Frase de Rui Alexandre Cascão de Campos Oliveira
Fogo-fáuto Como eu queria ser o desumano vagabundo a sobrevoar sem norte, sem medo, o mundo. À sorte o meu lugar de não saber se atravesso o ser da pedra que sou e desmereço, Barão fino puro o traço da goela ao laço, dádivas, duro dizeres trovas e apanhares sovas. Do desgosto que foi do outro morte só por selo, trovador e fogo posto, finado em fim de Agosto, Que do meu jazido brotem noites de fogo-fáuto que eu o verei de azul do alto, Desde que sobrevoe o mundo desumano e vagabundo, deixem-me pérfido morar no fundo. Pela minha cadaverina fecundo o solo onde amarei de novo, serei broto, povo e Papaverina E ao meu lugar vou ousar ser bela sem que ninguém me atropele... ali irei ser flor a brotar. Hei-de ser pelas mãos de quem amar deslumbrando de mim e do o meu encanto. Nada posso contra o querer, sou de novo vagabundo, sobrevoo sem medo nem norte o mundo Não vejo mar nem o azul do fundo, vejo purpura, cor de encanto e de novo morro pro mais belo acordar.
Rui Alexandre Cascão de Campos Oliveira
No pensador.ai desde