Frase de Gabriel Hayashida de Arruda
Eu acredito em Deus, mas me pergunto se Ele crê em mim, assim como cremos na Sua chuva, e no seu Sol. O que é real? As paredes sólidas e frias de concreto, concreto, a realidade concreta. Ou a memória fugaz de um abraço quente e terno, terno, visto o terno, chego ao trabalho, olho-me no espelho, e não vejo nada. Cego, vejo além do espelho e enxergo através da realidade sensível, sensível, atravesso as aparências em busca de algo que transcenda o tangível. Mas então o espelho despedaça-se diante dos meus olhos, como coisa real, um mosaico de sentimentos e lembranças, desfaz-se e reconstrói-se a cada instante. Cada caco reflete uma versão minha, mas, entre tantos, quem realmente sou eu? Há tantos de mim que não podem tantos estarem certos, e entre tantos, perdi-me.
No pensador.ai desde