Frase de Rui Alexandre Cascão de Campos Oliveira
Da flauta flutua O lírico poético. A sátira sutura Com o quê céptico, Que verga a envergadura Da armadura pó sentido métrico. Pulsão que castrou a dita ditadura, Punção na mão do povo e o olhar na face/interna, Mira agora o seu governo novo que não é mais que uma baderna. Sufrágio clama o mouro para responsabilizar o tolo, Diz - "tens poder" - mas - "pensa" - não és mais que um palerma! Mas o povo é tento do descontentamento, falcão atento. Lhe corroí ácido por dentro quando moi o pensamento. Não há dito nem tortura que acabe com cultura, Nem Maria nem José que não saiba como é O fundo do tacho e a falta de rapadura. A critica bate o pé com mão dura, Com fé no Ser e na cultura. Porque o Ser não esquece. Que a espada enfraquece, A flauta flutua, A sátira sutura, Com o quê céptico, E o lírico poético. A sagrada triangulação, o olho que tudo, ou quase tudo, vê... Só não o vê o que não quer ver e quem não quer ver que o que está visto é que temos que andar é de olho nisto, principalmente em quem está no poder. A mim não me compete competir, mas gosto de escamotear, falar por dizer e advertir para não esquecer. Que politicas fundamentalistas, como as que ainda vemos hoje, algumas até parecem nascer de novo, já exterminaram muito povo e censuraram muita pulsão que é só coisa do criador. Não devemos permitir censuras sobre a nossa envergadura. Nunca houve um tempo tão bom como o que se vive nos dias de hoje, para andar de olho, temos uma ferramenta que nunca antes houvéramos pensado sequer poder um dia existir. Esta janela para o mundo também é uma maneira de exercer, esclarecer, escutar e debater, aquilo que vai acontecendo. Todo temos e devemos ter algo a dizer... Nem que seja uma lírica mal escrita, cujo único objectivo é não sair da sátira poética! O resto fica à interpretação de cada um e a quem de direito com vontade de (munido de suas próprias ferramentas), agir. Sigo convencido de que pelo menos não fiquei inerte daquilo que eu sinto que penso!
Rui Alexandre Cascão de Campos Oliveira
No pensador.ai desde