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Frase de Paulo José Brachtvogel

⁠Singeleza Meus pensamentos são como pássaros: Livres! Voam por toda parte De muitas naturezas, Planam com diferentes asas, Veem o mundo com mais cores Para eles, as flores não carregam apenas cores Veem-nas, sempre, como se nunca as tivessem visto antes Levam suas sementes – há mais flores nas sementes, Disseminam toda a sua beleza... Voam para conhecer, explorar Nunca negarão a poesia que há nas coisas Planam em meio à solidão Acompanham-nos apenas a filosofia e os sentidos Tudo que olham, fazem-no com suas ideias Mas só uma outra vontade – não a das ideias – que forma o pensamento Um pensamento pode se tornar uma ideia Uma ideia nunca será apenas um pensamento Minha alma é a causa dos meus pensamentos, Como quando sonho: Meus pensamentos são reais, mas também podem ser sonhos Os sonhos podem ser a satisfação de um desejo – ou não Escrevo e, até aqui, seria esse poema um pensamento? Ou seria ele um sonho? Talvez uma ideia? Quem sabe, à medida em que o escrevo, torne-se real Assim como os pássaros... Paulo José Brachtvogel

Paulo José Brachtvogel

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Pensador.com

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Sentado, observo: indiferentes, passam todos, e ela ali, lúgubre...
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Sentado, observo: indiferentes, passam todos, e ela ali, lúgubre... Das leivas úmidas esvoaça Sobre as calçadas pisoteadas, Ela voa em fuga, As cores se misturam No predomínio do azul, Timidamente pousa, Sem ruflar, Apenas silêncio... Não há movimento, É o último voo, E aquela que fora casulo, e voou belamente, Agora se despede da vida, Apenas curta, curta o seu voo...

Meus olhos sentem a tua ausência, Fostes tão depressa, Nem pude me despedir.
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Meus olhos sentem a tua ausência, Fostes tão depressa, Nem pude me despedir. Ainda lembro dos teus risos inocentes, De tuas brincadeiras e travessuras... Sei que de mim te escondes, Por detrás dessa face já punida pelo tempo... Te sinto viajar pelos meus olhos, Te carrego nos meus mais profundos desejos, Nas minhas esperanças mais inocentes, Nos meus mais doces sonhos. Gosto de ti, não te cales, Não te queixes, Ri, pois teu riso fascina, Continuais alegre e feliz, Continuais com tuas travessuras, És criança, sempre serás!

Clausura Sentado na ponta da mesa Eu e minha habitual taça de vinho
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Clausura Sentado na ponta da mesa Eu e minha habitual taça de vinho Recluso, angustiado... A cidade escura e tímida As calçadas vazias, sem passos, Sem alma De súbito, todos se foram. No outro continente: dor e choro... Nos jornais, o mesmo refrão... A humanidade chora. Dias turvos... Na playlist toca “Estamos quase sempre otimistas Tudo vai dar quase certo...” Estás triste poeta? Pela janela, a beleza do luar e do céu estrelado. Os lábios untados de Merlot Oro para que esse pesadelo acabe Para que possamos sair da clausura abraçar, beijar, cantar, dançar no ritmo e no enlace dos corpos Por ora, deixa arrelvar tua alma de carícias, para que eu possa me manter longe das sombras... As trombetas alarmam, sim, Mas ainda temos a ciência, a fé e a esperança! E nossa quota de versos para dar alento e alegria pro futuro!

O Vento Sinto falta do teu alento, dos teus sussurros...
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O Vento Sinto falta do teu alento, dos teus sussurros... do teu balanço suave, de quando me tocavas a face! Por onde te perdestes? Por ti guardo meu amor em segredo Minuciosamente te observo, poderia desenhar-te nesse instante! Como bom amante me chamas: “Vamos viajar por entre esses muros, correr pelos jardins, tocar as flores e as árvores, ver as cachoeiras, ouvir os pássaros, Deslumbrar-mos com o pôr do sol e com a lua cheia...” Leva-me contigo, que as horas depressa se vão... Deitado sobre o gramado eu imóvel, sonho acordado!