Frase de Gabriel Hayashida de Arruda
Sublime Fiz grandes e nobres propósitos, mas sou tão pequeno, Sim, tão pequeno e insignificante. Observo as grandes cidades de concreto e aço, Entre arranha-céus que roçam o céu, Vejo pessoas cruzando as ruas, e os carros. Há vielas estreitas, onde cada pequeno passo Descobre o encanto revelado pelo tempo, Que talvez se perca nesta vida vulgar, Mas permanece gravado em grafites vulgares. Vida vulgar, vulgar, como um mendigo verdadeiro. Vou ao campo e vejo os animais, e as crianças, Nos vastos jardins, entre rosas delicadas e lírios em flor, O perfume suave que enche o ar, e o vento que acha meu cabelo. Cada pétala, um juramento de amor... Assim saibamos valorizar o simples, o modesto, o singelo. Descobrir o sublime no cotidiano, no ordinário, Na essência real das coisas, Encontrar a beleza que transcende o mundano, A verdade mais metafísica. Por trás de cada nascer e pôr do sol dourando o céu, Onde há pequenos planetas distantes, Sob os verdes tapetes e vastos campos, E na imensidão divina, onde o céu se alarga no firmamento. Sempre há pequenos milagres a perceber, Em cada gesto simples, um mundo descoberto, Na plenitude do ser e do existir, Onde a grandeza habita nas igrejas e casas, e nas mentes, Onde podemos vislumbrar o infinito num beco e ouvir a voz de Deus num viaduto. Mas sou, e serei sempre, o que não soube, fiz de mim sublime, humano.
No pensador.ai desde