Frase de R. Douglas
A luz caia com gentil paciência sobre pétalas de frágil perfeição Cada veio delicado marcava afluentes de rica seiva em constante ação O arroxeado das bordas clareava e escurecia lentamente compondo uma bela aquarela monocromática Era única em seu mundo diminuto de sonoros encantos e sonhos repletos de estática Sozinha, sob o pálido azul do céu era o paradoxo rebuscado do sopro primordial Era o único, capcioso e mágico pico da expectativa, do desejo e do final Ali repousava impávida e inalcançável, perdida em doce carmesim No bojo arredondado de sua cálida ilusão, em um minúsculo jardim Esperava a cada dia, de uma infindável sucessão, pelo olhar que lhe conferia, de ser, a razão Suas cores que esbanjavam brilho, cada detalhe esvoaçando em diminuta sensação Tudo era real apenas quando se encontrava sob aquele olhar E longe era uma casca vazia, pedante em um esquecido altar Se deixada, privada seria e no tempo murcharia e pereceria ainda longe da verdade Mas quem sabe nos estertores crepitantes de sua existência a visse e viveria de sua claridade Ante as mais sombrias tempestades ou sob o precioso sol de verão Um bela flor será sempre uma bela flor, esteja sendo apreciada ou não "Existes por si e apenas de si necessitas para brilhar Seja una com sua efemeridade pois o tempo leviandade não há de perdoar Vá se assim tiver, fique se for seu lugar Mas seja total e completamente sua para além de qualquer olhar."
No pensador.ai desde