Frase de Miguel-Manso
às Musas não interessam drenagens, deixam alagar livremente com o que sobrevém: a água do instante subjectivo quando o poeta era uma fera luminosa e Veneza, sobre a laguna, a porta para o Levante com seu tráfego de peregrinos imateriais – que também traziam as laranjas douradas, a seda, a musselina porcelanas, aço, pimenta incenso e alívios a cidade detinha um colégio de sábios que sabia, em dialecto próprio, ser a magia este palácio mergulhado nos silêncios meio submersos e que apenas a ciência da leitura paulatina poderá ser o escafandro glotal e sinal que soltará da grosseria eloquente o espanto oculto do poema
No pensador.ai desde