Frase de R. Douglas
INVERNO Suspiros etéreos deixados ao acinzentado do infinito celestial Passos titubeantes que se unem a sonata lúgubre tocada pelas folhas que caem ao toque invernal Flocos frios repousam docemente sobre o musgo pálido como um tapete fino E beijam meu rosto, congelando sensações que desmoronam sem destino Bóreas canta pelos galhos ressequidos melodias de um mundo já esquecido Unindo-se à sonata das folhas e ao gorgolejo outonal de tudo que foi perdido A vida para, se recolhe e almeja por uma luz que parece ilusão As sombras sobem, pedindo segredos e encantos, enrodilhadas e inacessíveis à canção O calor se torna raro, áspero, uma fortaleza difícil de alcançar O frio se estende belo, insensível e absoluto endurecendo o coração e empalidecendo o olhar Uma beleza magnânima, perigosa e insensível, um leito majestoso para o final Inverno, dama pálida de toque agudo, algoz derradeiro do que é mortal.
No pensador.ai desde