Frase de Gabriel Hayashida de Arruda
Eu tenho o péssimo hábito de amar tudo aquilo que me escapa à mão. Talvez o amor, em essência, seja um desejo inatingível, perseguindo incansavelmente o próprio rabo, como um cão à roda. Carrego em minha pequenez a cruel ironia dos sonhos que, alçados, se erguem como montanhas firmes, e que, num instante breve, se desmoronam em montes de areia. Soterrado pela rotina, pela futilidade do dia-a-dia, sinto o peso da realidade que escorre entre meus dedos como areia numa ampulheta. Talvez esperar que o mundo se despenhe em barranco, e morrer deitado à sombra não seja de toda a má ideia.
No pensador.ai desde