tudo aquilo, que se pode encontrar. Ali, sobre o solo, tintas no asfalto... Em duas cores como se fosse zebra demarcando os rumos dos seus passos. Se passa em falso... Em cores erradas zás! Decisão, inconsequente imatura, e a conseqüência nem sempre, terá cura. Antonio Montes

CONTRA GOSTO Era tarde de agosto tive gosto na farinha
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CONTRA GOSTO Era tarde de agosto tive gosto na farinha mas veio o vento e me levou. E com cara de desamor na brisa d’aquela tardinha meu olhar triste chorou. Eu? Eu fiquei de contra gosto com aquela migalha de troco entre sopapo e assopro. Barriga, seca em alvoroço pequeno tempo tão pouco! E a marmita seca no toco. E a fome? No contra vapor tremia a carne e as vistas criava-se assim aquela dor. O vento? A esse treiteiro rodopiou pelo terreiro e flertou ao mundo inteiro. Antonio Montes

DESENCRAVA Palavras apenas serenas pequenas
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DESENCRAVA Palavras apenas serenas pequenas em tema condena antiga arriba decida ofensa fala o que pensa ouve voz tensa xingo, reticencias. Palavras lava, lava a cara leva o tapa lavra vergonha desentala move a bala move a cara desencrava desembala com palavra na senzala. Antonio Montes

CONSCIÊNCIA DA MORTE A morte cega e sem vida especializou-se em matar
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CONSCIÊNCIA DA MORTE A morte cega e sem vida especializou-se em matar e sem amor... perambula pelas peripécias da paixão extermina com a esperança e anda desiludida com o futuro e ainda é especialista em parar as válvulas do coração. A morte perdeu o calor desinteiriçou pelo viver e despediu a felicidade. A morte molha-se em lagrima com o silencio forçado e vaga pela fragrância da flor... Aprontando atrocidades ela camuflou o prazer e semeou o tal horror. Pra uns... a morte causa dor e desespero Para outros a morte traz felicidade. A morte sempre soube... Que, todavia, é o caminho de volta Só o viver nunca se deu conta... Que a vida, é a estrada da ida. Antonio Montes

COMO SORRIR Farras da vida tempo que finda
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COMO SORRIR Farras da vida tempo que finda terras aos ventos... Para cobrir a sua tenda. Olhos com vendas não mais contendas... Seu blue, seu verde que falta lhes fará água se não és mais o dono da sede? Farol sem luz torre sem vale de que vale o universo se seu corpo debruçou! Se o mundo aos seus pés não existe... Como sorri como sorrir... depois que o amor mingou? Sorria para o hoje que o ontem se foi momentos passados... Acabou. Antonio Montes

REMINISCÊNCIA Pagina branca sobre a mesa ... Uma carta ao tempo
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REMINISCÊNCIA Pagina branca sobre a mesa ... Uma carta ao tempo uma nuvem ao vento rascunho dos sentimentos ... Alveja a saudade tesa. Uma sombra ao chão Olhos tristes, atentos feitio de um pensamento trilhos de contentamento ... Coração moda paixão. Feito da imaginação pautas cheias, poemas belo esquecimento amarelo passos treloso no castelo ... Mãos sofreguidão. Antonio Montes

PERFAZER No silencio da noite ao som da intensa madorna
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PERFAZER No silencio da noite ao som da intensa madorna um suspiro propenso mistura-se a ressonância do sonho ... Quintal de terra bola de meia, peteca no ar, menino deixe de brincadeira... Venha cá?! O pipa esta solta aos ventos ao tempo, em seu momento... Um olhar sob o horizonte do mar... Menino venha cá?! Vá correndo ao compadre volte antes do cuspe secar traga o fumo, traga a palha que hoje eu quero pitar. Freadas buzinas... Furdunço com ambulância, tempo pequeno, assina a sina o sonho acaba mais um fim de ressonância. Antonio Montes

COM A LUA Com a lua outra noite eu fiz com giz
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COM A LUA Com a lua outra noite eu fiz com giz o nome d’ela nas estrelas E só para vela e ser feliz bordei uma serenata pra ela. Ela da janela Eu, na calçada de uma noite crua ao lado, todo ouriçado de um, poste com arandela, portando... Uma meiga luz amarela. O vento... despejava brisa, atiçava vontade. Ofertei um ramalhete de flor e paixão, era aquela... Toda carregada de amor! Era assim, tanto amor! tanto amar! Que o tempo nos deixou mas o meu amor... nunca há de se acabar! Antonio Montes

PINTALGADO No dia solto de fado a voz, ecoa pelo ar
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PINTALGADO No dia solto de fado a voz, ecoa pelo ar ritmo produz o corpo a ginga entorta o olhar. A musica eleva a alma nos braços intimo do ser bailar irradia a calma... O sentimento e renascer. Dia de fado... Asas! Paixão e amor... Voar! A felicidade transborda e vê alegria extravasar. Sonhos vão para o além deitar-se no berço futuro nesse dia, obrigado, amem pelo passos tão seguros. Antonio Montes

SICÁRIO Assina mão assina assina aqui, sua sina
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SICÁRIO Assina mão assina assina aqui, sua sina mão, a sina assassina ... Assassina a sua sina. É você que faz a sina sua sorte e sua rima assassina, alto estima por ser, mão assassina. Assina mão, assina as dividas de sua vida elas serão sua sina da sua vida atrevida. Antonio Montes

INÉRCIA Dia de finado ... Flores...
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INÉRCIA Dia de finado ... Flores... rascunho da calma ... Lagrimas. Dia para chorar a vida celebrar a morte E sentir saudade ... Da partida. Dia de finado ... Lagrimas... Água da alma poesia da existência. Antonio Montes

ASSEAR Pela rua a água lava catacumba
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ASSEAR Pela rua a água lava catacumba e afoga as magoas. Mareja a saudade d'aquele sentimento e da frágil felicidade. Enxuga as lagrimas fincada no tempo rascunho do desalento. Pela rua a água vai lavando as calçadas as favas e as lavras. Antonio Montes

TRAMONTANA Ponte aérea, aponta a fera
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TRAMONTANA Ponte aérea, aponta a fera globo, atmosfera... Tantas asas no ar! Voando a terra n'essa grande era qualquer um pode chegar. Ponta fina aponta afronta e por sua conta não desconta. Passa da conta tonta, atonta... A linha reta da ponta. Antonio Montes

GALGAR O tempo passa a gente passa
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GALGAR O tempo passa a gente passa hoje passa o passar passa. O amanhã passa o ontem passou... Tudo passa! E quando o futuro passar o passado também passa e tudo fica sem graça. Antonio montes

FRÍVOLO Manhã da roça bacia de biscoito
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FRÍVOLO Manhã da roça bacia de biscoito vento solto relincho de potro sentimento afoito tudo torto, tudo oco. Barcaça das águas fundo do mar morto rabanada do boto rosa do porto olhos loucos rebolo, tolo. Pena de poema tema treslouco tudo ainda pouco topada no toco nesse ninho choco ... Tinoco, broco.

VACANTE Aquela caneta seca jogada ao lixo sem valor
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VACANTE Aquela caneta seca jogada ao lixo sem valor toda tinta d'ela se foi... Rascunhando o nosso amor. Hoje sem tinta, não escreve... Romance poesia, não pinta a felicidade, não torna visível... O carinho camuflado em sonhos nem esboça, lindas frases d'aquele jardim medonho. Aquela caneta seca, jogada ao lixo sem nem um valor toda tinta d'ela se foi... Rascunhando o nosso amor. Hoje sem tinta, não escreve... Romance poesia, nem pinta, aquela felicidade, ocultou-se o carinho camuflado em sonhos nem esboça aquelas lindas frases... Fantasias de desejos medonho. Antonio Montes

REVERDECER Passaram-se todas as estações, e com elas...
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REVERDECER Passaram-se todas as estações, e com elas... As cores da minha pandorga a balançar sobre os fios do tempo pendurados em sentimentos eletrificados. Só a primavera restou... Toda notável, cheia de flor, andam dizendo, que a primavera reflete amor! É pode ser... Jardins se enche de verde galhos se renovam, e a felicidade... Brota sobre os rostos do futuro. Os sorrisos florescem diante do renascer e se expandem pela avenida da vida e o cheiro do nascimento, permeia o ar ... Tudo é novo... Novo também, é a vontade de mar. Antonio Montes

A SOMBRA Uma sombra que sempre assombra treme no meio de uma noite escura
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A SOMBRA Uma sombra que sempre assombra treme no meio de uma noite escura será um ser, que na ótica assombra ou, uma frágil sombra da figura? A sombra assombrou quatro ventos e assoprou com dever de espantar assombrando assim os sentimentos que debandou pra cá, do lado de lá. Sombra, que vez d’amor, tem medo encima-me assombrar as sombras e espantar os meus tenros segredos. Não me deixe assim sob assombros tremendo-me as mãos, todas bambas e levando-me, aos trancos e tombos. Antonio Montes

TRETA São eles, são eles... Os mandões lá de cima
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TRETA São eles, são eles... Os mandões lá de cima a velejar em mares de lama causarem danos e danos... Desfolharem nosso tesouro para depois debruçar os frutos em outros oceanos. São eles, a provocar o chorar da misera, rios de lagrimas em nossas vidas causadores do aborto da esperança, são eles a causarem, apologia do poder, lagrimas e desespero da fome, desconcerto harmônico da família a falta de esperança no coração do homem. São eles... O disparate do poder descarte da dignidade funeral da integridade e da ética, são eles, são eles.. São eles os mandões do nosso pais. Antonio montes

VULTO Não vou mais viajar de mim... Deixar de me valorizar, para se acoplar e em ti, eu...
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VULTO Não vou mais viajar de mim... Deixar de me valorizar, para se acoplar e em ti, eu... Descobri que o único valor desse mundo que resta para mim, é esse eu aqui. Quanta e quantas vezes, me peguei voando de mim, para pousar em você, e na verdade quando eu te encontrei... Você fugia do meu querer. Por isso... Não vou mais viajar de mim... Para ficar dividindo meu inteiro ... Lhe dá todo valor do mundo e se enterrar em meus pesadelos. Aprendi a reconhecer meu valor, não vou jogar o eu, na lacuna do esmo... Resolvi que: serei feliz nesse mundo aqui ... Se eu, cuidar de mim mesmo. Antonio Montes