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Frases de Andrê Gazineu

96 frases

O que seria de mim se não fosse o mau-gosto
Levado pela sede, com extraordinário pensamento, meu amor permeou por todo o meu ser Espargiu-se pelo contorno do eu
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Levado pela sede, com extraordinário pensamento, meu amor permeou por todo o meu ser Espargiu-se pelo contorno do eu Tomou legítima forma; tomou sua própria visão [de todas as coisas Definiu sua própria natureza e tornou-se a evanescer Formou hifas difusas por toda sua experiência Não cabendo em si, decidiu se libertar Desejei-te tanto... Beijar teu ventre imaculado À tua boca delicada de menina Trazer ao teu corpo a pureza do espírito Digo-vos que a amarei em meu improfícuo amor Entre teu corpo e eu, e teu corpo

Olhando pela janela, vejo o sol incidindo Derrama luz na estante, no relógio, na maçaneta Na ampla sala vazia de cor
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Olhando pela janela, vejo o sol incidindo Derrama luz na estante, no relógio, na maçaneta Na ampla sala vazia de cor A mesa está posta Toalha branca, límpida, ingênua Pratos limpos, panos largos, pães, leite Não há ninguém à mesa Há o silêncio, o abandono, o não ser Rastros invisíveis, sombras do vácuo Tudo passa despercebido e nada é nunca lembrado É a transmutação do tempo A natureza sendo absorvida para que minha sala nunca envelheça Para que seja embriagada no meu próprio passado A pergunta involuntária sem resposta Provei à cereja ácida Provei a angústia do momento em que nasci O início, o vazio, a quitina negra do ferrão O ponto letárgico onde a alma encontra barreiras tão obscuras... E não pude seguir adiante Dissoluto no fundo da morte encontrei teu viço jovem, infantil, puro Entendi o que é a paz; essa alegria distraída de viver este sopro macio no campo Um rubor na face macilenta Um instante estúpido contigo Eu esperarei por ti na vida, na morte, na distância No delírio da febre, na tristeza do pranto nas noites frias, nas minhas pálpebras fechadas Nas águas turvas do meu sono Sufocado no escuro, enlaçado na calada Sentei-me no chão ouvindo o ruído do nada Do sangue ascórbico corroendo faminto Do coração pulsando agudo por instinto Nega-te o alimento, o sustento diário [nega-te a vida Acostuma teu nome ao sinistro obituário Roga-te a praga, converte-te em semente E da moléstia, forma-te o carpelo de um mundo inconsolável e belo, doses excessivas duma fome demente E não há mais miséria na aguardente Nem pudor nas faces coradas Os braços rasgados de cercas farpadas O grito à ânsia, o fruto à serpente

Arcano O tronco tortuoso tinha casca lisa que descamava em placas finíssimas
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Arcano O tronco tortuoso tinha casca lisa que descamava em placas finíssimas Folhas delicadamente discolores formavam uma copa tímida, mas persistente Que se ornará duma frutescência única Vi flores tão solitárias florescendo em junho... No nascer do sol O cheiro da seiva vertendo no floema A umidade no ar carregado A calmaria predizendo o último dia de vida O silêncio arrebentava-se na atmosfera Irrompendo furioso no espaço conquistado Perdendo-se no lado escuro da alma vazia Demônios vestidos de sangue brincam na mata Sorrindo por uma nova estação enlevada Soprando injúrias no vento Porque é preciso morrer Porque é preciso descer ao mundo inferior pelo terceiro caminho pronunciando o nome do inominável

As cravinas floresceram entre o joio Vi as cores mais brilhantes que jamais vi toquei a água gelada do córrego
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As cravinas floresceram entre o joio Vi as cores mais brilhantes que jamais vi toquei a água gelada do córrego toquei uma tal tristeza... Sentei-me e descansei no riacho muitos pássaros empoleirados em um galho seco Choveu muito a manhã toda chuva forte, densa, persistente somada a um vento acre que estremece as folhas largas, carregadas de umidade Cheguei ao meu limite Meus olhos... [ faz-se água Meu amor é frágil; Deixará passar o inverno à promessa de por toda uma vida... é contrário a egenerescência da alma alcançando o espaço iluminado abstrato em carne e fogo Quando enlouqueci, pus-me no chão [ para melhor sofrer me acostumei com a lama o céu se largueia em grande azul Fria impassibilidade, bebeu-me o sangue, devorou-me os ossos matou-me abstratamente

Uma Elegia Branca Se soubesses do meu ímpeto A sede da flor em teu corpo
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Uma Elegia Branca Se soubesses do meu ímpeto A sede da flor em teu corpo (e tuas pétalas cor de vida) Dona do meu amor, tua beleza me fascina! me matas e me salvas {Traz-me em cada suspiro a ânsia e a cada momento a falta} Meu todo está em ti e é no teu silêncio que meu sonho dorme No entanto, sinto meu sonho morrer Move-se de mim o espírito e já não ecoa no vento meu apelo inútil já não pulsa forte meu coração estúpido já não me vertem mais puríssimas lágrimas Mas ainda ouço na voz da ausência todas tuas sílabas inexistentes

Epígrafe Meu amor verte no mínimo espaço Em mim, posso te sentir
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Epígrafe Meu amor verte no mínimo espaço Em mim, posso te sentir é impossível não admitir em cada olhar, em cada passo Amor como o meu jamais verás é possível notar - posso garantir! na ainda vaga felicidade de existir que a tua existência me traz Amor,corroa, rasgue,lavre provoca-me queimadura queima-me! meu amor aceso esta enfermidade que não cura a este amor estou preso e, ao mesmo tempo, livre

O mar se agitou muitas vezes corroendo os destinos da nossa terra, e por toda a parte, eflúvios e vendavais se desdobram e nada mais haverá entre meus olhos e teus olhos
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O mar se agitou muitas vezes corroendo os destinos da nossa terra, e por toda a parte, eflúvios e vendavais se desdobram e nada mais haverá entre meus olhos e teus olhos Percorri sociedades inteiras e o que vi? O desespero em olhos vazios que me olhavam vazios e desesperados atravessando os limites das fronteiras em morte, uivos em leitos juntando forças em ansiolíticos e drama Lobos afogavam-se em lágrima; banhados em sangue e febre Meus olhos te olham e não há mais tempo para diluir minha dor em teu ventre O lobo sente em pelo por experiência própria se estamos em o hábito de caminhar regularmente na mesma estrada, somos capazes de pensar em outras coisas enquanto caminhamos, sem prestar atenção aos nossos passos escritos em cerâmica no fundo do mar

O ser que há abaixo do tecido cutâneo se revela em uma série de colisões com o futuro não composto pelo somatório de tudo o que fomos e sim pelo vislumbre; por uma sensação profunda e de cunho espiritual. Vislumbrar o futuro não se converte em uma compreensão de um todo. Uma vez…
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O ser que há abaixo do tecido cutâneo se revela em uma série de colisões com o futuro não composto pelo somatório de tudo o que fomos e sim pelo vislumbre; por uma sensação profunda e de cunho espiritual. Vislumbrar o futuro não se converte em uma compreensão de um todo. Uma vez que se conecta a singularidade do passado com as sobreposições do futuro, sentirás que não é algo que você pode dominar. A vida é sólida e espontânea, não é algo que você está dominando. Viver é relembrar a esfera. Permanentemente redescobrir. Louisa Johnson podia dominar. E todo aquele poder a consumiu. As dificuldades que ela encontrou com a finalidade de realizar sua existência são precisamente o que desperta e mobiliza as suas ações. Ou foi o Medivh? Eu, acidentalmente, matei um gato: atropelando-o. Fiquei muito triste e chorei como quando o Mufasa morreu. O corpo só bebe a quantidade de almas que é imprescindível, nunca menos, nunca mais.

Quíchua me seguiu por quilômetros e quilômetros a leste da Baía de Bengala para o mercado onde homens foram comercializados como escravos.
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Quíchua me seguiu por quilômetros e quilômetros a leste da Baía de Bengala para o mercado onde homens foram comercializados como escravos. Vacas como reis, cabras como cabras. E no instante em que você se torna um pouco mais seco. Quando para de adicionar açúcar no café, sua alma torna-se desnutrida e inicia o processo de suspeitar de algo. Então você começa a se tornar mais sábio, porque toda a futilidade consiste em ser inconsciente dos seus atos.

Um homem não tem tempo para ter tempo Ele não tem estações suficientes para ter um bom outono e ouvir a queda das folhas
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Um homem não tem tempo para ter tempo Ele não tem estações suficientes para ter um bom outono e ouvir a queda das folhas Sobrevivente da era do gelo, um homem precisa amar e odiar ao mesmo tempo, para rir e chorar com os mesmos olhos, com as mesmas presas para desabar a caça e nutrir a prole e odiar, perdoar e lembrar e esquecer, para esclarecer e confundir, para rasgar a carne e digerir fibras o que a história leva anos e anos para fazer o peso do caminho não deve esquecer.

Mas a estrela honra juras pela presença deste século e ainda está fora de todo o caos da escuridão com sua luz azulada ardósia clara, areada, inesperada, celeste,
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Mas a estrela honra juras pela presença deste século e ainda está fora de todo o caos da escuridão com sua luz azulada ardósia clara, areada, inesperada, celeste, celeste brilhante, furtiva, viva azul cobalto, por entre o asfalto, a flor de milho; hirta em brilho.

A consciência é sua. A enganosa consciência moral é transmitida por astrólogos ruins, marxistas leitores do The New York Post, terapeutas alienados que insistem em reforçar o caráter perfeitamente não natural das manifestações de certos pacientes, na medida que sua a incapacidad…
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A consciência é sua. A enganosa consciência moral é transmitida por astrólogos ruins, marxistas leitores do The New York Post, terapeutas alienados que insistem em reforçar o caráter perfeitamente não natural das manifestações de certos pacientes, na medida que sua a incapacidade de avaliá-los reforça a crença na legitimidade absoluta da sua concepção de realidade e renega todos os atos que dela possam decorrer. A deturpada enganosa consciência moral é uma imposição sobre a sua pura consciência. Cada ditadura moral impõe um tipo de delírio sobre você. Dez mil anos. Algumas pirâmides pesadas e todos continuam a impor alguma coisa.

Só há uma razão possível para atacar o lobo: ele nega domesticar a sociedade em forma de cão. Os lobos não nascem podres de corpo e alma. São puros como neve. Os cães suprimiram todo o ódio da humanidade. Suprimiram a necessidade do crime, a leve inclinação para à loucura insana,…
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Só há uma razão possível para atacar o lobo: ele nega domesticar a sociedade em forma de cão. Os lobos não nascem podres de corpo e alma. São puros como neve. Os cães suprimiram todo o ódio da humanidade. Suprimiram a necessidade do crime, a leve inclinação para à loucura insana, o desespero, o cretinismo congênito, os olhos amendoados derivando instintos. Se o cão pratica uma virtude, virtude nenhuma será. A virtude como prática é de um tempo morto, tão morto como coisa que pouco importa. Virtude só é virtude quando é impensada, irrefletida, maquinal: instintiva. O lobo é virtuoso pela seu modo de ver as coisas. É espontâneo. É natural. É um espasmo súbito, involuntário. Lobos se sentem mal em formaturas e reuniões semanais nas quais as pessoas narram como a incapacidade de controlar sua raiva lhes causou problemas de sociabilidade.

Céu límpido em julho O que lavra a terra remove o entulho conforme descrevo,
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Céu límpido em julho O que lavra a terra remove o entulho conforme descrevo, tudo o que vejo o lugar mais formidável do mundo hortado em solo profundo que tinha um misto perfeito de argila, calcário e areia para o plantio de flores, em setembro, verdadeiro paraíso de cores flores desabrochavam em uma abundância incomparável na beira das estradas, nas pedras lavradas, em parques e jardins, em balcões, em rincões, em vasos, em lis varandas ordinárias, em jardineiras matreiras nas janelas, pelas águas ligeiras Céu límpido em julho O que lavra a terra remove o orgulho sob a sombra das árvores a permanente umidade no ar parecia pintar O que derivava dos córregos só sabe trilhar em todas as manhãs, tons mais frescos Vemos os galhos de uma árvore, e seus arabescos como escreveu um visitante deslumbrando com a vastidão da vida em um momento incontrolável de crise vivida.

Vi um cavalo muito triste. Olhando em tristeza o horizonte, toda a verdadeira linguagem de cavalo é incompreensível. Pensamentos de cavalo reivindicando uma ordem puramente baseada em força bruta e puxar carroças cumprindo sua injustiça animal de ser. O olhar do cavalo refletia o…
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Vi um cavalo muito triste. Olhando em tristeza o horizonte, toda a verdadeira linguagem de cavalo é incompreensível. Pensamentos de cavalo reivindicando uma ordem puramente baseada em força bruta e puxar carroças cumprindo sua injustiça animal de ser. O olhar do cavalo refletia o fundo do mar Adriático mergulhado em loucura crônica e coragem despudorada. O problema é maior. É de saúde coletiva. O cavalo não caiu em um estado ilegível no escuro. Acabou por tomar as carroças da humanidade. De um problema já antigo e sem nome. O cavalo buscou por toda sua vida de cavalo arrastar com determinação o peso de uma absoluta hipocrisia, um delírio sem começo. E esse crime organizado não para por aí: Cazaquistão, Mongólia, China, Bélgica, Espanha e, principalmente, Itália. Não basta extinguir o peso de um corpo que não se permite tomar as rédeas de sua vida, há países comercializando carne de cavalo como se fosse carne bovina. A tragédia continua mesmo fora de manchetes que tomaram o mundo em 2013. Cavalos longe dos pratos do Humane Society International.

A pluralidade melódica não necessita ser justificada porque se justifica em si; em seu grande valor. A melodia é consequência de uma bela construção harmônica e involuntária. Na cadência, algumas melodias necessitam de resolução, outras não. Essas variações advém do motivo. Brahm…
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A pluralidade melódica não necessita ser justificada porque se justifica em si; em seu grande valor. A melodia é consequência de uma bela construção harmônica e involuntária. Na cadência, algumas melodias necessitam de resolução, outras não. Essas variações advém do motivo. Brahms sabia disto. Brahms sabia encher a cabeça do Schumann de galhos. Brahms explorava continuamente suas harmonizações e o significado de cada acorde no âmbito melódico e harmônico. Mesmo com sua mente avançada e barba de bode, Brahms sentia o medo de ser incoerente.

"Eu sinto o ponto central em falta em todos nós: o sentimento de compaixão. Ouvi uma vez uma frase que dizia que é possível ouvir com o coração." "Por que ficou tão impressionado com aquela história dos vaga-lumes poderem desaparecer e surgir tantas e tantas vezes na escuridão?"…
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"Eu sinto o ponto central em falta em todos nós: o sentimento de compaixão. Ouvi uma vez uma frase que dizia que é possível ouvir com o coração." "Por que ficou tão impressionado com aquela história dos vaga-lumes poderem desaparecer e surgir tantas e tantas vezes na escuridão?" "O que isso implica em ouvir com o coração?" Aqui, sabemos que há uma desconexão, não incoerência. "O que eu disse foi que o pensamento é uma espécie de material em processo e qualquer pensamento construído seja por razões tecnológicas, crenças psicológicas, deuses vingativos, toda a estrutura do grande primata com base no pensamento, é um processo material. Pensei que, nesse sentido, é importante. O pensamento é experiência, conhecimento armazenado nas células e funcionando em um cruzo especial estabelecido pelo ser. Tudo o que me é um processo, está em processo, é fluxo material. O que importa é o que eu não sei. Eu não vou nem discutir isso, porque eu não sei." "Não sabe?" "Não. E nunca fui capaz de compreender o significado do tempo. Eu não acredito que ele exista de forma alguma. Eu senti isso de novo e de novo enquanto os vaga-lumes acendiam. Não parecem fagulhas de brasa nas trevas? Como pode o tempo existir enquanto há escuridão? Nem o futuro pode existir. Nem para nós, nem para eles."

Em certeza, nada é mais árduo que sentir que somos dependentes de uma consciência plenamente satisfeita de bem-estar. Na teoria, um humano adora banhar-se nas águas do ficar bem. O conforto nos inunda, a dor nos desconecta e nos separa da consciência. Boa parte de nós olha o espi…
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Em certeza, nada é mais árduo que sentir que somos dependentes de uma consciência plenamente satisfeita de bem-estar. Na teoria, um humano adora banhar-se nas águas do ficar bem. O conforto nos inunda, a dor nos desconecta e nos separa da consciência. Boa parte de nós olha o espinho e vê a dor. A não ser que você seja um garçom. Fazer um garçom olhar para você quando você REALMENTE precisa é como processar uma empresa de telefonia e VENCER. Você simplesmente não pode. Bem-estar e dor funcionam como um grande rio: obviamente chegarão ao mar. É uma aposta segura que chegarão ao mar, não um evento certo. Tocar o chão com o pé esquerdo cria choques em dor nos ligamentos. Sempre haverá um deserto árido para um homem redimido de um pecado. Um homem de alcatrão, o inverso de Adão. O Golem hebreu fora feito para servir e logo ganha força: o problema sempre foi o fazer parar. Então eu tenho um vislumbre da infância antiga, velha abatida. De coração ainda palpitante, o sol em zênite, o sol para beber sua fronte. Tudo tinha acontecido lá. O medo daquelas pessoas que não se importam em magoar e não se importam em se magoarem. Não são necessários morte e sacrifícios e deuses cruéis para reinar sob a luz do sol e sob o esplendor de flores e pássaros e muitos picos vulcânicos em meio à surpresa.

"Oi?" "Certo. Vamos supor que uma pessoa estivesse alterada, nervosa, histérica. Você não a daria um bom tapa na cara?" "Sim"
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"Oi?" "Certo. Vamos supor que uma pessoa estivesse alterada, nervosa, histérica. Você não a daria um bom tapa na cara?" "Sim" "Pois bem, quando tomo chá de gengibre com williamsii, é como se eu ouvisse essa impaciência irritada. Sei que há insensatez emocional em seu estado de consciência mais puro, mas a insensibilidade a arrasta para fora." "Isso soa insólito. Arrasa princípios elementares da autoconsciência." "Ninguém pediu para tirar os espinhos do cactos, pediu?" "Francamente? O mundo que há nunca será colônia do próprio eu. Invejo pessoas que conseguem colocar a culpa de tudo em todos." "DEIXE EM PAZ OS MALDITOS ESPINHOS!"

A discussão precedente sobre a melodia e o tema é mais estética do que técnica. É mais fácil dar conselhos sobre o que não fazer do que dar o rumo do que deve ser feito. Todo compositor têm um senso melódico da que é a coisa certa ou qual caminho trilhar. As deficiências de sua m…
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A discussão precedente sobre a melodia e o tema é mais estética do que técnica. É mais fácil dar conselhos sobre o que não fazer do que dar o rumo do que deve ser feito. Todo compositor têm um senso melódico da que é a coisa certa ou qual caminho trilhar. As deficiências de sua melodia podem ser escondidas com um excelente senso harmônico, mas um bom ouvido sempre sabe. Sempre saberá.