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Frases de Antonio Montes

876 frases

MUNDO CINZA Agora, que você já trocou... As arvores pelas cinzas, o futuro da vida, pelas duvidas...
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MUNDO CINZA Agora, que você já trocou... As arvores pelas cinzas, o futuro da vida, pelas duvidas... Que tal a chuva de lagrimas, para ampliar seus medos, afogar esse seu terrível ego. Já que em pesadelos ao acordar nunca é sedo, para que, o terno? Estão soltando bombas, e o seu paraíso agora, se transformou em eterno. Prepare-se! Agora que os seus sonhos se fantasmou... Fumaças são tudo que no mundo lhes sobrou, para seus trilhos do amanhã... E agora, você conseguirá distinguir a morte da vida? Será que os enterrados, serão os primeiros? Nossos feitos levam-nos há momentos de que... Morrer é viver, e viver é esta morto diante da vida. Aonde você atirou os planos?! Você acha que agora sob esse mundo medonho, você poderá encontrar os sonhos? Os paralelepípedos das calçadas hoje são duvidas... Devemos andar descalços? Você ainda não se deu conta, de que seus risos falsos, e essa falsa voz que você ecoa pelos palcos servindo apenas para camuflar a sua vil ganância e camuflar as suas palavras afiadas... Afiadas como fio de espada samurai empunhada pela ignorância cutelando e dilacerando, apenas as almas ingênua e dotadas de inocência... Antonio Montes

RASCUNHO DE VIDA O tempo rascunhou seus anos sob minha pele e sobre seus rascunhos imperfeitos...
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RASCUNHO DE VIDA O tempo rascunhou seus anos sob minha pele e sobre seus rascunhos imperfeitos... colocou duvidas sob meu futuro, e ainda enrugou minha esperança tremula. A minha felicidade, a cada dia d'essa vida incerta! Distanciou-me d'aquela fase jovial... Tirando-me a criança o riso, colocando-me, distancia e juízo... Eu já não sei pular corda... E me tremo todo, quando vou falar ou brincar de rir, também, já não tenho tino para explicar ... Vivo aquele momento, pensando que no outro, há qualquer momento eu possa me acabar. Quantas e quantas vezes, eu vejo a noite sob meus dias, e dias sob minhas noites, e sem sono, não tenho sonhos... Penso no que me resta, e a única coisa que me presta, é a felpa d'aquela fresta. Penso, penso e nunca entendi o porque as asas dos sentimentos me levam a voar tão longe, sem nunca me tirar do lugar! Então pensando eu choro e ao chorar, essas lagrimas se congelam ao se deparar com meu ar. Sim, Sim, eu sei! Embarquei na carruagem do medo, mesmo assim, não posso desistir... Todavia estou indo, indo, indo sempre... Eu sei onde estou, mas nunca sei aonde de fato eu vou. Antonio Montes

CONDÃO DA VIDA Longe das canoas e dos remos dos pescadores sedentos de pesca...
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CONDÃO DA VIDA Longe das canoas e dos remos dos pescadores sedentos de pesca... Os peixes procriam as suas crias as suas escamas, e sobre a lua prateada, saldam as estrelas ao mesmo tempo em que navegam sobre a cor alva da flor d'água. E ao breve amanhecer, contemplam o sol com sua lagrima molhada e sob o poder da sua alegria colorida... Saem nadando sob luz de um novo dia, aonde a esperança, por ali, é apenas a varinha de condão de uma, meiga fada. Antonio Montes

LONGE PERTO Na estação do seu olhar, eu me perdi sob primavera
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LONGE PERTO Na estação do seu olhar, eu me perdi sob primavera florida e estacionei o meu desejo o meu amor, meus beijos... Estacionei essa esperança, de viver a minha vontade sob seus ansiosos anseios... Estacionei esse desvendar impregnado no meu misterioso sonhar. Sacudir-te-ei, sobre os lampejos do seu coito, E te envolverei nesse amar insaciável e louco! Como se ama a vida... 'Esse amor' esse amar, te amar... Te amar, como se fosse o ultimo fio de ar. Te amar como se ama... A água no ultimo oásis do deserto Ou, um chegar de uma caminhada longe, sobre a felicidade de uma vida e sonhos que estão tão perto. Te amar como pássaro ama a alvorada de sol, as flores de um jardim onde o verde em harmonia, nos faz esquecer a, austeridade de um ardente deserto... Te amar, te amar, sim, assim! Tão perto, tão perto Antonio Montes

SUA VEZ Quem fez, quem não fez... Quem foi, quem não foi?!
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SUA VEZ Quem fez, quem não fez... Quem foi, quem não foi?! Foi o boi? Foi você?! Foi vocês, que evento a subida pra subir?! A esperança para crer, e a decida p'ra descer... As asas para voar, e escorregão para cair, tanto lugar para andar... Pouco tempo para ir! Foi vocês que inventou... o lugar p'ra visitar, esconder para sumir As coisas todas ai, e o tempo longe d'aqui? Quem foi, quem foi?! Que inventou os carros para andar sempre atrasado dos bois... Quem fez, quem foi... Quem não foi, Que teve em sonhos pesadelos e viveu em seu sonhar que sonhou com o mundo inteiro esquecendo do seu lugar... Quem foi, que inventou a esperança somente para sentar e vive a vida sentado, sonhando com esperar... Quem foi... Que inventou a porta para abrir e p'ra fechar... A janelas para olhar as lagrimas e estar sempre longe de ti... E chorar em seu chorar! Porque se fechou com os seus medos p'ra nunca mais se soltar... Quem fez... Quem fez! Quem não fez?! Você fez, a gente fez... A fila para esperar?! A sabedoria um dia já foi coisa de admirar. Quem foi... Quem fez... Engarrafamento no mundo todo, somente p'ra engarrafar... Congestão para o transito, sem remédio p'ra descongestionar... Um nome para cada santo, e um mundo para salvar. Quem fez o povo todo de bobo em um ninho cheio de cisco... Um futuro para olhar e o ovo para quebrar... Quem foi o dono do espetáculo... Que fez do futuro indagações, fez do mundo um grande circo criou buraco no seu muro, e bomba para os irmãos?! Quem vez vida p'ra eternidade e o fim para morrer... Quando vivo fala da morte mas em morte, não tem p'ra que. Quem foi, quem não foi! Quem fez, quem não fez... Foi eu... Foi vocês?! Então p'ra que virar rei se um dia também como fez... Há de chegar sua vez. Antonio Montes

UNIVERSO INOCENTE Como criança, sou o maior mágico do meu tempo, de todos os tempos...
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UNIVERSO INOCENTE Como criança, sou o maior mágico do meu tempo, de todos os tempos... Digo a verdade quando esperam que, eu minta, e minto! Quanto esperam que, eu diga a verdade... E quando tenho que esconder-me, escondo de mim mesmo. Não tenho bola encantada de cristal para encantar, pois sou, eu mesmo o cristal, lapidado do mundo encantado. Minha bola é de chutar bater ou de sabão, e eu, me encanto pela beleza do seu voar e pelas cores que elas podem me mostrar. São minhas as bolas de sabão cheias de cores, expondo-me amores, sonhos, fazendo a minha imaginação voar e o meu frágil coração pulsar... Pulsar de felicidade, pulsar de emoção. Não me preocupo com universo, pois no meu mundo! Eu não coloquei política partidária ou religiosa, muitos menos elegi presidente ou parlamentar algum para fazer-me descontente. Como criança... Não estranho cores da derme nem etnias, não tenho nada, pois, o mundo em que convivo, ninguém desvia nada! Ninguém taxa o outro de bobo, nada é transformado em jogo, e tudo pertence a todos. Antonio Montes

HERÓIS Meus heróis se foram... Muitos tomaram o trilho dos seus sonhos
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HERÓIS Meus heróis se foram... Muitos tomaram o trilho dos seus sonhos e debruçaram diante dos seus próprios atos, hoje, vagam através de nossas teclas fictícias e são debruçados sob pergaminhos das historias gráficas, para serem fixados sob mentes ingênuas das novas heras. Em seus sonhos... Profundezas erguem-se, bandeirando seus nomes sob pedras de mármore, enquanto seus restos... Se fundem sob o consistência do seu molde. Agora, interno do abismo universal... São degustados pelos paladares bacterianos e seguem se esvaindo sobre os ventos do impiedoso tempo. Antonio Montes

MARCOS MEDONHO Um carinho de dedo, no gatilho do brinquedo do mal
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MARCOS MEDONHO Um carinho de dedo, no gatilho do brinquedo do mal Uma ficção seguida de aperto... Tiro... Um giro no espelho do tempo, vida estilhaçada, desalento... Um sentido de uma vida pervertida assim, perdida por nada! Tártaros de sonhos, marcos medonhos... Um cair de crepúsculo raro um conto, minguado junto a magia uma vara de códon, uma fada, Aquilo?! Tudo aquilo, por nada! Antonio Montes

INESQUECÍVEL Passei pelos passos teus, e n'aquele espaço, eu senti
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INESQUECÍVEL Passei pelos passos teus, e n'aquele espaço, eu senti o teu cheiro, vi o seu olhar! Um sorriso seu me fez voltar. ... Eu disse um dizer... Um adeus, um olá Tudo ok! Como vai... Eu gostaria que fosse, meu bem, e andássemos, pelos meridianos, dos anos e dos planos... E com meus braços, te abraçar e nos abraçar com a vida... Viver contigo, te amar, me amar, acalentar essa vida tão frigida. Depois que eu te vi... eu não consigo andar só, o que faço é sonhar contigo e todavia, não paro de te lembrar, eu gostaria de lhe ter, para aliviar ... As retas, e as tortas voltas, do meu caracol. Antonio Montes

MUVUVA Saiu d'aqui a caduca maluca, com sua muvuca
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MUVUVA Saiu d'aqui a caduca maluca, com sua muvuca ... Muvucando por ai... O tempo estava sério, misturado aos seus mistérios assim como impérios... Sem ter tempo de sorrir. Pegou a estrada, toda gaga e gaguejou o seu qui, qui, qui não encontrou no mundo nada que a velha fada da vida... Não pudesse sumir. Antonio Montes

INTERROGAÇÃO Não sou Adão... Nem, nada disso que você pensa,
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INTERROGAÇÃO Não sou Adão... Nem, nada disso que você pensa, não vim de torrão barro ou água Eu vim de uma placenta... Placenta benta que senta que paga que roga praga... Que as vezes tem paciência outra vez... Não agüenta. Eu nasci n'aquele dia n'aquela agonia... Eu vi para o mundo de símbolos penitencia... Pensa! Universo da Maria de fobia de reza, oração, dá o tiro, dá a mão mundo de sonhos, feitos medonhos ... Ave Maria! Saudações de José saudações de João Sou de um planeta perneta costeleta, constelação, coração... Aonde ninguém tem certeza de quem é, ou não... Irmão... Eu sou de um mundo inteiro de pesadelos seus, de mim, d'ali d'aqui, por cá, por ai, de Deus? Do cão... Não sei, não sei não... Antonio Montes

ROTULO Não vamos rotular as rotas as portas, flechas e as diferenças...
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ROTULO Não vamos rotular as rotas as portas, flechas e as diferenças... Os jogos de dados os choros das crenças, os sonhos os sonhadores as asas da vida a forma da penitencias e as cascas das nossas feridas. Porque rotular o que é seu... se nunca sei de verdade, o que um dia será meu! Não vamos rotular os caminhos... Os ninhos o alinhavos e os cravos ... Os pergaminhos as dividas, as divisas as partidas e as tensas recompensas O show que não vingou os trames da canção de uma vida os órgãos amputado d'aquele amor. Não vamos rotular a fresta a reta inserida no futuro as restas de uma aresta o poço fundo a ancora, ancorada no porto inseguro a besta abestalhada os trilhos vivos do nosso mundo. Não vamos rotular o escuro a noite densa os lírios e suas flores o alvorecer cheio de luzes... E os risos de seus amores as dores de um jardim e o manuseio em seus primores. Antonio Montes

FEITOS TORPOS Aonde estão os seres presos, por essas paredes, expressas atrás,
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FEITOS TORPOS Aonde estão os seres presos, por essas paredes, expressas atrás, desses labirintos de muros?! Onde no reboca de vida... O que restou, foi apenas furos de um tempo mal tramado, os quais passaram por uma peneira de medir gostos, amargos e mal amados. Sobre as margens dos seus caminhos o que sobrou para esses seres foram bases de sentimentos, e mourões infectado com noites escuras,escuras como se fossem, arrependimentos de pensamentos logrados e horizontes esmagados por leis de seres em desvio e atos desviados. Nos rascunhos das paredes consta: Expressão de tristeza desesperos de gritos brado de angustia, até mesmo as vezes de delírios, sobre suas secas cedes de voar... Voar, nas cores do futuro, as quais d'elas consta apenas as hastes cheias de espinhos de esperança, mal florescida. Não contem redes de dormir na contra partida, sobram-lhes a lamina fria de pedras duras e pontiagudas. Ainda outra noite como lembranças de crianças, esboçaram apenas os soluços, misturados aos choros abafados, junto ao tremor de vidas sentidas. Ainda sonhos com seus amores mas, ao acordar, se deparam com o labor dos feitos torpos, dos atos mesquinhos, agora transformados em aborto. Antonio Montes

A GRAÇA DA CAUSA As causas que me causam causas casa sem ter casa
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A GRAÇA DA CAUSA As causas que me causam causas casa sem ter casa voa sem ter asas mesmo confinada, vaga, Vaga por todas as vagas, vagas ... Vagam como passadas de boiadas que corre pelos campos e pelas águas, nada. Voam pela chuva, pela garoa pelas margens das estradas pelo leito da canoa voa que voa, voa de boa, voa pela vida a toa. Essas causas causam fogo fazem brasas e quando abraça o batom muda de tom botam as caras na praça tonteia, amassa e a massa beberica cachaça e no pega-pega, se agacha, se arrasta de graça com sua graça, sem raça. Antonio Montes

RAINHA DAS CAUSAS Eu não sabia que essa vida que levo, fosse tão treteira assim
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RAINHA DAS CAUSAS Eu não sabia que essa vida que levo, fosse tão treteira assim ... Carrego-a por tanto tempo confesso, eu até adoro ela mas, ela com certeza, não me adora tanto assim. Por aqui, eu não esperava essa eternidade tão falada nem também nunca gostei d'essa idéia de me ir, tão sedo. Mas essa vida que carrego, até parece que todavia, escondeu-me do seu mais vil segredo... Ela nunca, demonstrou-me que podia me levar agora, nessas altura do tempo ela mostra-me ao relento. fazendo rascunho do meu fim, sem fazer nem um juramento. Em seu cacoete de vida, me diz... Que vai abraçar, uma outra causa que essa causa na qual, ela é eu agora, não sou mais assim tão seu e que meu tempo arde em brasa e os frutos do tempo, não são meus. A causa da paixão é fraca mas, a do coração me leva outra causa com o corpo talvez do estomago ou arroto... Do pulmão ou outro órgão qualquer, já que não sou mais garoto. Vida, vida, vida! Disse-me ter tantas causas que o fim pode me causar e que ela mesmo escolherá uma para ambas me buscar. Porque não posso ser eterno aqui respirando assim já que o barro o qual fui feito continuará por ai... Oh vida! Eu quero o controle das causas para me casar com você para que assim, as outras causas nunca venham me querer. Antonio Montes

P'RA ONDE VAI Já sedo em hora marcada bate o tempo em badaladas
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P'RA ONDE VAI Já sedo em hora marcada bate o tempo em badaladas coletivo subacada barriga desmoronada com seguimento da jornada. Lá vai a vida... Parar na fila, na firma a digital, registro do casco a marca do caos... O plano do mês no rumo do nada. É comer na hora certa é a conta p'ra pagar os anos uma peteca ... Desenganos a surrar. A noite, o voltar... Já é tempo de dormir esperança no sonhar o sono deitar no olhar. Os anos cadê? O tempo comeu... Amanhã quem sabe? Aonde vive você, e aonde estará eu. Antonio montes

O GARBO Eu não me garbo.... Do inicio do mês,
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O GARBO Eu não me garbo.... Do inicio do mês, até ali pelo dia seis... As contas que eu devo, e as dividas que me dá enfado, eu pago... Nesse ínterim, sanarei... Todas as pendengas, que me faz coçar o casco e até mesmo, errar os passos do meu precioso fado. Antonio Montes

MEU PÁSSARO Canta oh, meu pássaro que a noite longa vem
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MEU PÁSSARO Canta oh, meu pássaro que a noite longa vem a qual eu passo sonhando com os braços do meu bem. Voa, voa meu pássaro pelo espaço do tempo diga meu amor que me acho perdido em pensamentos. Meu pássaro leve p'ra mim um recado há minha flor diga que o meu jardim já murchou sem seu amor. Se suas asas no espaço embaralhar sob pressão não me deixe aqui, meu pássaro arrastando o coração. Antonio Montes

MEU SANTO Valei-me, teime meu santo com o fulgor d'essa quermessa
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MEU SANTO Valei-me, teime meu santo com o fulgor d'essa quermessa me valha aqui no meu canto enquanto eu faço a promessa. Não me deixe partir a míngua eu não quero tomar na testa dei canseira com minha vinga no vingar que a mim não presta. Valei-me teime, meu santo... Com quebranto que alguém me deu, estou vivendo em desencanto com encanto que nunca foi meu. Valei-me teime meu santo! Com os santos todos impedido o planeta aqui, é um canto que se dá bem, quem é bandido. Vou partir do jeito que vim voar para onde não há nada pois nesse mundo por aqui tudo é um conto de fada. Antonio montes

SEU CORPO Seu corpo é asas que vagueia e voa abanando o meu querer
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SEU CORPO Seu corpo é asas que vagueia e voa abanando o meu querer expele no tempo e me tonteia a ginga e o feromonio de você. Ao bailar sobre a calçada em passadas e seu balançar meu peito se queima em brasa com a vontade de te amar. Você se vai, se manda, some deixa-me solto em meu pensar noite em sonho, sou um homem falecido, por esse seu vagar. O sol rasga o tenso escuro iluminando, alegre amanhecer e eu acordo, sonhando no mundo sonhos que me arrastam a você. Antonio Montes

O DEDO Sou dedo, que quando me dédo me enleio nos enleios dos escanteios
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O DEDO Sou dedo, que quando me dédo me enleio nos enleios dos escanteios das macegas que enxerga as cegas... Que me leva sem relar, me leva em sua leveza, me leva na trela, desse seu levar. Sou dedo, que quando me aponta... Sua ponta me atonta, me entrega, sob, bordoada com sua apronta, e desafronta em bronca, sem ponta, e que sem ponta aponta em minha direção, essa sua viciosa carranca. Sou dedo bronco, e como tal... Eu me desaponto com seu confronto, assim todo tonto... Me amedronto, com sua ponta a qual, toda vez que me mira com sua mira... Me atonta. Dedo, duro impuro, porque não! O dedo que dedou os horrores do cão... Dedo que furou o bolo arrumou rebolo e tremendas confusão... O dedo que não tem boca, não tem fala mas, maltrata o coração... O dedo que todavia tem parte com a arte do velho escariote e que mesmo sem falar, as vezes diz sim! as vezes diz não! Antonio Montes