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Frase de Paulo José Brachtvogel

Meus olhos sentem a tua ausência, Fostes tão depressa, Nem pude me despedir. Ainda lembro dos teus risos inocentes, De tuas brincadeiras e travessuras... Sei que de mim te escondes, Por detrás dessa face já punida pelo tempo... Te sinto viajar pelos meus olhos, Te carrego nos meus mais profundos desejos, Nas minhas esperanças mais inocentes, Nos meus mais doces sonhos. Gosto de ti, não te cales, Não te queixes, Ri, pois teu riso fascina, Continuais alegre e feliz, Continuais com tuas travessuras, És criança, sempre serás!

Paulo José Brachtvogel

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Pensador.com

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Sentado, observo: indiferentes, passam todos, e ela ali, lúgubre... Das leivas úmidas esvoaça Sobre as calçadas pisoteadas, Ela voa em fuga, As cores se misturam No predomínio do azul, Timidamente pousa, Sem ruflar, Apenas silêncio... Não há movimento, É o último voo, E aquela que fora casulo, e voou belamente, Agora se despede da vida, Apenas curta, curta o seu voo...

Clausura Sentado na ponta da mesa Eu e minha habitual taça de vinho
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Clausura Sentado na ponta da mesa Eu e minha habitual taça de vinho Recluso, angustiado... A cidade escura e tímida As calçadas vazias, sem passos, Sem alma De súbito, todos se foram. No outro continente: dor e choro... Nos jornais, o mesmo refrão... A humanidade chora. Dias turvos... Na playlist toca “Estamos quase sempre otimistas Tudo vai dar quase certo...” Estás triste poeta? Pela janela, a beleza do luar e do céu estrelado. Os lábios untados de Merlot Oro para que esse pesadelo acabe Para que possamos sair da clausura abraçar, beijar, cantar, dançar no ritmo e no enlace dos corpos Por ora, deixa arrelvar tua alma de carícias, para que eu possa me manter longe das sombras... As trombetas alarmam, sim, Mas ainda temos a ciência, a fé e a esperança! E nossa quota de versos para dar alento e alegria pro futuro!

O Vento Sinto falta do teu alento, dos teus sussurros...
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O Vento Sinto falta do teu alento, dos teus sussurros... do teu balanço suave, de quando me tocavas a face! Por onde te perdestes? Por ti guardo meu amor em segredo Minuciosamente te observo, poderia desenhar-te nesse instante! Como bom amante me chamas: “Vamos viajar por entre esses muros, correr pelos jardins, tocar as flores e as árvores, ver as cachoeiras, ouvir os pássaros, Deslumbrar-mos com o pôr do sol e com a lua cheia...” Leva-me contigo, que as horas depressa se vão... Deitado sobre o gramado eu imóvel, sonho acordado!

A despedida e o reinício Beijou-me a face Com ar de despedida
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A despedida e o reinício Beijou-me a face Com ar de despedida Com os olhos acompanhei-a partindo Fomos felizes, eu sei... Rimos, cantamos, dançamos, brigamos e até choramos... Mas agora é o fim... Volto o olhar para o horizonte Há um novo interesse, Um novo desafio, uma nova conquista, Novas oportunidades... Tão lasciva, ali em minha frente, O momento me convoca a provar, Não há como negar Embriagado pelo seu encanto Serão 366 dias de pura tentação, de amor, de inspiração! Cante poeta... dance, cultive esse novo romance, não te negues... deixai que esses encantos te levem... sabe lá pra onde!