Frase de Antonio Montes
O DEDO Sou dedo, que quando me dédo me enleio nos enleios dos escanteios das macegas que enxerga as cegas... Que me leva sem relar, me leva em sua leveza, me leva na trela, desse seu levar. Sou dedo, que quando me aponta... Sua ponta me atonta, me entrega, sob, bordoada com sua apronta, e desafronta em bronca, sem ponta, e que sem ponta aponta em minha direção, essa sua viciosa carranca. Sou dedo bronco, e como tal... Eu me desaponto com seu confronto, assim todo tonto... Me amedronto, com sua ponta a qual, toda vez que me mira com sua mira... Me atonta. Dedo, duro impuro, porque não! O dedo que dedou os horrores do cão... Dedo que furou o bolo arrumou rebolo e tremendas confusão... O dedo que não tem boca, não tem fala mas, maltrata o coração... O dedo que todavia tem parte com a arte do velho escariote e que mesmo sem falar, as vezes diz sim! as vezes diz não! Antonio Montes
No pensador.ai desde