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Frases de Antonio Montes

876 frases

PORTA DO TEMPO Tranque a porta, tranque a porta ... A pancada do coração a horta
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PORTA DO TEMPO Tranque a porta, tranque a porta ... A pancada do coração a horta quando passar pelo tempo... tranque em ti os sentimentos e a porta com seus momentos. Não deixe as rugas passarem nem o cansaço desse corpo não deixe os olhos embaçar por causa dos sentimentos locos. Tranque a porta, tranque a porta P´ra que deixá-la aberta... Somente para atrapalhar! Não vê que não se tem hora certa quando a velha morte chegar. Tranque a porta, tranque a porta quando aportar as saudades assim quando o passado passar ainda deixará felicidade. Antonio Montes

ALAGARTIXAR DE AMOR O que importa o amanhã se o rascunho d'essa noite será
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ALAGARTIXAR DE AMOR O que importa o amanhã se o rascunho d'essa noite será para nos alagartixar sob o abscuro dos nossos desejos! Vamos transformar o nosso segredo em oceano de prazer, e mergulhar nas profundezas do nosso querer. Vamos nos embolar pela praia das nossas volúpias e desfalecer sobre a espuma da nossa paixão. Perder-nos-emos sobre o triangulo d'essa anciã, e quando há noite passar... saldaremos a profundeza da nossa entrega e juntos aplaudiremos os delírios dos nossos corpos, e para o sol, demonstraremos o quanto é bom ser louco! E para o amor, toda loucura e cura, e ser louco é pouco. Antonio montes

POÇO DA PAIXÃO Se o meu chorar não fosse lágrimas talvez... Talvez eu aguentasse
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POÇO DA PAIXÃO Se o meu chorar não fosse lágrimas talvez... Talvez eu aguentasse Mas, como lágrima é água, quando os sentimentos me apavoram... Me banho em lágrimas! Por isso... Quanto mais eu choro... o meu amor desfalece e se degrada. Mas veja... Com o tempo o poço da paixão secou, e quando me dei conta... Eu tinha chorado todas as lágrimas... D'aquele nosso louco amor.

LAMBUZO DA PAIXÃO Com pentagrama eu rascunhei as notas envolventes da nossa paixão
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LAMBUZO DA PAIXÃO Com pentagrama eu rascunhei as notas envolventes da nossa paixão e sob passos do meu peito eu marquei os contra passos do nosso amor, e, induzido pelo seu calor e dancei sob passos entrelaçados, e laçados pelas notas do coração. Uma vez no salão da sedução... Enquanto o frenesi, elevava meu ego, eu, rodopiei em seu chamego... desfalecendo sobre seu corpo e lambuzando-me sobre sua volúpia... Eu pincelei amores que deixavam loco. Antonio Montes

ESSE PRAZO Eu preciso de tempo, antes que me acabo, me de prazo,
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ESSE PRAZO Eu preciso de tempo, antes que me acabo, me de prazo, para que eu possa, me ajuizar nesse juízo de mandatos que sem ouvidos, me arrastam pelos meus gritos e castigos pelos trilhos que estavam contigo e pela leis desses proscritos. Vida sem prazo, não é nada ... Enforcamento de tempo afogamento d'água me vejo molhado, sem asas, em angustia, que arrasa, mesmo sem lado, sou de casa, n'essa brasa, que me aça no estrangulo nesse fado me sucumbo nesse enfado. Meu prazo longo... meu tempo passa, vida me abraça, com essa brasa ébrio me acha... E eu, fico assim, n'essa cachaça ... Na incisão de prestação de uma nação sem coração quanta paixão!!! Quantas bombas, nesse torrão. Antonio montes

ESSE CLIMA Seu moço... E esse frio... Deixando todos roxos!
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ESSE CLIMA Seu moço... E esse frio... Deixando todos roxos! Frio, que mais parece rio, congelando osso tremendo pescoço. Frio, frio que nem fio de navalha... sepando o couro da cara com esse vento insosso, ah seu moço! Poderia em vez de frio, calor... Clima de colosso. Um clima que todos possam ir a praia entrar na gandaia nadar na água e com pedaços de pedras brincar atirando-a ao tempo como se fosse piaba saltando aos ventos. Antonio Montes

SAIA Se a casa vai cair, saia... Saia de calça ou de saia,
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SAIA Se a casa vai cair, saia... Saia de calça ou de saia, saia sem roupa, ou de cambraia ... Saia de mim, saia por ai... Pelas ruas pelas praças, saia de saia, em sua saia! Saia d'aquela forma que ensaia ... Saia, pela praia. Se a casa vai cair, saia... Pode ir, não atrapalha! Saia de óculos de sombrinha, de binóculo ou de guarda-chuva ... Saia no sol, saia na chuva, se todos agora estão de saia! Saia da curva e das uvas Saia com esses olhos de dormir... Saia, saia já dai! Saia d'aqui! Saia se tiver por onde ir... Antonio Montes

ORDINAL Estava pelo meio, quando você veio e, interveio o meu querer, tão logo,
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ORDINAL Estava pelo meio, quando você veio e, interveio o meu querer, tão logo, me carimbou com seu rascunho... Marcou a minha paixão, moendo-me como se fosse, muinho ou ciclone de redemoinho. Eu era um rabisco, de um mundo vago um pássaro sem céu, um cisne sem lago... Nunca estive cheio! Perecia de sorriso, esbanjava tristeza, e a solidão permeava a minha realeza. Então você veio, apareceu e interveio, jogando tudo para escanteio! Passei a fazer parte do seu entrevero mesmo sabendo que no seu mundo... Eu nunca fui o primeiro! Antonio Montes

O MEDO FRÁGIL O trato que tu fizeste... Com seu íntimo amigo caco
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O MEDO FRÁGIL O trato que tu fizeste... Com seu íntimo amigo caco destrinchado em confete... Saiu do seu reles comodato, e confessou, quebrou o pacto. O frágil quando se mete, em sua pose todo garbo... Expele sebo dos pedaços, treme chão com seu mormaço e desequilibra em seu voar. Desfaz do seu pesado fardo ... Dança fado sem as asas, junta lágrimas p'ra chorar tilinta a taça do seu medo e bota o sebo p'ra coçar.

GRUNHIR DE PAIXÃO Se você me amasse com classe.. Não teríamos embate, muito menos
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GRUNHIR DE PAIXÃO Se você me amasse com classe.. Não teríamos embate, muito menos impasse... Mas, o seu amor... É como pétalas de rosa e passe. ... Ah secar nas sombras com, embace, ou como tabaque... Pulsando o coração, com baques... Arrastando-me por esses escapes, mesmo assim! Me faz tinir por essa paixão... Urrando como lobo, ou... Grunhindo como se fosse, um cão. Antonio Montes

PIK PEK, PEK PIK Piui, piui, pik pek, pek pik piui, piui...
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PIK PEK, PEK PIK Piui, piui, pik pek, pek pik piui, piui... Lá vai o trem, lá vai, lá vai ... Vai saindo da cidade passando pelas casinha deixando e lavando saudade de manhã, de tardezinha. As mãos segue-o abanado dando adeus pelos quintais vuco, vuco, vai saldando sentimentos vão atrás. Piui, piui, pik pek, pek pik piui, piui... Lá vai o trem lá vai, lá vai ... Pelos estios, pelos rios pelas pontes e horizonte pelas lamas pelo estio pelas flores lá dos montes. Vai levando o seu osso p'ra enterrar n'outro lugar p'a satisfazer o colosso d'aqueles do lado de cá. Leva o homem, leva a cabra leva a dona e o camarada, a fumaça da cabana o cantar da passarada. Na mala leva os frutos da arvore posta ao imposto desvio de uma colheita tratada com muito gosto. Leva a ética da nação pra lavar em outras redes e deixa o gosto amargo do cão no copo seco da cede. Piui, piui, pik pek, pek, pik piui, piui... Lá vai o trem, lá vai, lá vai ... Leva o alto escalão pelo desvio do tico asila em outro torrão p'ra ficar livre do fisco. Lá vem o trem, lá vem, lá vem.... Pik pek, pek pik apitando o seu chegar pelos ferros d'essa vida trazendo do lado de lá os ares da mulher querida a vida que esta amargar. Vem trazendo os terceiros para governar sem cara louros de um País inteiro agora entrou em outra farra. Lá vem o trem, lá vem o trem com a bancada toda íngreme aonde ninguém é ninguém os grandes ali se esgrima e a lei deles, não os detém. Vem enterrado a saúde confiscando a segurança educação esta nos acude das barras d'essa pujança. Lá vem o trem lá vem o trem com vapor quente e preciso meu amor trouxe um sorriso hoje eu sou, todo aquilo que não conto ah ninguém. Trouxe, haste com uma flor em cor linda de grená o cheiro d'aquele amor o qual nasci para amar. De uma outra cidade trouxe o tom do seu batom o poder da novidade e o toque do novo som. Lá vem o trem lá vem o trem com, seus vagões vagando entre manos e xerem ele vem como ninguém com todos olhos olhando. Traz o arroz do pilão a corda para pular traz o canto da solidão e o sentimentos p'ra voar. O trem vem de uma missão trazendo ali missionário para impor dizimo ao coração com pagamento de salário. Vem o trem e as boas novas impondo as novas metas o gosto sabor da engorda com as torturas das retas. O trem vem com vuco, vuco pik pek, pik, pek vagões cheio de caduco e vírus p'ra nova peste. Antonio Montes

NÃO SEI Eu sei, eu sei... Ouvi a voz,
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NÃO SEI Eu sei, eu sei... Ouvi a voz, era a minha vez, e eu passei... Agora, não sei, não sei! Não sei se eu terei vez, nem sei quem fez a vez... Tudo que eu sei, quando chegou a minha vez, ... Eu passei. Antonio Montes

SÃO MISTÉRIOS Toque a porta para abrir filme o filme, olhe passar o filme
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SÃO MISTÉRIOS Toque a porta para abrir filme o filme, olhe passar o filme pipoque a pipoca que póca, que póca... Vamos comer, vamos assistir... E dai... O mundo é aqui, é assim, por ai, dai e d'aqui. O mundo é para tu, para ti... É para mim... Não sai, não saia dai! Não insista! Não terás para onde ir... Se vamos, se não vamos?! Fica assim... Para que, insistir! Vamos sair por ai? Tu vai? pra onde? Vai a pé, de carroça ou de bonde... Eu não quero, eu te espero?! Eu não quero, eu não te espero! ... Parecem sérios, são mistério... Das heras, são mistérios dos mundos desde de, os tempo dos cleros. Mesmo com tanto mistério assim... Sem ter para onde ir, não quero adeus, nesse intimo meu, não quero partir... Eu não quero partir! Partir, não partir... Não altera os mistérios meus... Não quero, eu não quero partir, pelo amor de Deus! Antonio Montes

PAPO P'RO AR Ouço em meus ouvidos ... Um zumbido...
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PAPO P'RO AR Ouço em meus ouvidos ... Um zumbido... Um tilintar dos anos misturando, meus planos tinidos. O tempo me tingiu... E eu agora, carrego o tranco e a presencia dos meus... Velhos cabelos brancos... Eu tenho deitado-me, sob meus desalentos e os sonhos, já não me trazem, mais aquele gargalhar... Quantas e quantas vezes em sono, eu sinto a presencia do pesadelo, e ao acordar me sinto... Sonhando de papo p'ro ar. Antonio Montes

PONDERA A FERA pondera, ponderou a fera, da nova era depois, engasgou-se com a tela entalada
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PONDERA A FERA pondera, ponderou a fera, da nova era depois, engasgou-se com a tela entalada na traquéias da goela. Pondera... Se pintou com a poluição tingiu a esfera colorida... Opacando a visão do grandioso olhar. A fera, combaliu os olhos da nevoada vida sentindo os sentidos, esfriando os típanos e tampando os ouvidos. Antonio Montes

MURIÇOCA A muriçoca, mutuca, soca ... Seu ferrão soca p'ra pior
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MURIÇOCA A muriçoca, mutuca, soca ... Seu ferrão soca p'ra pior devora, saúde soca e poca... Poca, pipoca e nos faz anzol e os passos, não podem andar. Soca, mão de pilão e pipoca pipoca e poca a pipoca no ar para fazer uma passoca soca pilão, p'ra cima soca com a molecada a vadiar. Soca, soca essa joça em nossa volta tudo soca soca a casa de Jacó soca a palhoça na roça soca o fogo em dia de sol. Maré de rio, trilho poça peixe bagre e jiripoca bolo puba da mandioca casa de índio já foi oca... Flecha e arco de cipó. Muriçoca, jiripoca, roça chocando o seu paladar rodando, engenho, carroça taboca, fossa, e chocar, na roça, pena de cocás. Antonio Montes

A MALA DO MALA O mala, com a mala, embala ... Pelas marés do mar,
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A MALA DO MALA O mala, com a mala, embala ... Pelas marés do mar, pelos ventos em sua cara... Já é costume o mala, carregar a mala, com ela um dia... O mala em sua ingeria, levou bala agora, o mala com essa mala as vezes fica mudo as vezes se cala, não fala e nós e que pagamos o preço pelos adereços d'essa mala. Essa mala, já levou bala navegou pelo ar flutuou pelas águas e o seu dono, não esta nem ai! Se essa mala afundar, ele cala, pois na mala, nada é dele, e o povo, só sabe reclamar sem cara. O dono da mala, se apertar encara pois sabe, que tudo se resolve na fala e agora, ele tem a proteção da mala! Com a mala, ele compra tudo o mundo e as poses de cambraias e depois, poderá mudar de lugar desde que tenha... As chaves da mala. Antonio Montes

AÇOITE NEGREIRO Nasce a índia nasce a negra jogam o laço e as cobiças, atiça
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AÇOITE NEGREIRO Nasce a índia nasce a negra jogam o laço e as cobiças, atiça ... E a cima da pele morena na rua com sua noite escura nasce a cura do capeta. Pé de morro, pé de plano, Socorro! grito no cume da vida, é estorvo sem alforria p'ra inocente, doutor só para mim que sou negro, sou autor... Vou pagar... Vou pagar com minha dor. E a lama? Foi pra mim o que sobrou dos gritos abafados de uma noite censura enclausurada do horror o goro o show... O mal do olho, flecha no peito expressão do senhor O som amargo, que a vida amargou. Minha barra me barra na barraca e roda nas águas, que morro derribou minha esperança, feita de velha lata... se amassa e enferrujam amassadas na calada, da noite calada. Minha garrafa sem vinho, teve cartas... Bilhete de pedido, socorro, salvação fiz oração sob escuro de um porão lúridos, escondidos dos tinidos e dos ouvidos, do meu terrível irmão. Já fui negro no negreiro sem amor tive esposa, tive filho meu senhor! Que as águas e o vento me levou sobrou para mim, esperança iludida e o mourão, açoitando a minha dor. Antonio Montes