Frase de Álvaro de Azevedo
Enigma Em vestes póstumas, se foi a razão; Levou o espelho, deixando o reflexo; Da imagem nociva, um ponto convexo; De curvas varridas, transcritas a mão. Em marcas de ferro, a fogo na folha; Na tábula rasa, o contraste, a escolha; De dias nascidos, ao perdido momento; E noites passadas, sob o sofrimento. Agora na falta, o caminho é distante; Paralelo a maldade a inata verdade; Escondida nas sombras de um meliante. Se faz insolúvel, a passos de vaidade; O tal enigma, em mudança constante; A espera da luz, no reflexo da lealdade.
No pensador.ai desde