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Frases de Álvaro de Azevedo

208 frases

Em suma, todo poeta, que faz da palavra um sentido, é um filósofo! E todo filósofo, que faz do sentido a palavra, é um poeta...
Um soneto preciso Um soneto só, um soneto somente Uma frase, um verso, uma vertente...
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Um soneto preciso Um soneto só, um soneto somente Uma frase, um verso, uma vertente... Delirante regozijo, um solene sorriso! Entres aspas, dois pontos e um improviso. Porém, pobre soneto… ainda indeciso! Mergulhado em sua métrica indiferente... Sufocado pela fôrma em sua mente! Mesmo assim fluindo! Se fazendo conciso! Distribuí seus versos enfileiradamente! Cataloga cada um, como uma forma de aviso... Que a rima e o sentido, não são uma corrente! Disfarça as palavras, faz-se incisivo.. Do disfarce, o último verso chega finalmente! E com ele o fim do sentido! Um Soneto preciso...

Novamente não sei responder… Mas se está, nem sempre esteve! E nem sempre estará! Se veio, então também irá! E sendo assim, eu como ser físico, não sei se de fato sou! E em essência de ser? talvez… Talvez eu seja em essência... Mas se eu for, então sempre fui e sempre serei! Logo…
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Novamente não sei responder… Mas se está, nem sempre esteve! E nem sempre estará! Se veio, então também irá! E sendo assim, eu como ser físico, não sei se de fato sou! E em essência de ser? talvez… Talvez eu seja em essência... Mas se eu for, então sempre fui e sempre serei! Logo, torno-me criador, e criatura…

Morrer, é cair eternamente por entre o pensamento daqueles que o lamentam. Até de fato, alcançar imensidão. Onde sequer conseguem ver, e nem mais quer-se ver No fim, resta somente o tempo e seu passado momento.
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Morrer, é cair eternamente por entre o pensamento daqueles que o lamentam. Até de fato, alcançar imensidão. Onde sequer conseguem ver, e nem mais quer-se ver No fim, resta somente o tempo e seu passado momento. Perdendo para a infinidade do presente, a espera de um futuro ausente.

Somos todos poetas. No entanto, nem todos os poetas são poesias. Nem todos fingem dor em demasia,
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Somos todos poetas. No entanto, nem todos os poetas são poesias. Nem todos fingem dor em demasia, para alcançar a alma e trazer calmaria. Alguns se vão na dor, outros no clamor, refletem o verso em agonia. Sua própria vida, seu refúgio, sua alforria. Que nas palavras encontra a passagem para a utopia.

Fruta ingrata Da gruta a rima enxuta Rima a luta, com a fruta
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Fruta ingrata Da gruta a rima enxuta Rima a luta, com a fruta E cai do pé, e leva multa Ao lutar de forma bruta Com o galho que a degluta Mais se exalta que reluta Vide o solo que a permuta Não aceita e agora chuta O mesmo tronco que a debuta. É ingrata a pobre fruta Já caiu e levou multa Mas não perde uma luta Vai de encontro a sua conduta.

Tanto se fala de amor, e tanto eu penso sobre tal Para mim “o amor” não é um sentimento, é o ápice sentimental. Um choque de todas as sensações, num ciclo acidental
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Tanto se fala de amor, e tanto eu penso sobre tal Para mim “o amor” não é um sentimento, é o ápice sentimental. Um choque de todas as sensações, num ciclo acidental Juntando-se umas às outras, em busca de um equilíbrio vital.

A mente só é uma prisão, no cogitar de que se prende. Pois não há trancas, nem chaves. Há somente o homem, que se confinou por medo de não se libertar.
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A mente só é uma prisão, no cogitar de que se prende. Pois não há trancas, nem chaves. Há somente o homem, que se confinou por medo de não se libertar. Confinamento esse, inexistente, pois sempre esteve livre… Nada passa de uma armadilha de si próprio, para consigo mesmo. Crendo piamente no quilate de suas correntes.

Uma vez disseram que nada dura para sempre... É de se entristecer... Queria ter a minha frente, que disse isso, é falar-lhe: "O momento pode não durar para sempre, mas o que esse momento foi, continuará tendo sido, eternamente.
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Uma vez disseram que nada dura para sempre... É de se entristecer... Queria ter a minha frente, que disse isso, é falar-lhe: "O momento pode não durar para sempre, mas o que esse momento foi, continuará tendo sido, eternamente. Assim como as partes de um inteiro, mesmo que retiradas do meio, um dia o tornaram completo…"

Laranjeira Havia, abaixo do largo monte, acima de uma videira, Numa relva de cores vibrantes,
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Laranjeira Havia, abaixo do largo monte, acima de uma videira, Numa relva de cores vibrantes, As calhas de uma laranjeira. Plantada em solo distante, Longe das terras alcoviteiras. Perto dos mares triunfantes, Ao lado de tumbas traiçoeiras. Sublime, porém errante, Moldada em raízes rasteiras. Contada em romances Cervantes, Como raspa de brisa em bandeira. Por hora o desencanto a saboreia, Tomando-na em risos deflagrantes. Zombando o término de sua candeia Mas inesquecível será, o tal acre sabor, dessa laranjeira...

Funções Navegantes estagnados, em movimento constante
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Funções Navegantes estagnados, em movimento constante Uniformemente variados, em pontos equidistantes Inconscientemente posicionadas, as aspas em seus semblantes Intrinsecamente caracterizados, pela ambiguidade incessante Indefinidas as preposições, em proporções edificantes Visíveis desilusões, para o invisível das sensações! Sentimentos ludibriantes...

Enigma Em vestes póstumas, se foi a razão; Levou o espelho, deixando o reflexo;
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Enigma Em vestes póstumas, se foi a razão; Levou o espelho, deixando o reflexo; Da imagem nociva, um ponto convexo; De curvas varridas, transcritas a mão. Em marcas de ferro, a fogo na folha; Na tábula rasa, o contraste, a escolha; De dias nascidos, ao perdido momento; E noites passadas, sob o sofrimento. Agora na falta, o caminho é distante; Paralelo a maldade a inata verdade; Escondida nas sombras de um meliante. Se faz insolúvel, a passos de vaidade; O tal enigma, em mudança constante; A espera da luz, no reflexo da lealdade.