Frase de Paulo José Brachtvogel
O Monte Sentindo o frio na espinha, O vento levemente sopra a face, Os pássaros alvoroçados cantam, Diante dos olhos, um foço de luz, Um extenso vale molhado da névoa, De cores, aroma e sabores... Naquele monte escarpado, Um tesouro às escondidas, Onde o sol não brilha, se põe... Um interlúdio para reverenciar Eu com minha alma em chamas, Batimentos desalinhados, Volúpia e simetria... Tocando as pétalas desabrochadas, A passo e passo, adentro ao vestíbulo, Desajuizado a explorar, Desembainhado a dançar... Abrandando os sussurros dos ventos, Osculações abrasadas na cerviz, Os pomos, belos e bem delineados, Aprecio-os com devoção, contemplam o Éden Como eles, o colo embebido... No enlace dos corpos, ofegantes, os amantes entregam-se lascivamente, sobre o outeiro, suspirando em brasas, do sonho ao apogeu... Ah, a natureza e sua beleza misteriosa... As fímbrias a vascolejar As borboletas a voar, O deleite do poeta, A moldura do artista... Apego-me às memórias daquele Monte de Vênus!
No pensador.ai desde