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Frase de Rui Alexandre Cascão de Campos Oliveira

⁠ᕈOṈΓO DE ҒUGΔ A minha objetiva sobre o mundo... É a do agora. E agora sou tudo o que me rodeia. Enquanto vejo o que me rodeia, A minha consciência rasa, Extravasa, Rasga, E a minha recompensa Não me é mais recompensada! A meia-vida não se atinge E a dose mínima, É SUB dosada! - Porque te cinges resignada? Enquanto não atinjo respostas, A recompensa jamais será recompensada. A forma fora de estado, Transforma-se num gume fino, Para aqueles que odeiam estar em nenhum lado. O gume fino não se coíbe, Do que lhe cabe, Da pressão que sabe, Nem do sabor que vive! A voz não diz! Vive muda nesse estado. O gume fino, Aproveita deste lado, Para esventrar o ego e tudo o que o vicia. Atravessa a dura-máter E acontece algo que eu não queria! Leva-me o escalpe para servir de assas E faz voar a fantasia. Perspetiva renascentista, Na tábua rasa, Sem locomotiva que lhe resista! Sou o humano a olhar para mim. Nádir chamado pelo zénite. Equinócio de outono enquanto o dia chega ao fim. Sobrado plano sem louvor, Derramado no ofuscante branco, Sem vida nem amor. Milmiun, onde um braço estendido e forte, Aguarda pela minha sangrenta morte. Explosão de plasma, Luz que pasma, Ao som da escuridão! Lírico poético, quê cético, De uma morte perpetrada sem razão. Faço uma viagem ao contrário, Vejo a granulometria da areia E atravesso o ferro do pilar pra meu calvário! A gravilha da estrada, Outrora calcário sedimentado, Mora agora no sobrado, E nas fistulas do betão curado. E eu só... Sem que alguém tenha dó, Sinto-me purgado. Dos males de mim! Dos bens de mim! Tal como o malmequer depois de desfolhado. Sou despido de tudo o que me rodeia. Ser humano sem sentimento... desnudado. Fotão de luz em busca do passado. Vejo partir o que me rodeia. Das pétalas sou afastado! Livre do pecado e da maldade, Sinto que a vizinha de cima, Não me viu passar, ainda assim sei Que lhe perturbei o fumo exalado. Que lhe apaguei o cigarro, Que ela ainda não tinha acabado! Vou deixando este mundo, Pra viver num mergulho profundo! Agora que não sinto, Nem o mundo é só o que me rodeia. Já não são apenas as paredes do meu quarto, Nem o enxergão de palha em que me deito farto! Deixo de ver o segundo E nesta vista altiva, Sou a perspetiva estendida, Sou o corpo de massa zero, Mínimo, mero, não mais tenho o que quero. Vejo tudo o que temi! Vejo tudo o que um dia vivi! Vejo o elefante morto! Vejo o homem que o matou! Vejo a indignação de quem o viu morrer! Vejo quantos o julgaram! Mas já não vejo maldade. E quanto mais longe estou, Menos vejo a desigualdade. Não mais sinto o desejo, De mudar a realidade. Viajo na espiral do vácuo, Sem que o meu sangue entre em ebulição. Sei que ele ficou derramado no sobrado, Onde já não estou, onde de tão longe nem vejo. Mas não deixo de sentir a sensação, Do cordão que me liga à Mãe, Que dança em orbita com o gigante Pai... Uma valsa equante! Da qual eu sou cada vez mais longe... Menos cavalgante… Mais distante… Mas não de pensar. Ainda há existência em mim! Ainda há um subconsciente no vácuo sem fim! Só não sinto mais as fronteiras que nos protegem, Nem sentimentos de ódio de quem mal me quer. Não deixo de amar todos aqueles que nos regem, Os iguais a eu... Continuo a sentir o púlpito de vida! A cultura! Inflação! A subida! O bordão! Porque não sei pra onde vou... Porque não sei onde estou, nem o que diga! Continuo a crer na menina escura. Brilhantes iris sem deferente no oposto equante, No Ser Humano sem agrura. Continuo a crer!... Que não há Humanidade sem transumância, Que não há bom nem mal, Nem mundos sem distância. E daqui do longinco celestial, Mais perto do zénite, Do escuro do dia que chega ao fim, Perto do ofuscante branco E do braço forte que espera por mim, Recordo as palavras do épico. Pragmático poético também ele. "quê cético" Longe da jornada de onde eu vim TU és o outro universo, verso do inverso dentro do verso que há mim! And I see the "Pale Blue Dot"

Rui Alexandre Cascão de Campos Oliveira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Aprendizagem O conhecimento é a combustão da máquina do tempo A aprendizagem são os passos necessários para montar esse engenho
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Aprendizagem O conhecimento é a combustão da máquina do tempo A aprendizagem são os passos necessários para montar esse engenho O Ser Humano com toda a sua aprendizagem Um dia será senhor do Universo Tudo o que nós podemos ser ou querer fazer só depende de nós e dos esforço que aplicaremos nos nossos objectivos nunca desistir, persistir, praticar, ser resistente! Está tudo nas nossas mãos. Conhecimento e aprendizagem faz com que o ser humano não tenha limites... Conhecimento e aprendizagem sempre, até ao fim da vida, até não haver mais fim.

Da flauta flutua O lírico poético. A sátira sutura
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Da flauta flutua O lírico poético. A sátira sutura Com o quê céptico, Que verga a envergadura Da armadura pó sentido métrico. Pulsão que castrou a dita ditadura, Punção na mão do povo e o olhar na face/interna, Mira agora o seu governo novo que não é mais que uma baderna. Sufrágio clama o mouro para responsabilizar o tolo, Diz - "tens poder" - mas - "pensa" - não és mais que um palerma! Mas o povo é tento do descontentamento, falcão atento. Lhe corroí ácido por dentro quando moi o pensamento. Não há dito nem tortura que acabe com cultura, Nem Maria nem José que não saiba como é O fundo do tacho e a falta de rapadura. A critica bate o pé com mão dura, Com fé no Ser e na cultura. Porque o Ser não esquece. Que a espada enfraquece, A flauta flutua, A sátira sutura, Com o quê céptico, E o lírico poético. A sagrada triangulação, o olho que tudo, ou quase tudo, vê... Só não o vê o que não quer ver e quem não quer ver que o que está visto é que temos que andar é de olho nisto, principalmente em quem está no poder. A mim não me compete competir, mas gosto de escamotear, falar por dizer e advertir para não esquecer. Que politicas fundamentalistas, como as que ainda vemos hoje, algumas até parecem nascer de novo, já exterminaram muito povo e censuraram muita pulsão que é só coisa do criador. Não devemos permitir censuras sobre a nossa envergadura. Nunca houve um tempo tão bom como o que se vive nos dias de hoje, para andar de olho, temos uma ferramenta que nunca antes houvéramos pensado sequer poder um dia existir. Esta janela para o mundo também é uma maneira de exercer, esclarecer, escutar e debater, aquilo que vai acontecendo. Todo temos e devemos ter algo a dizer... Nem que seja uma lírica mal escrita, cujo único objectivo é não sair da sátira poética! O resto fica à interpretação de cada um e a quem de direito com vontade de (munido de suas próprias ferramentas), agir. Sigo convencido de que pelo menos não fiquei inerte daquilo que eu sinto que penso!

Condor Quero eclipsar a minha existência E quero-o já... não é um pedido,
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Condor Quero eclipsar a minha existência E quero-o já... não é um pedido, É uma ordem que me anda a deixar insolente. Quero ir para o lado de lá do teu sentido Dar sentido à minha vida. Quero ser uma pena na bigorna do forjador. E que ele não perdoe das suas mãos a minha demência. Esta sentença de estar onde não estou, Esta injunção que me obriga a ser quem não sou, Pois não é mais da ausência a minha dor. O Anjo do Abismo com sua gadanha É presença que ao meu lado se senta. Ouço o sobrevoar silencioso do Condor Só ele me acalma a alma. Enquanto ele inalar o meu padecer, Enquanto ela pairar sobre minha cabeça, Eu sei que não estarei só. Porque é para o lado de la Que eu quero ir... e quero ir já! Quero ser o litígio entre ambas as partes, Ser acuso de não ter cumprido o compromisso, Quero que as cabeças que me andam a atormentar Sejam mutiladas por Excalibur. Ordeno sair de dentro de mim. Irei fazer escorrer meu sangue ladeira a baixo, Trocar a minha alma pela epifania E vou querela a toda a hora Sem demora nem mania, A toda a hora!... Ordeno eu ao mais alto dos altos Que seja agora. Que seja neste minuto. Troco o meu lamento Pelo teu estatuto! Transforma-te ó Tempo, No mais bruto forjador, No cavaleiro de maior talento E ordeno a Excalibur Acabar com este momento Decepar esta minha dor Onde eu só sinto sofrimento!... Ouço o alento do bater das assas, Vai pousar ao meu lado o Condor... Já não lamento!... Um tentativa em exonerar da minha imaginação, da minha alma se assim me atrevo a dizer, a dissertar aquilo que de mais profundo imagino pairar sobre muitas consciências humanas, ao se aproximar o momento de uma morte anunciada. Por mais difícil que seja de me pronunciar desta forma tenho que ser fiel àquilo que sinto e deitar cá para fora tal como sinto ao imaginar esse momento.

Quem dera ser horizonte Num dia poder escolher ser céu, Noutro pedaço de terra no cume de um monte!
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Quem dera ser horizonte Num dia poder escolher ser céu, Noutro pedaço de terra no cume de um monte! O olhar paira a aura branco cinza que se esbate sobre o planalto do horizonte, lá longe, longe de o encontra, longe de o tocar invejando o sentido do seu propósito de ser. Limite entre todo aquilo que existe e tudo aquilo que não existe dentro do coração da gente. Linha fina, infinita, que não se aumenta nem diminui, vectorial dentro de de mim onde eu desenho um ou dois... Universos!