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Frase de Paulo José Brachtvogel

O despertar No anoitecer gélido, acomodado junto ao supedâneo contemplo a construção simétrica e harmoniosa, com colunas e pórticos jônicos, circunvalado pelo jardim recoberto de hera, as luzes, reverberadas por candeeiros concatenados, proporcionam beatitude! Absorto nas obras helenísticas: as aspirações, a razão e o irracional, os questionamentos socráticos, a busca das verdades pelas suas ideias, as perguntas frequentemente reveladoras... O saber, injustamente retribuído com uma taça de cicuta! “Acalma-te poeta, a intenção não é a de emular nem exortar... Quais as perguntas que te fizestes ultimamente? Do que tens medo? Pergunta-te, sê um crítico, não hesites! Eis o ardil, conhece-te a ti mesmo, é fundamental...” Na presença da solitude, refutando imagens icônicas, repleto de perguntas. Repasso o epítome que desafia... Recolho-me às mais profundas nuances do ser. As luzes, impetuosas, irrompem... Uma epifania... É o despertar da filosofia O triunfo da Eudaimonia... Compreensível? Está indo a fundo? Não... Tudo acaba no silêncio reflexivo deste poema...

Paulo José Brachtvogel

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Pensador.com

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Sentado, observo: indiferentes, passam todos, e ela ali, lúgubre...
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Sentado, observo: indiferentes, passam todos, e ela ali, lúgubre... Das leivas úmidas esvoaça Sobre as calçadas pisoteadas, Ela voa em fuga, As cores se misturam No predomínio do azul, Timidamente pousa, Sem ruflar, Apenas silêncio... Não há movimento, É o último voo, E aquela que fora casulo, e voou belamente, Agora se despede da vida, Apenas curta, curta o seu voo...

Meus olhos sentem a tua ausência, Fostes tão depressa, Nem pude me despedir.
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Meus olhos sentem a tua ausência, Fostes tão depressa, Nem pude me despedir. Ainda lembro dos teus risos inocentes, De tuas brincadeiras e travessuras... Sei que de mim te escondes, Por detrás dessa face já punida pelo tempo... Te sinto viajar pelos meus olhos, Te carrego nos meus mais profundos desejos, Nas minhas esperanças mais inocentes, Nos meus mais doces sonhos. Gosto de ti, não te cales, Não te queixes, Ri, pois teu riso fascina, Continuais alegre e feliz, Continuais com tuas travessuras, És criança, sempre serás!

Clausura Sentado na ponta da mesa Eu e minha habitual taça de vinho
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Clausura Sentado na ponta da mesa Eu e minha habitual taça de vinho Recluso, angustiado... A cidade escura e tímida As calçadas vazias, sem passos, Sem alma De súbito, todos se foram. No outro continente: dor e choro... Nos jornais, o mesmo refrão... A humanidade chora. Dias turvos... Na playlist toca “Estamos quase sempre otimistas Tudo vai dar quase certo...” Estás triste poeta? Pela janela, a beleza do luar e do céu estrelado. Os lábios untados de Merlot Oro para que esse pesadelo acabe Para que possamos sair da clausura abraçar, beijar, cantar, dançar no ritmo e no enlace dos corpos Por ora, deixa arrelvar tua alma de carícias, para que eu possa me manter longe das sombras... As trombetas alarmam, sim, Mas ainda temos a ciência, a fé e a esperança! E nossa quota de versos para dar alento e alegria pro futuro!

O Vento Sinto falta do teu alento, dos teus sussurros...
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O Vento Sinto falta do teu alento, dos teus sussurros... do teu balanço suave, de quando me tocavas a face! Por onde te perdestes? Por ti guardo meu amor em segredo Minuciosamente te observo, poderia desenhar-te nesse instante! Como bom amante me chamas: “Vamos viajar por entre esses muros, correr pelos jardins, tocar as flores e as árvores, ver as cachoeiras, ouvir os pássaros, Deslumbrar-mos com o pôr do sol e com a lua cheia...” Leva-me contigo, que as horas depressa se vão... Deitado sobre o gramado eu imóvel, sonho acordado!