Frase de Paulo José Brachtvogel
O despertar No anoitecer gélido, acomodado junto ao supedâneo contemplo a construção simétrica e harmoniosa, com colunas e pórticos jônicos, circunvalado pelo jardim recoberto de hera, as luzes, reverberadas por candeeiros concatenados, proporcionam beatitude! Absorto nas obras helenísticas: as aspirações, a razão e o irracional, os questionamentos socráticos, a busca das verdades pelas suas ideias, as perguntas frequentemente reveladoras... O saber, injustamente retribuído com uma taça de cicuta! “Acalma-te poeta, a intenção não é a de emular nem exortar... Quais as perguntas que te fizestes ultimamente? Do que tens medo? Pergunta-te, sê um crítico, não hesites! Eis o ardil, conhece-te a ti mesmo, é fundamental...” Na presença da solitude, refutando imagens icônicas, repleto de perguntas. Repasso o epítome que desafia... Recolho-me às mais profundas nuances do ser. As luzes, impetuosas, irrompem... Uma epifania... É o despertar da filosofia O triunfo da Eudaimonia... Compreensível? Está indo a fundo? Não... Tudo acaba no silêncio reflexivo deste poema...
No pensador.ai desde