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Frases de Antonio Montes

876 frases

A LAVRA Com essa lavra, lave a terra e não sobrará, guerras nem favas,
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A LAVRA Com essa lavra, lave a terra e não sobrará, guerras nem favas, para alavancar as lavras, que você sulcou em clamor.... As lavras que você lavrou e os efeitos do amor. Essa lavra acesa, te lambe tornando-te, batata, inhame lá no fundo do tatame, sem ter corda nem baldrame, vira monturo e como cinzas... Arriba para se dissipar aos ventos no lombo do seu terror. Antonio Montes

CANÁRIO E O PIÁ O canarinho pia, piá piou bonito em seu voar
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CANÁRIO E O PIÁ O canarinho pia, piá piou bonito em seu voar um piado assim como cantor, piando as coisas para o amor... Pousou no galho do amar. Piá... O canário piou, piou. Outro dia piá, o canário piando... Grosou aquela canção do pio e com piadeira dedilhou as lagrimas do tenro amor. O canário piá, piou engaiolado em sua saudade os arames da vida lhes cercou tirando a sua liberdade. Antonio Montes

PÁSSARO NO ESPANTALHO Bico preto penas pretas
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PÁSSARO NO ESPANTALHO Bico preto penas pretas canta sem fazer careta... Pássaro preto. pretinho, pretinho! Canta no galho pousa no espantalho rouba cisco p'ra fazer seu ninhozinho. Oh! Meu pássaro... Que canta com assoviar me ensine seu assovio não me deixe a ver navio porque eu, não sei nadar. Me ensine a cantar, a flor para que eu cante a saudade um canto que encanta o amor no canto da felicidade. Antonio Montes

ENTREVERO O ônibus... Não veio! Será que estava cheio?
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ENTREVERO O ônibus... Não veio! Será que estava cheio? Eu, fiquei, como se fosse... Bola do canto, bola do meio, pura sensação de escanteio! Um entrevero só, e eu aqui no meu canto, ouvindo canto... Em ares de sapateio, logo eu... Eu, que qualquer coisa fico cheio... para mim, isso é desencanto! Sabe... Como se fosse quebranto, ou mesmo, praga d'algum santo... Agora tudo me parece branco... Assim, como se eu estivesse tonto! Tonto, capengando em um ponto... Que tanto aponto.

O MUNDO Navego dentro de mim o rumo que o mundo esqueceu
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O MUNDO Navego dentro de mim o rumo que o mundo esqueceu procuro o dono de tudo e esqueço, que o mundo, sou eu. Esse mundo se foi com as flores... Floresta, norte sul, leste oeste adeus frutos, adeus amores tudo hoje, tornou-se agreste. Com toda água poluída até mesmo nos lençóis... O chão, sem verde, sem vida o ar, não é mais para nós. Os rios estão soterrados pelos arados do chão os peixes, todos finados não sustentam mais coração. Cadê os machados que um dia! Propagaram esse meu fim hoje jaz! Estão finados nem esperaram por mim! Mas eu vou, um dia vou... Como todos que estão indo nesse dia de muito horror vou com tudo aluindo. Antonio Montes

AS HORAS Hora passa, horas passam... passam horas por ai
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AS HORAS Hora passa, horas passam... passam horas por ai ponteiros não podem achar as horas que tinha aqui se encontrar, outro lugar. Todos viram as horas, o ponto que tinha para passar não aluíram do canto e as horas não podem esperar. As horas que um dia não foi foi porque nunca chegou foi nas horas que o boi viu a taca e emperrou. Tantas horas pequenina sem ter tempo p'ra esquecer as horas do nosso dia nunca andam sem você. Antonio Montes

DESCONSTRUÇÃO Já que o mundo todavia a ti, tem sido estorvo O qual para você, a serventia da casa... Só lhes,
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DESCONSTRUÇÃO Já que o mundo todavia a ti, tem sido estorvo O qual para você, a serventia da casa... Só lhes, serviu para fazer balas para eliminar a fala, a fauna... Construir estratégicas para agregar defeitos, e derrubar os feitos os jeitos e as matas ... Agora que você contaminou e soterrou as águas, transformou o verde em cinzas e escondeu as luzes das vidas com a sua poluição... Como você vai sobreviver? O que será dos seus entes queridos? Como irão agregar vidas, diante da sua contaminação exterminadora?! Sobreviver sem ar, sem verde, sem sol, sem água... E sem rios para sanar a sede! O que você vai encontrar para fazer ar? Os seus concertos imundos, perdeu para o fuso do mundo... E esse agora esta sem tampa, sem fundo, permeando os seus estorvos. O mundo hoje esta sem pregos sem cravos.... Morrendo em sua carranca, perambulando o aborto do seu ego. Você sabia que o tarde, todavia chega tarde, para se arrepender?! Você sabia que tudo estava ai, quando o rumo do mundo, resolveu arrumar você! Não precisava moldar o mundo! E destruir tudo! Só para construir um universo que satisfizesse o seu fazer! Não pensou nos seus?! E agora, que o ar se foi, a flora secou, a fauna se acabou... O que será de ti, e dos seus? O que será dos seus, vivendo em uma natureza revoltada... Revoltada por ter-lhe, lhes dado tanto amor! O aço do seu coração que outrora era forjado com fogo, hoje esta devidamente... Gelado! Agora que você prevê paredes em seus amanhãs... O que é que você vai fazer, quando crescer? O que sobrará d'essa desconstrução mundana? Por acaso, você descobriu um jeito de você comer, a sua tão cobiçada grana?! Antonio Montes

DEGRAUS DA DISCRIMINAÇÃO Discriminação, não é só... A cor da pele e sim! A falta de amor...
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DEGRAUS DA DISCRIMINAÇÃO Discriminação, não é só... A cor da pele e sim! A falta de amor... A falta de amor para com os de profissões, ingênuas... Incluindo nesse quesito; até mesmo os nossos professores e outros. A discriminação hoje abrange a falta de amor para com, os de posição social e financeira, fisiológica e espiritual e até mesmo, a falta de amor para com o lugar em que se nasce, vive e reside. A discriminação hoje além de premiar a cor, a posição social e a profissão... Como se fosse uma peste! Ela se alastrou-se infectando o ar e ao amor para com os seus, moldando-se ate mesmo, entre parentes. Ouve um tempo em que a discriminação era pregada somente aos de cores escuras hoje a discriminação alastrou-se, vive sem cura... Abriu as portas, agregou-se as ruas, aos quintais e aos jardins aos bairros aos lugares e as moradias diferentes das sua. Hoje se discrimina profissões, posição social e financeira, aos rudes de entendimentos e até mesmo aos de deficiência sociológica e física. A discriminação hoje, se perdura em seu reinado, chibatando os ingênuos de poder social, profissional e financeiro... Toda poderosa e dona de si, espalha ordens sobre os olhos e olhares d'aqueles que ávidos de visão, estão sego para com o mundo intercalado na diferenças social, profissional e racial. Antonio Montes.

VENHA O fecho o gato... Com as patas na lenha
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VENHA O fecho o gato... Com as patas na lenha As falas na sala aos olhares entala o perdão, há tenha? As rezas espertezas esperanças embaidas amanhã sobre a mesa... As chamas te chama, e te esgana por nada. O derredor a fogueira na soleira navega a ruga te pega... te faz beldroega. na idade avançada. A criança o grude a juventude o desgrude, desgrudando o tempo as margens insípidas... as águas do açude afogando sentimentos. Antonio Montes

ORVALHO EM GOTA Cadê o tempo e seus respingos seus pingos e suas gotas soltas
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ORVALHO EM GOTA Cadê o tempo e seus respingos seus pingos e suas gotas soltas ventos no tempo pequenino água molhando a velha roupa. Promessas de norte ao sul enigma e rima ao meridiano balança nuvens sob o céu azul e com ciclone cisca os planos. Fazendo nascer as sementes alegrando por ai os inocentes com a toca da vida solta... Faz, botão de jardim florescer rios de sol ao amanhecer sob brilho do orvalho em gota. Antonio montes

A ONDA Por onde anda a onda? Se a maré esta mansa...
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A ONDA Por onde anda a onda? Se a maré esta mansa... As braçadas relançam sobre as águas que lança o beijo da esperança. Sobre nó, a pujança que deslancha no mar o atiro da lança... Meridiano alcança mas não pode chegar. Por onde anda a onda que rascunha na areia o amor a lua cheia a beleza da sereia em noite de luar... O lobo sobre a pedra o urro a integrar o cão chora seu dono expressando o seu chorar na tristeza do ladrar. A sereia em seu canto os ouvidos pelos cantos p'ra poder encantar... A onda voltou fez espumas na areias atirou guerras cheias rascunhando o mundo p'ra a etnia chorar. Antonio Montes

VISAGENS TEMPLÁRIO Ora na calma sossego para a alma
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VISAGENS TEMPLÁRIO Ora na calma sossego para a alma antes de ir... Perdão para alcançar. Findo o mundo de ouvidos todos surdos arrepende-se faz chorar passa horas em segundos convertendo rio em mar. Golpes de foice, escolha a margem... Abrolhos de um tempo sobras de visagens encalhando sentimentos. Antonio Montes

VERDE AMOR Olhei para a flor, e o meu olhar me condenou... Segou meu coração,
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VERDE AMOR Olhei para a flor, e o meu olhar me condenou... Segou meu coração, arrastou-me pela palma da sua mão e logo, derrubou-me pelo chão d'essa intensa paixão. Quando eu vi... Caído pela minha visão a flor, debruçou suas pétalas sobre mim, Cobrindo-me de carinho, atiçando o fulgor das minhas labaredas... Ai então, atracou seus lábios e sob o cais dos meus desejos, me encheu dos seus dóceis e deliciosos beijos. Pelas asas das suas vontades, embrenhou-me pela imensidão da sua flor... Embebidos pela brisa da felicidade adormecemos sobre o sereno pleno, dos nossos sonhos e enveredamos pelo, colorido verde, desse nosso amor. Antonio Montes

ESSE POVO Esse povo esses polvos... Cheios de pernas,
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ESSE POVO Esse povo esses polvos... Cheios de pernas, enfurnados em suas cavernas, esses polvos vivem arfando pelas suas salvadoras guelras. Já esse povo... Ah esse povo! Esse povo, sonham em ser rios e navegar em marasmos de remansos meigos, mas... Se enterram sob o emaranhados dos seus sonhos, e acabam, entrelaçados sob ar poluído de suas enfeitiçadas guerras. Antonio Montes

COLA NA ESCOLA O menino foi a escola, levou bolsa, levou bola
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COLA NA ESCOLA O menino foi a escola, levou bolsa, levou bola levou cadernos para colar a cola e sua camisa, com gola dobrada para esconder os olhos... N'aquela hora da cola colada. O menino da cola colou... Colou matérias pensamentos colou planos e sentimentos as vindas, idas e partidas... O menino colou toda vida! Ali n'aquele momento. O menino já na escola... Pegou caneta, lápis e cola colou folhas, colou verde colando a indesejada sede... O menino adormeceu, nos braços da sua rede. Antonio Montes

CLIMA, AUTO ESTIMA O teu beijo, meio assim sem jeito me flecha o peito, deixa-me,
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CLIMA, AUTO ESTIMA O teu beijo, meio assim sem jeito me flecha o peito, deixa-me, assim, caído, morto satisfeito... Com essa horta batendo! Com esse coração pulsando... Nada! Nada mais é tão direito, tal qual, o direito de me ver... Me vendo, amando. Em seus beijos sob desejos... Eu me vejo queimando-me nesse anseio louco... Declive abaixo, aclive arriba... Poetando versos transformando o mundo em rima ... Seus beijos, são clima de alto estima que aclima o clima da minha vida. Antonio Montes

A BOLSA Aquela bolsa com tanta roupa... Eu carreguei,
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A BOLSA Aquela bolsa com tanta roupa... Eu carreguei, Continha calça, camisa e touca... P'ra mais de seis, Tinha suspençol e fios dourados de lençol, Que alguém fez, Uma taça e garrafa, aquela branca cachaça ... Para embebedar vocês. A bolsa, serve de toca para vagabundo, e... Embolsa reembolsando o fundo do mundo Toda cheia de roupa, grave, aguda e rouca, já não tem sensatez É na alça da bolsa, os esfregão de uma boca que abocanha a embriaguez. Antonio Montes

PERIPÉCIAS Sem sapatos, descalço, macha o macho... Lá vai o sapo,
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PERIPÉCIAS Sem sapatos, descalço, macha o macho... Lá vai o sapo, Que com toda gula pula, no espaço, vai no salto, contrapasso. Empina o trapo alinha a linha, d'aqui d'ali... Alto no trampolim Lá com seu clima, tece a rima aí, por aí ... Pulando, saltando baixo enfim... As vezes, alto! P´ra não ter fim. O sapo é macho se apóia no taco para não cair. Insinua-se aos ventos todo tropo e lento esgueirando por ai. Antonio Montes

VIDA EM PLANO Vida em proa, coisa boa com a canoa ancorada
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VIDA EM PLANO Vida em proa, coisa boa com a canoa ancorada ruas cheias gente à-toa assim como a passarada. Marinheiro, cadê a venta? que não venta mais na vela? cuidado com a água benta p'ra não descer sua goela. Olhe as cartas o carteado para não furar seu bolso veja a cara do delegado não lhe cause alvoroço. Acorde, vamos navegar de manhã ao rasgar do dia o peixe bom esta no mar e o riso lindo é da Maria. Antonio montes

UM DIA, MARIA Vai Maria com sua graça descendo o morro em alegria
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UM DIA, MARIA Vai Maria com sua graça descendo o morro em alegria vai levando a sua lata na direção da cascata ainda é dia, vai Maria! Lá vai Maria p'ra a cacimba buscar com pote sua água Maria leve a moringa não se esqueça da ródia e os ventos da sua casa. Maria sabe tecer... Tece campos e mato verde a carreira no pilão... Tece o vento na peneira, e a fuera do coração. Maria cadê a menina que um dia pulou corda agora enfrenta a sina Não tem corda na desdobra nem acerta a sua rima. Antonio montes

VELEJAR Caravelas sob relento vão velejando sobre as águas
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VELEJAR Caravelas sob relento vão velejando sobre as águas ... Em seus ventos... Calmos tensos... Roupas sobre o varal. Ao tempo, nada! Aos olhos firmamento... Espaço baixo, espaço alto, relevo em velejo no mar... Marujo sujo, aurora cedo, segredo... Canta galo o velejar. Antonio Montes

VENTOS DO MEDO Ventos que soprava a vida desinibida ainda hoje, sopra os quatros cantos
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VENTOS DO MEDO Ventos que soprava a vida desinibida ainda hoje, sopra os quatros cantos mas, a bandeira perdeu o seu encanto e a brisa agora, congela o luar da vida. Não se ouve mais gritos, de clamor... Medo, perambula no estampado fado a espera, e a flecha certa do horror... Pendulam tremula, abafando a dor. Estão fazendo bombas para brincar por certo, será apenas para brincar mas p'ra que tantas, para brincar?! Estão carregando, dinheiro p'ro altar na alegação de que o céu irá precisar é uma pena, que Deus não irá gastar. Antonio Montes