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Frases de Antonio Montes

876 frases

PELAS PATAS DO BOI O sapo, foi _ O sapo, não foi...
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PELAS PATAS DO BOI O sapo, foi _ O sapo, não foi... _ O sapo foi! Foi aos pulos e aos saltos, foi ao sapateiro, encomendar sapatos... Alpargatas de couros, rasteiras e de saltos para saltos altos e baixo! Para escorregar na lama, saltar na poça d'água e pular pelo asfalto... Viu o sapo foi, _ Não foi _ O sapo foi, foi o sapo.... Disputar aquele campeonato o sapo é nato, pra correr no saco ensacado na estopa, quase trapo! Sapo fraco, na sopa de poça o sapo gosta... Das margens da roça. _ O sapo foi? _ Foi! Foi cantar oi, oi... foi coaxar na prata da lua mirabolar os transeuntes das ruas O sapo foi... Foi, foi, foi! Foi pular pelas patas do boi. Antonio Montes

CONTRA MÃO Essa trilha concretizada... pinche, pedra, força motriz,
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CONTRA MÃO Essa trilha concretizada... pinche, pedra, força motriz, contem morte n'uma errada enforca vida por um triz. Facão e cutelada no ar... Nessa afiada guilhotina todo dia, carrega tristeza dentre sua sina assassina. Sangue pinta suas margens norte, sul ao fim do mundo racional, irracional visagem em uma fração de segundo. Ceifadeira de vida e órgão banco de adeus e lagrima vacilo intimo, um contra mão e o preço alto se propaga. Antonio Montes

EU SEM MIM Outro dia, logo cedo, ao me despertar, me peguei mirando a aurora da vida...
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EU SEM MIM Outro dia, logo cedo, ao me despertar, me peguei mirando a aurora da vida... Acordei, falei qualquer coisa fãnha, não reconhecendo a minha voz, corri ao espelho, e me vi... Vi meu olhos vermelhos, em lagrimas ali. Ali... Não me reconheci! Assustei-me comigo mesmo... Assustei-me com, o eu do outro lado. Aquele eu apresentou-se, distante de mim... Longe, muito longe dos meus sentimentos! Aquele eu ali, estava... Amassado, cansado, enrugado velho... Para aquele eu ali, o mundo parecia esta por um fio... Um ébrio na corda bamba Eu nem me vi ficar assim! Não sei por onde andei, não tive tempo de prestar atenção em mim. Agora, sob a sombra desse crepúsculo... Aqui! As vezes me convenço que, esse mim, não sou eu, e que esse eu, todavia carrega saudades de mim. Agora perto do fim.... Procuro o eu, que à muito... Esteve em mim. Antonio Montes

ATROPELOS Meus Deus, meu Deus! No cálice de traçada vida
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ATROPELOS Meus Deus, meu Deus! No cálice de traçada vida taça, que desalinha os seus futuro goles sem linha inebriado os fariseus. Derramam-se pelos ventos acima do terra e dos céus... Sibila fresta dos sentimentos felicidade é momentos... Rasgando a pele do véu. E esses filhos seus... Essas margens essas retas, traçadas por reles ateus vivem tremendo o alerta dos trilhos da mão de Deus. D'agora avante... nas sombras os elefantes compactuando atropelos vivem o ontem o desmazelos amanhã fora de moda no mundo duro de telos. Antonio Montes

INFINITO TINO No Dia de Finados, afinei as lágrimas para molhar o chão do passado e andei,
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INFINITO TINO No Dia de Finados, afinei as lágrimas para molhar o chão do passado e andei, montado nos sentimentos dos meus cacos encilhados, eu... Chorei de saudade e viajei no tempo salpicando o ar dos momentos. No dia de finados... Eu vi as flores, arrancadas dos seus braços largada sob a ira do sol, para satisfazer o enfado do cansaço... Vi os jardins chorarem suas felicidades e os ventos soprarem o sopro oco, dos seus amores. No dia de finados... Eu vi a dúvida, aflorando seus medos, seus credos, e seus sonhos de horrores... Vi as lambanças mística, revivendo o ato do seu assassino... Eu vi o findo, cantando o hino... No fino infinito do seu tino.

PIRAMBÓIA Atira! Há tira-de-pano, tipóia ... Atira bala, tramóia,
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PIRAMBÓIA Atira! Há tira-de-pano, tipóia ... Atira bala, tramóia, pirambóia engole, bole... Cobra jibóia, outras cobras... Cobra o dia o mês a vida cobra a hora da partida. Escorrega, cai na chuva, molha passa fome, o fila-bóia bóia. Atire, atira... Atire a pedra que se integra ... Segue siga, segrede... Segreda a sua vida cega. Segrede o seu pavio esguio desça manso pelo rio e vá! Vá se afogar no Mar. Antonio Montes

TENTATIVA Se você encontrar a minha garrafa por ai anexo, o meu pedido de socorro...
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TENTATIVA Se você encontrar a minha garrafa por ai anexo, o meu pedido de socorro... Venha até há mim! Venha até há mim, enquanto há tempo! Enquanto vivo, enquanto respiro e estou vivo... Venha pelo sul, pelo norte... Venha antes da morte! Se você encontrar uma garrafa por ai com meus escritos, leia-os, leia os meus ditos e sinta o que tenho p'ra lhes dizer... Você me abandonou, acabou com a minha água, e destruiu meu verde e toda vida que eu sonhei p'ra você. Com os feitos que você me enfeitou... Estou sem margens sem leitos, Estou zonzo sem ozônio nem oxigênio, assim, não serei pleno, não serei pleno, com o termino do seu amor. Se você encontrar os meus escritos por ai... Corra, corra! Corra, não morra... Volte a zelar-me enquanto é tempo pois o meu tempo esta se transformando numa zorra. Antonio Montes

DEPENDE Aí! Aí, bem aí! aí não é, ai... Ai... Não é, aí!
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DEPENDE Aí! Aí, bem aí! aí não é, ai... Ai... Não é, aí! Porque dizes ai! Quando queres dizeres aí! ... E porque dizes aí! Quando queres dizeres ai. Ai!.. Martelada no dedo, prego no pé... Expansão do segredo, dentada de jacaré... Ai, ai, ai! Aí... Aí, eu vou, se Deus quiser, se der certo estarei aí... Aí tem lagrimas p'ra chorar? Um dia... Eu vou aí te buscar. Antonio Montes

LIQUIDIFICADOR Os deveres de casa, me fazem, devedor dos meus fazeres,
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LIQUIDIFICADOR Os deveres de casa, me fazem, devedor dos meus fazeres, ... Errante do meu tempo... Em momentos de espantalho, que eu faço-os de soslaio... Em colapso em frangalho intrépido, quebrando o galho ... Todavia o mesmo talho. Um varrer de todos os dias lava, lava que não passa queima gás panela e lata, p'ra encher-se com Ave-Maria ou, nas belas horas das graças. Na cozinha, quanto tempo! Demarcando o quadrado um dançar de sentimentos um olhar que ao olhar, anda passos compassos, passado. Rodo pano escovão na historia atrás ficou cinzas pó poeira de chão flora rios, fauna e ribeirão... Galgados pelo aspirador. Na cozinha, política... liquidificando as nações ética, derramada as vistas manobram com arte de artistas sem respeito de sermões. Antonio Montes

NÃO FICO Do que adianta você... Se afastar de mim.
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NÃO FICO Do que adianta você... Se afastar de mim. Não vê que eu não consigo me afastar de ti... Sem você eu não vou, nem vivo. Se você não está aqui... Meus trilhos só se apresentam, com espinho, e eu, não consigo andar por nem uma caminho! Nem tenho passos para passadas, nas estradas, nem futuro. Em vez de mundo... Eu estarei no escuro com a cara pregada no muro. Sem ti, não vejo estrelas nem luar, não vejo arco-íres sob o céu, nem horizonte, sobre o remanso do mar. Antonio Montes

SONHOS SATISFEITOS Você tem a chave para abrir a porta de tudo! Abra... Abra para o nosso mundo!
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SONHOS SATISFEITOS Você tem a chave para abrir a porta de tudo! Abra... Abra para o nosso mundo! Vamos esquecer os nossos termos... E se lambuzar no mungunzá dos nossos segredos, induzir o gosto ao esboço da nossa anciã, estatelar-se em nossas vontades, e em trepido anseios de desejos... Galgar pelos feromônios dos nossos corpos. Venha, entre no tic-tac da nossa paixão, vamos ouvir os gemidos do nosso frenesi, e com o suor da nossa perdição... Vamos se misturar ao torrão do nosso nascimento. Vamos... Venha farofar a farofa do nosso delírio, vamos viver tudo aquilo que nos enche de grilos... Voar n'essas asas encantadas e pousar sob os castelos dos Deuses e viver o momento que nos pertence, por direito.... Venha, vamos sentir um mundo, que nos enche de sonhos... Satisfeitos. Antonio Montes

NOITE ROUBADA Essa noite, não deve ser minha, não! Não é minha... Não pode ser!
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NOITE ROUBADA Essa noite, não deve ser minha, não! Não é minha... Não pode ser! Essa noite, já passou pelo coração do sono, rompeu pela madrugada, corujas, já pararam de voarem por ai, passos encurtaram as passadas pela calçada, e eu aqui como se fosse um moribundo de olhos abertos, sem dormir. Essa noite, meus sentimentos me cutucam como se fossem espora sob as ancas do animal açoitado, acuado... Estou aceso, como labaredas em fulgor tilintando impregnado pelo gosto gostoso do seu amor. Todavia aqui, eu me encontro viajando até ai, até há ti... Quanto há você... Essa noite, deve ser sua, com certeza você, já passou pelos anéis de saturno, viajou pelos estases empoeirado da lua, galgou o sabor dos seus sonhos e agora encontra-se... Absolta sobre o castelo inebriado do seu sono. Não! Essa noite, não é minha. Antonio Montes

MERIDIANO Meia lua, meia noite meia rua com açoite
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MERIDIANO Meia lua, meia noite meia rua com açoite um par de meia de pé a metade da mulher na meia vida de afoite. Tantas meias mediando medrando os planos seus a corte quase caduca meio corte, meia fruta o fundo no meio da gruta medindo os carinhos teus. Na meia xícara de chá meio gole de prazer os meio dos seus chamegos medem o meu e os de você meio mundo, meio fundo, no fundo do seu fazer. Tanto meio, esta no meio meados do meio fim mediando meridiano meio plano, mornos panos, montando o topo do mundo o meio mundo é aqui. Antonio Montes

ESSA ÁGUA Cuidado João... Vê se não se afoga com essa água
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ESSA ÁGUA Cuidado João... Vê se não se afoga com essa água que um dia, pessoas com ela molhada teve n'ela, a sua alma batizada e consagrou-se, no banho do amor. Hoje, em meio a tanto respaldas... Essa água, permeando por tanto má arrastando, poluição, horror e terra banha rumores, podridão e guerra soterra, rios e nascentes da vida... e vai desaguar, no meio do mar... Cuidado João... Com essa água, que um dia foi tanta! Batizou n'ela, cristo e todas as santas mas hoje, essa água raza, tem que filtrar! porque assim, desse jeito natural... Essa água, não afaga, e nem dá para tomar. Antonio Montes

DIA MORTO Você já observou, o quanto é rápido um 'tic-tac' de um dia morto, sob
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DIA MORTO Você já observou, o quanto é rápido um 'tic-tac' de um dia morto, sob a pirâmide de ossos velhos e frio... O quanto as xícaras e colheres tremem em mãos enrugadas pelo decorrer do tempo! Os rascunhos de mãos que jovens, aprenderam a escrever mas, entediadas pelo peso da idade, só sabem rabiscar!.. Interno de um dia morto, as horas da idade, perambulam sem valor e arfam sob os braços do momento o qual agora, compridamente, em outro tempo, era curto e pouco. Esse momento, esse tempo... Hoje longo! Faz questão de ressaltar para o seu fôlego... Que, pesado e curto, Esse curto tempo! Que tritura os segundos e joga o bagaço nos desavisados e azedos sentimentos. Sob o espaço de um dia morto... Os olhares no retrato fixado na moldura da sua sala, nevoam sobre o alto e se perde no labirinto da saudade permeada pela juventude e esquecida no ápice de uma jovem vida. Sob espaço de um dia morto as passadas passam apressadas, os passos cogitam os quadrados agitados... De cá de lá, de um lado para o outro... E os ouvidos saltam e gritam, com o 'tic-tac' de um dia morto. Quando tudo não se dão conta de afronta... A tarde chega com sua brisa de bronca e a noite, desfalece sobre o travesseiro, cochilando... Babando sua vertigem, e em sonhos abstrato... Fart e ronca. Não se avexe com seu dia, ele lhes trará outro dia e no outro! Você sentira o tremor de suas pernas bambas, Seus passos ficarão pequenos seu fôlego encurtarão abafando no peito, o grito de externo amores. Não se avexe com seu dia... Acabo de outros e outros dias, e nos dias vindouros, todas a fibras por você ingeridas hoje, em segundos... Se tornarão a ti, elixir do seu terrível veneno. Antonio Montes

MUDE OU SE MUDE Mude, ou se mude... Se mude desse seu ruge
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MUDE OU SE MUDE Mude, ou se mude... Se mude desse seu ruge mude a forma de atitude antes que tempo te grude. O leão voraz esta a solta no desavisado a cada dia... Ou você solta a suas asas ou cai no voou da agonia. Mude ou se mude... Se mude desse seu grude, antes que o impasse embace, te passando p'ro o ataúde. Antonio Montes

CACHAÇA NA TAÇA Essa taça, na qual me perco em doze que obedeço
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CACHAÇA NA TAÇA Essa taça, na qual me perco em doze que obedeço ao me tocar, me traça e tacha os olhos turvam, eu padeço o fundo da taça, me tasca e eu me perco do endereço nesse fundo da garrafa. Essa taça que me acha... Com esse gole de cachaça envolve-me e me embaça me lança, ao meio fio da praça atiça-me, o som d'arruaça embebido por essa taça... O mundo me esconde a graça. Essa taça cheia, tacha... Meu ego perante as raças a ebriedade a pirraça a perdição dos sonhos meus, o paralelo do meu fiasco no cambaleado dos meus passos, e nas margens do meu adeus. Antonio Montes

DESGASTA Tanto tempo, tanto tempo... Papa terra, papa vento,
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DESGASTA Tanto tempo, tanto tempo... Papa terra, papa vento, papa a papa da mamadeira taca e ataca no jumento atracando a vida inteira celibato, papa, convento. Vou na papa da papada papando com colherada as águas batem na proa engaja,canja gente boa brisa induze a garoa e asas, voam por nada. Tanto tempo, quanto tempo! passa rispes sentimentos será a chave da vida!? Ou enfeite de momento... Quem sabe, tudo desgasta? ou se acaba, ou se arrasta na face do senhor tempo. Antonio montes

OLIVEIRA Meia dúzia de luas cheias se estapeiam pelas candeias
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OLIVEIRA Meia dúzia de luas cheias se estapeiam pelas candeias pelas praias, e espumas pelas brumas e areias e ao encanto expelindo o canto, sonoro das encantadas sereias. Meia dúzias de luas cheias... Noite de urros, cios de lobo d'alvas alvas, elos marítimos baleias nas águas turvas moedas de senhores proscrito. Lua cheia lá no horto lagrimas nas oliveiras beijos no escorrego, dormente de cedro prego... Prego os mandos, do meu ego, com meus sentimentos apego... Cego certo, em certo tédio. Antonio Montes

SALADA X CAETANO Não poetei Caetano nem Gil... Nem não, os vi, no Rio,
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SALADA X CAETANO Não poetei Caetano nem Gil... Nem não, os vi, no Rio, atrás da cortina de pano... Nem eles também, não me viu. Zé Ramalho e Gal Costa... com seus galhos e suas apostas, o povo nota as anedotas... Minhas costas adota o passado, de um tempo todo marcado... Pelo o alvo do cajado. Não poetei, Maria Betânia... Tão bacana essa dama! Flor de petúnia que se arruma com a flora de Amazônia. E Morais Moreira as carreiras... no trilho elétrico, com Alceu Valença que presencia! Continência... Sal na moleira, pensa! Não poetei a nossa musica, Brasileira. Que fardo esse entalo... Queria eu! Poetar... Roberto Carlos. Antonio Montes

PALMATÓRIA A palma da palma da mão espalma palmada para agradecer,
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PALMATÓRIA A palma da palma da mão espalma palmada para agradecer, bate palma como palmeira na brisa do alvorecer. A palma e a palmada, batem arriba nádegas por nada aniversária com palma, molecada. Palmatória e sua palma, coração palma de gado, arame farpado palmada na mão, Sebastião cardiológica a lógica zangão... Palmeando a festa, de são João. Antonio Montes

A ONDA Horas pitombas! Porque tanta bombas nessa bomba?!
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A ONDA Horas pitombas! Porque tanta bombas nessa bomba?! Essas bombas que se trombam, tombam, desandam pelas ondas e zombam balançando as bandas. Essas bandas... Essas bandas! Essas bandas se banda de banda se esbaldam na onda e zombam zombam no tempo, e destrambelham em desalento o zoa pela proa que debanda e anda pela onda da corda bamba. Porque rondar pelas ondas! Que servirão para alavancar trombas... Essas ondas d'essas bandas que debandam quando a banda não curtem a onda! Onda mar, onda bomba que ronda pelo tempo e ronda apela onda que desanda. Antonio Montes

ZIG ZAG DO SÍMBOLO Esse empate, zig zag que o mundo fundo inventou...
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ZIG ZAG DO SÍMBOLO Esse empate, zig zag que o mundo fundo inventou... Oração pastor e padre todos estão vendendo votos com o nome do senhor. Tem um gingo que não ginga direto p'ro salvador dinheiro, ganhando grana no palco desses bacanas no eco d'algum cantor. Gingo, forjado no símbolo, osso da simbólica trança, que a simbologia criou... Símbolos feito de anciã simbologia de uma herança que os lerdes do mundo inventou. Esse gingo manuscrito que o grito da dor cantou... Um gingo feito por rico contraventores e proscritos sobre ventos do horror. Antonio Montes

ESCREVA Escreva escrava... Escrevi balas embala, não deva
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ESCREVA Escreva escrava... Escrevi balas embala, não deva essa bela opala eu li, reli na cara da Clara atreva. Pegue o pato, pá tu vê as penas voar no... ar! quem sabe, atenha você sem condenar meu amar. Escreva, escrava, escreva... Faz muito bem escrevinhar escreva na pagina da presa ... Manteiga p'ra mordiscar. Antonio Montes