Frase de Miguel-Manso
NEM TANTA COISA DEPENDE preferes o canto, o lugar oculto a folhagem, a sombra, o quarto, este saco de trigo: ouro de um texto sobre a velha escrivaninha do real lá fora o clarão do arvoredo atalhos para a tingidura da paisagem cá dentro menos caminho, outro panorama: a presença tão-só desabitada de uma pessoa, mistério sem atributo ou função sempre a desfeita de um coração o cultivo intensivo das figuras e sobram tristeza e dias ao corpo que escreve no calabouço de uma manhã muito larga reluzente de gotas de mel enquanto os gatos lambem o sábado e sentado, sapo de ouro, permites-te pôr no mundo (mas porquê) outro poema
No pensador.ai desde