Frase de Paulo José Brachtvogel
Deusas No silêncio noturno, pestanejando, Audível tão somente o ruído da ampulheta, Memórias da temporalidade, Tessituras da areia e do vento, Conflitos prementes da razão, Uma tempestade de partículas, Juntas, formando consciência... Irresignado com o legado cultural, Entrevi, dentro do Panteão mitológico, Vênus, a Deusa do feminino. Ela, envolta de requinte arguto e versado, Pôs-se a recitar... “Existe uma verdade cientifica, filosófica, A mentira, quando repetida gera crenças profundas, conforta. A verdade, por sua vez, inquieta...” Eu, com o cálice na mão, Condiciono-me, compenetrado, Ela, com magistral beleza, prossegue: “Afloramos arguidas, Distintas biologicamente, Provemos a vida, Únicos contrastes. No corpo social, Estipêndios menores, Sem enaltecer o intelecto, O inventivo, a inovação. Quanto mais à “alta roda”, Menos varoas encontramos. Queres tua prole assim, fadada a essa herança? Ensina-lhe o caminho da revolução! Equidade, Respeito, Sem possessividade...” Desperto, observo a ampulheta, A transitoriedade dos grânulos, As âmbulas intermeadas Com a consciência formada... Há tempo, quero te recrutar, Ativista da causa, Não me Kahlo! Paulo José Brachtvogel
No pensador.ai desde