Frase de Paulo José Brachtvogel
Clausura Sentado na ponta da mesa Eu e minha habitual taça de vinho Recluso, angustiado... A cidade escura e tímida As calçadas vazias, sem passos, Sem alma De súbito, todos se foram. No outro continente: dor e choro... Nos jornais, o mesmo refrão... A humanidade chora. Dias turvos... Na playlist toca “Estamos quase sempre otimistas Tudo vai dar quase certo...” Estás triste poeta? Pela janela, a beleza do luar e do céu estrelado. Os lábios untados de Merlot Oro para que esse pesadelo acabe Para que possamos sair da clausura abraçar, beijar, cantar, dançar no ritmo e no enlace dos corpos Por ora, deixa arrelvar tua alma de carícias, para que eu possa me manter longe das sombras... As trombetas alarmam, sim, Mas ainda temos a ciência, a fé e a esperança! E nossa quota de versos para dar alento e alegria pro futuro!
No pensador.ai desde