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Frases de Antonio Montes

876 frases

CONGELO DE FELICIDADE Eu vou tirar, a foto do seu rosto, um prisma, meigo, contente, rindo...
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CONGELO DE FELICIDADE Eu vou tirar, a foto do seu rosto, um prisma, meigo, contente, rindo... E d'essa forma, eu congelarei a sua alegria. Quem sabe assim, eu terei a sua imagem de felicidade, tal qual um arco-íres, escancarado só para mim. Eu vou colocar, a sua foto na moldura, e logo, pendurarei, na parede do meu quarto. E quando lá eu me achar só... Eu tenho certeza que minhas lagrimas caindo se levantarão só para fitar na parede... O sorriso da minha paixão. Antonio Montes

BODEJAR Se eu pudesse... Eu não carregava pedra!
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BODEJAR Se eu pudesse... Eu não carregava pedra! Mas não posso... Não posso, mas carrego. Nasci pobre e por isso... Eu sigo carregando a minha pedra. Pedra dura... Pedra pesada, pedra dura, pesada e lascada! Vê se pode... Pedra cega! Quando ela escorrega... Bate no meu pé e me faz bodejar como se fosse bode... Bééé! Mesmo assim... Eu vou lapidando minha pedra aproveitando para apedrejar muros e mundo... Quem sabe se a minha pedra um dia, se transforma em flor... Nesse dia, apedrejarei a ignorância, borrifarei perfumes sobre o blue e perfumarei, o arco-íres do amor. Antonio Montes

OUTRO JARDIM Quando você estiver sob multidão e mesmo assim, se sentir só... E nesse
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OUTRO JARDIM Quando você estiver sob multidão e mesmo assim, se sentir só... E nesse ínterim seu dia, parecer noite escura sobre tormenta densa... Não chore! Não se desespere, nem precisa rabiscar o dicionário da sua vida para achar a razão que você acha que esta perdida... Isso é solidão! Quando se encontrar por ai, absolto, solto procurando felicidade sob o poço de lagrimas, do seu triste coração... Não chore! Não chore não... Tenha certeza que essa sua tristeza é apenas uma dita, dessa maldita solidão! A qual esta... a se apoderar do seu frágil coração. Se em um momento desses, estiveres a sensação que o mundo não te pertence e que tudo é de mais para ti... Não desiste! Lembre-se que os ventos que vem do sul pode mudar e vim do norte, afinal os ventos estão sempre mudando e como os ventos o tempo também esta mudando e esse, nunca se esquece de você! Ele esta andando te levando, por ai quem sabe, na direção de outros jardins, são tantos! todos com flores, outras flores é uma d'ela poderá ser a flor... Que vive a espera de ti. Antonio Montes

GAVETA DA LEMBRANÇA Fechei os olhos em meu sentido e vasculhei a gaveta das lembranças
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GAVETA DA LEMBRANÇA Fechei os olhos em meu sentido e vasculhei a gaveta das lembranças e sob as quinquilharias das recordações ... Nos meus guardados passado, estava lá... Você, em noite de lua... A prata orvalhada, do nosso amor, o céu estrelado sob a, brisa romântica o nosso cristalizado momento e o blue límpido do nosso tempo. Estava lá... O poste que iluminava ... O brilho dos nossos risos as gargalhadas escancaradas da nossa fiel juventude, a altivez dos nossos rostos a ausência das rugas e das verrugas ao amanhecer cheio de gosto! Estava lá... Aquele fôlego incansável, saudável, afável todo jovem a esperança e os planos palpitáveis a alegria da vida a vontade de vencer a pureza de um meigo olhar e todos os sonhos com você. Estava lá, os planos inocentes o lenço com rasto de lagrimas o bilhete de um tempo onipotente o guardanapo com o tom do beijo a saudade nítida do presente e o abraço cheio de desejo. Estava lá... A vontade que nunca deixou de ser a seta da grande saudade sob o alvo do alvorecer. Antonio Montes

COSTELA OCA Eu não queria concorrer com o barro... Barro de Adão,
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COSTELA OCA Eu não queria concorrer com o barro... Barro de Adão, que ele não me ouça, se bem, que Adão... Em sua fé, cedeu a Deus, partes, de sua costela oca... Deus? Ah, Deus... Com aquele pedaço de costela pensou logo na cabocla, cabocla mulher, fez Eva... Impecável, toda insossa donzela, singela, bela moça. Assim que ela nasceu... Deus lhe deu um nome e Eva ao nascer... Nasceu fazendo planos tramando, de que um dia... haveria de ser, homem. Antonio Montes

POPULAR Uma lagrima no rosto uma fome pede ajuda
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POPULAR Uma lagrima no rosto uma fome pede ajuda o seu olhar de desgosto é o mal gosto de Judá. No lixo, mãos tremula perambula o que comer mal vistas em seu tema odiadas por você. uma lagrima pede alento na mais cruel decepção estenda sua mão ao tempo tenha um pouco de paixão Estique seus sentimento que os santos, solidarão não deixe, mal ventos arrastar seu coração.

CARNIÇA Pegue os seus cachorros E atiça... Atiça em mim?!
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CARNIÇA Pegue os seus cachorros E atiça... Atiça em mim?! Atiça por ai com seu rompante! Com camuflagem da estupidez E com a sua preguiça... Atiça e não analisa e nem observa Com a sua carranca só faz cobrança Não se dá conta que é para a carniça Que você vai e que eu vou... Todos, todos iremos Pode ser plebeu padre juiz ou doutor Filho, mãe, pai, neto ou avô Com provocação ou não Se defendo ou se atiça... Um dia, todos irão se transformar... Em carniça. Antonio Montes

BEIJO NA BOCA Beijo na boca, não beijo na boca, não
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BEIJO NA BOCA Beijo na boca, não beijo na boca, não Se eu lhes de beijo na boca eu lhe dou meu coração beijo na boca, não. O tic tác do meu peito esta movido ao meu universo seus lábios são mel de flores você é paixão, eu confesso beijo na boca, eu peço Beijo na boca, não beijo na boca, não se eu lhes de beijo na boca eu lhes dou meu coração beijo na boca, não. Mas quem dera o seu beijo orvalho, chuva e poejo com essa vontade louca se eu lhe der beijo boca desembesto o meu desejo. Beijo na boca, não beijo na boca, não Se eu lhes de beijo na boca eu lhe dou meu coração beijo na boca, não. Antonio Montes

DUBIEDADE A esperança esta... De asas vãs, quebradas e tombadas
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DUBIEDADE A esperança esta... De asas vãs, quebradas e tombadas pelo nascer do amanhã e a mão do irmão. Cambaleamos sobre o funeral da fé, e sucumbimos no emaranhado da duvida do alvorecer e de cada aperto de mão. Tentamos se firmar sob a flecha dos planos e voamos ao sopro sincronizado dos sonhos. Antonio Montes

PATUSCADA Um carrapato, no meu sapato! cara, isso é muito chato...
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PATUSCADA Um carrapato, no meu sapato! cara, isso é muito chato... Chatos, carrapatos quebra de pratos... Tudo ingrato. Outro dia amarraram o pato dentro do saco, o pato estava fraco... Que saco! Pato fraco saco com buraco o pato escapou... Bateu asas e voou e por vias de fato o dono do pato chorou. Antonio Montes

VALER-SE Sei, sei... Eu sei que passei da conta,
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VALER-SE Sei, sei... Eu sei que passei da conta, mas não conta! Sua conta, me desmonta amedronta, me afronta e eu fico assim como se nunca tivesse ponta. É, e assim com tanta conta! Quando você me aponta... Sinto carranca, perco a tampa escorrego na rampa é como se estivesse sem janta depois do trupe de sua bronca tudo que sinto é a trava da sua conta. Antonio Montes

REMINISCÊNCIA Aquela casa velha no vale... Os ventos ainda te sondam
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REMINISCÊNCIA Aquela casa velha no vale... Os ventos ainda te sondam o sol em suas manhãs, ainda lhe sorrir mas hoje, abandonada... Das promessas e esperanças o que lhes resta, são... Montanhas de saudades, por ali. Hoje, suas paredes e seus espaços são baús de um tempo passado são marcas de um plano marcado. Baús, cheios de sonhos felicidades alegrias choro, tempestade fantasia. Florada de vida, idas e vindas ate mesmo, coisas que não parecia. Nas paredes d'aquela, casa.. amores e medos, misturam-se, com degredos, e segredos.

JOEIRAR Quando nasceu, não tinha nome Poderia chamar-se... Um nome qualquer
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JOEIRAR Quando nasceu, não tinha nome Poderia chamar-se... Um nome qualquer tantos nomes a escolher! Uma peneira de grãos, um furundu, José, João, Sebastião, Adão... Seja lá o nome, qual fosse chamado, teria que pagar, para ter um. Uma vez recebido o seu, seria seu! Iria se chamar por ele, iria parecer com ele daquele dia em diante, aquele nome, recebido e pago, para o restos de sua vida... Teria que ser, seu agrado. Seria ele... A musica, a nota dos seus ouvidos o espaço, os passos do seu fado a dádiva da sua alma, seu timbre, seu nome, seu cume, seu apelido. Antonio Montes

REBOTO Cobra d'água cobra sega...
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REBOTO Cobra d'água cobra sega... Cobra braba cobra pega, tem cobra dando seu bote em meio a sua macega. Cobra a divida cobra a vinda... a ida e volta esta ferida seu moço cobra a conta d'essa sua triste vida. Porque cobra aquele no que nunca pagou ninguém se um dia foi inteiro hoje não vale um xerem. Antonio Montes

MINHA PAREDE A minha parede, tem verde, assim como o horizonte..
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MINHA PAREDE A minha parede, tem verde, assim como o horizonte.. parede secam, tinta verde rede estendida, suave sede. Na minha parede, tem sonho nesse mundo assim medonho sonhos que morrem tristonho muito antes do abandono. Na minha rede, tem teias que no balango se estapeia tantas peias em minhas veias que minha vida encandeia. Na minha parede, tem rede que aos meus sonhos, laça um dia eu sei minha parede mudará essa minha raça. Antonio Montes

VANGUEJAR Quantos pratos quantos copos,
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VANGUEJAR Quantos pratos quantos copos, Quantas louças pra lavar! colheres, panelas e facas espumas sabão e água ... Água para enxaguar. Todos os dias, como o sol e ventos aos arrebóis estrelas além do céu os fazeres na cozinha de manha à tardinha vida ida, vindo vinda vida, vida... Vida, vida. Antonio Montes

O RIO Todos os dias... Um rio passa por aqui
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O RIO Todos os dias... Um rio passa por aqui a todo momento e hora flui correndo, correndo... Fazendo... Redemoinhos e quedas e em suas curvas devagarzinho a noite e no frescor da aurora ele vai para o mar, ele vai embora. Todos os dias, esse rio esta ali e ao mesmo tempo, se vai... Mas volta com suas voltas e de suas voltas, não sai. Em suas margens, quanto verde! tanto peixes em sua rede um dia desse o rio se vai e para de matar a sede. Antonio Montes

BANZÉ Sacode, sacode o bode pra parar de bordejar
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BANZÉ Sacode, sacode o bode pra parar de bordejar esse pobre bode, esta de porre. Bode de porre, comove em seu implore, nem pode... Ser pobre, não tem esnobe. Um dia, esse pobre bode, escapuliu subiu no prego, e comeu a banana do café. Antonio Montes

CABELOS Cabelos telos... Com zelos, desmazelos
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CABELOS Cabelos telos... Com zelos, desmazelos com apegos desapegos lisos caracolados tingidos pintados. Cabelos... Cabelos... Cabelos soltos aos ventos, amarrados emaranhados envoltos pensamentos. Penteados, cabelos no caracol dos seus segredos apegados em seus apegos cabelos tesos, leves cabelos breves, sem pesos ... Cabelos, cabelos. Antonio Montes

ESTÁGIO O amor, quando jovem... Criou asas Ainda criança, saltou de alegrias
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ESTÁGIO O amor, quando jovem... Criou asas Ainda criança, saltou de alegrias Plainou pela imensidão dos ventos voou pelos espaços do tempo e transbordou... Nos afincos dos seus sentimentos. Cheio de garras... O amor se encheu de esperanças, aconchegou-se em seus chamegos e jogou a toalhas dos seus medos. O amor amplo, desabrochou seus segredos e debruçado no degredo dos seus consolos se encheu de anciã, se vestiu de duvidas e desvirtuou-se na incerteza do amanhã. O amor já ancião... Agora apita, apita como se fosse um trem pelos trilhos da sua saudade pelos buracos de sua recordação pelos tempos das vaidades pelos abraços e apertos de mão. Antonio montes

ESTABELECER Eu quero esta com você... Assim como a sua sombra
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ESTABELECER Eu quero esta com você... Assim como a sua sombra a sua corrente da alma sua água corrente, sua onda a musica em sua banda. Eu quero esta com você... Ser as pétalas da sua rosa as folhas de todo verde os espinhos de suas hastes o copo da sua sede. As marcas de todos os rastos as margens do seu caminho o pulsar da sua vida o medo em seus cantinho. As areias da sua praia poeira do seu deserto a distancia da sua esperança a felicidade do seu perto. Antonio Montes

ARPOAR O meu barquinho de papel sem rumo, se foi ao vento
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ARPOAR O meu barquinho de papel sem rumo, se foi ao vento nas nuvens do mar e do céu remando pelos sentimentos. Plainou pela imensidão no fluxo com pétalas de flor barquinho, esse meu coração... navega no pulsar do amor. Sem vento, parou no tempo e no cais d'essa tempestade ancorou meus sentimentos na proa da densa saudade. Então, joguei a tarrafa no ar para afagar o peito meu peguei, paixão com amor nos beijos que você me deu. Antonio Montes