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Frases de Antonio Montes

876 frases

TINA DA TINA Tina, oh Tina! Cada presepada tonta,
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TINA DA TINA Tina, oh Tina! Cada presepada tonta, que a Tina atina que mesmo sem ser hora pronta ela as vezes desatina. Outro dia a dona Tina entrou na tina... Na tina por sina, com Água ... Saiu pingando sem pinga, sem toalha, molhada, toda espuma, e foi mostrando o sorriso como se não fosse nada. Se não e de ti, p'ra que carranca nada é da sua conta! não se faz de tonta, se é minha ah apronta me roga praga. Tina oh Tina! Eu me lembro ainda, você pequena, menina olhares por riba e o povo dizia... A tina tem sina tem auto estima a Tina tilinta e pinta com sua tinta os seus cento e trinta. A Tina acredita no que pinta! Assim como na poesia da sua rima ... E o poema que em ti, tilinta. Antonio Montes

PERFIL Aquela foto no seu perfil, me viu...
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PERFIL Aquela foto no seu perfil, me viu... Me viu radiante, como o céu transbordando a cor do anil... Sem rugas, sem nuvens... Nevoou meus sentimentos, enfunou meus costumes... E soprou aos ventos todo tipo de azedume. Aquela foto no meu perfil, te viu... Te viu no ontem, radiante no horizonte do futuro e hoje, aquela foto, em nosso perfis, decidiu... Que nada é seguro, e de repente... Sumiu! Antonio Montes

REBULIÇO DE TEMPO Oh meu espelho... Não precisava ser tão duro! na sua pureza tão pura!
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REBULIÇO DE TEMPO Oh meu espelho... Não precisava ser tão duro! na sua pureza tão pura! Quando sobressai, da sua tela escura, mostrando-me como sou, fazendo rebuliço de sentimentos em mim, empurrando-me sobre o tempo para assistir o meu fim. Oh meu espelho! todavia tens a mágica de fazer o tempo escorregar pelas lacunas dos sonhos e as vezes, até repugnar-me de mim mesmo! Mostrando-me, de como eu era n'aquela foto amarelada a qual está como rede, pendurada na parede... A mesma foto que as aranhas, telham as suas telhas, e fica assim como se estivessem representando as telhas da minha vida. Falem o que quiserem falar, mas o meu espelho é... O vermelho da sinceridade! Ou quem sabe... O sinistro da obscuridade! Todas as vezes que olho nele, ele mostra-me o que meus olhos não querem ver... As rugas da derme, as verrugas do tempo essa carranca que desbanca o meu alento... Mostra-me que outrora, eu era assim como verde... Tinha ar e tinha sede... Todo dia eu era visitado pela alegria! Hoje tal qual como estou, assim desprovido do amanhã. Com passos curtos pela estrada da vida, eu estou murchando... Murchando como se fosse folha a secar exposta sob o ar. Hoje o tempo que eu almejo, é o mesmo que repugno-me, uma espécie de amor e ódio... É meu espelho, te confesso... Que, o mesmo tempo que eu preciso para seguir adiante, é o tempo que você me esboça acabando comigo, criticando-me triunfante e triturando-me diante da esperança. Antonio Montes

DORMINDO ACORDADO No rascunho rascunhado rascunhei todo condado
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DORMINDO ACORDADO No rascunho rascunhado rascunhei todo condado sem nunca sair do lugar... Em sonho, sonhei deitado voando solto e alado com sentimentos ah voar. Com olho abertos sonhando dormindo estava acordado com os sonhos ah me levar. Me encontrei alem do mar nos braços que estavam cá sem pensar em acordar. Antonio Montes

AOS TOMBOS Balngo-bango, maribondo na carreira eu me arrombo
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AOS TOMBOS Balngo-bango, maribondo na carreira eu me arrombo sobre poeira e aos tombos na fumaça me escondo. Eu vou por ai aos pombos em ditongo, orangotango dança o tango no losango cozinhando ao fogo brando. Se não dê, parto pro cano espatifando os tímpanos vou seguindo assim os planos como faço com os anos? Antonio Montes

VIVER DA CIDADE As cidades vivem... Em seus edifício, suas casas,
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VIVER DA CIDADE As cidades vivem... Em seus edifício, suas casas, ruas ruínas, esquinas, frios e brasas... Suas mãos entrelaçadas suas tranças com suas, esperanças e suas sinas ... Olhares tristes e felizes de suas, adoradas crianças. As cidades vivem... Seus dias de glorias dias de luzes, noite de escuridão! Com seus barulhos seus entulhos seus gritos, lixos e seus caprichos suas caretas, alegrias e suas dores, seus pânicos, medos e horrores. Vivem dias de angustia, dia de cão vivem também... Dias de doutores! Dias de promessas e dia de oração ... Vive um dia de cada vez! Uma semana, um ano, um mês... Tudo aquilo, que carregam em sentimento um momento, para cada um de vocês... As cidades vivem acordadas e acordam dormindo... Vivem dias de feriados e trabalhos seus pés descalços, seus sapatos seus olhar franco... Risos, largos e falsos, vivem o manhã de planos e sonhos vida de enfado, pesadelos medonhos vivem as horas e os dias que vem vindo. Antonio Montes

FERRÃO DE MARIBONDO No pedaço do serrado andava eu, desconfiado
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FERRÃO DE MARIBONDO No pedaço do serrado andava eu, desconfiado e o maribondo me ferrou. Um contra gosto à mim, imposto me pegou marcando posto com seu ferrão me marcou. Tudo aqui, tornou-se fato acusar já é disparato mesmo o que, o vídeo mostrou. Sabemos, sabemos... No comando é só desvio há eles isso é pavio p'ra ganhar o seu amor. Antonio Montes

PÁSSARO PRESO Esse pássaro na gaiola prendido por seu enrola
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PÁSSARO PRESO Esse pássaro na gaiola prendido por seu enrola esta ali sem aceitar. Todavia ele esta insistindo e você não dá ouvido o que ele quer, é só voar! Essa grade que tu fez satisfaz, somente a sua vez e você, não quer escutar. Passarinho esta diluído todos seus dias em perigo já não contenta em chorar. Passarinho, passarinho... Eu sou assim como tu tosaram as minhas asas e quando eu cai em casa me proibiram de voar. Minha vida é brasa em tino comandada pelas farras dos carrascos de passarinhos. Antonio Montes

BICICLETA NA VIDA O menino da bicicleta... Não se aquieta!
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BICICLETA NA VIDA O menino da bicicleta... Não se aquieta! Sempre frenético, pedala como se fosse um atleta ... Empina, rodopia... Rascunha zero no chão se cai, nem faz cara feia e sai, aos abraços com o vento nadando na emoção. O menino da bicicleta... Adora o seu, ie, ieh ieh, rodando por ai... Parece gente grande, zanzando em suas contas e sonhando com faz de conta... Só quer saber de correr, perde a hora dormir perde o tempo de comer ... Passa o dia divagando e quando chega a noite... Já vai sonhando com o amanhecer. O menino da bicicleta parece adulto zanzando sem hora certa ... Vai p'ra cima vai p'ra baixo igualzinho uma peteca. Antonio Montes

LOURO VERDE Entre um papaco e outro o louro verde lá do alto
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LOURO VERDE Entre um papaco e outro o louro verde lá do alto esta fazendo curupaco. Esse louro é todo verde porque te chamam de louro se o loiro para ti e sede. Se seu verde é todo verde podiam te chamar de verde loiro não tem, em sua rede! Mas esse louro fala e chora se chega ou se vai embora chora sem saber da hora. Também dá tchau e assovia desce do agora e do jirau e gira ali todos os seus dias. Esse louro todo verde incomoda com toda aurora em sua forma de bom dia. Baila com sua algazarra vê o sol, faz grande farra saldando-o com alegria. Esse louro, na moldura vista silenciou-se em seu silencio e na pintura do artista. Agora na escassez dos seres contem seu nome na extinção nos louros gosto dos prazeres. Esse louro... Quer café ... Pediu café! Orou sua fé de pouca fé e logo mais, pediu o pé. Antonio Montes

MEU PAÍS Onde esta você meu país... Aonde você esta!
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MEU PAÍS Onde esta você meu país... Aonde você esta! Infectado pelos ratos que não param de te roubar todavia te surrupiando e depois vão desviando pouco a pouco para lá. Onde esta você meu país?! Você aonde esta... Com facínoras comandando só calhorda no comando o que será do seu futuro e das crianças o que será? Perdesse a credibilidade diante dos olhos seus nada mais em ti é verdade cadê o olhar do nosso Deus?! Onde esta você meu país... Você aonde esta?! Na cede... Ninho de cobras enrolando o paladar seu tempero eles te roubam só para expor o gastar. Roubar agora é desvio ponte aera da perdição esperança perdeu seu pavio apagando a nação. Onde esta você meu país você aonde está?! Me diga p'ra onde você foi pois preciso te achar. Antonio Montes

ESTRANHO TROFÉU Era noite... Como se fosse andorinhas
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ESTRANHO TROFÉU Era noite... Como se fosse andorinhas eu vi um bando de corujas, voando sobre minha rinha. Sobre a qual, lá eu estava... Peleando com a morte ... Disputando a vida e a dádiva taça da sorte. Mas não sabia que: O troféu da vida querida... Era o abraço forte da morte. Antonio Montes

PAUTA DO NOSSO AMOR Depois dos momentos ... Sentimentos!
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PAUTA DO NOSSO AMOR Depois dos momentos ... Sentimentos! A lua se escondeu nos pensamentos o que restou, foi... O rascunho, amassado do nosso amor. Com ele... Os gráficos dos gemidos, a dor... As silabas dos segredos tímidos, inebriando as recordações e nos envolvendo ao pavor. Nas, antigas tramas da volúpia... depositamos nossos enredos, e a anciã deturpada dos nossos anseios... Estacionou sob as reticências junto as pautas pautadas, dos nossos meios. Partilharemos nossa historia... E iremos ver as marcas folheadas, dos nossos rastos e arrastos, sobre a lama das nossas vontades! Só ai então... Iremos perceber, as lacunas das nossas verdades. Antonio Montes

VIAS RUÍDAS Se o rato vai roer, roa o Rei, rema em roupa boa
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VIAS RUÍDAS Se o rato vai roer, roa o Rei, rema em roupa boa e não se molha na garoa. Se Roma, roeu os seus... Com, dentadura e ditaduras, roeu ... Roeu cristãos e os hebreus. Pelas ruas ruídas dessa vida que todavia se vive poluída tudo no mundo esta roendo por mãos e vozes bandidas. Antonio Montes

BREVE SUTILEZA Me leve, assim leve como uma folha seca
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BREVE SUTILEZA Me leve, assim leve como uma folha seca ao vento, leve ou como um leve... Pensamentos, em sentimento breve. Me leve, leve... Como sentir alem da cerca, com leveza, me entregue, n'essa leve sutileza... Na beleza de ser breve. Com o seu leve, me leve... Assim leve sem sentir me leve depois me entregue no mundo leve de mim. Antonio Montes

DIVERGÊNCIA Na cozinha... Pulo... Gato
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DIVERGÊNCIA Na cozinha... Pulo... Gato perco o sono embarco amargo e pago o pato... Que saco! O gato... Quebrou os pratos lavados enxugados... Espelhado com trapo. E lá na poça d'água ... É com o sapo... Que se faz de fraco, de manhã sedo em seu buraco... Fazendo sebo. Com sua gula... Pula, pula sem segredo, em salto alto pelos escalpos do velho asfalto. Antonio Montes

OLHAR QUE ME DEU O olhar que tu me desse, era amor, e era amor...
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OLHAR QUE ME DEU O olhar que tu me desse, era amor, e era amor... Piscou com olhos em prece os meus então te amou. Vi o horizonte em ti... com cores do meu arco-íres, almejei seu mundo p'ra mim... para me tornar incrível. O olhar que tu me desse... Era só meu, era só meu! Com amor de rígido cerne distante de grande adeus. Vi minha lagrima rolar pelas saudades de você o cupido atirar a flecha e o amor ah te querer. O olhar que tu me desse... Era p'ra mim um jardim, fulgor que hoje me aquece amor, assim... Só p'ra mim. Antonio Montes

SANTA? Quanto em seu canto, se espanta no escuro com sua manta
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SANTA? Quanto em seu canto, se espanta no escuro com sua manta cai hoje amanhã, levanta quantas santas a noite é santa? Quando canta os seus encantos no pranto com o seu canto ou, segredo se levanta... Quantas santas a noite é santa? Nos sonhos todos despidos em cálido pulo do muro cochichos aos pés dos ouvidos ouvindo tudo do mundo... Quantas santas hoje são santas com tantas flechas ao futuro com chamego em seu olhar e um amanhã inseguro. Antonio Montes

ESSE MORTO Esse morto, não morre mais apesar dos avanços secular e tecnológicos
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ESSE MORTO Esse morto, não morre mais apesar dos avanços secular e tecnológicos esse morto, esta morto... Assim como morte de muitos mortos que morreram a milênios atrás. Esse morto de olhos fechados, corpo gelado, coração parado... Esse morto, agora seguro, já teve passado, planejou futuro sobre os mundos dos muros. Esse morto, ah esse morto! quando vivo estava morto... Em seus desespero, em seu gostos agora morto esta vivo pelos jornais que te saldam como se fosse aborto. Esse morto, um dia vivo morreu... zanzou pela vida a fora, assim como morto que viveu. Antonio Montes

EPITÁFIO Vou rimar, remando no rio remando , remo em Roma
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EPITÁFIO Vou rimar, remando no rio remando , remo em Roma n'essa vida, que rima a vida no remado que desengoma. Remarei, as margens do tempo tempo assim, de balanços pardo balançarei, as asas do sentimento nesse mundo de fundo gago. Vou rimar ao momento que voa para rima mostrar-me o poema rimarei por vida, breve e boa o epitáfio, que registre o tema. Antonio Montes

GINGA DA VIDA Dos piores o pior nos palcos, acorda o nó
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GINGA DA VIDA Dos piores o pior nos palcos, acorda o nó d'aquela rasteira o pó... É tanta gente enjambrando pelo mundo cafundó... São canoas no balanço em milhas, milhar e nó. Da madeira o cerne duro desvio, com velho palitó na manobra o inferno sob o claro olho do sol... É tanta gente se dando bem e se afundando no mar águas que ninguém conhece prece p'ra regenerar. Do umbigo a fadiga, com sua ginga me diga... quanto é que fico santo se nunca posso gingar... A minha vida é encanto no canto, p'ra quem esta, sempre do lado de lá... Antonio Montes

SOBRINHO Um sobrinho que é... Gente sem gente
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SOBRINHO Um sobrinho que é... Gente sem gente que tudo inventa que passa o pé gente não agüenta o seu ato, repente. Querendo ser gente as vezes indecente burla água quente esta atrás, e a frente e se faz de inocente. Antonio Montes