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Frase de Rui Alexandre Cascão de Campos Oliveira

Entimema Castelo que reflecte o azul, Cidade vazia que daqui te vejo, Do chá que tomo fervido no bule. Sou eu homem que daqui praguejo, Palavras que das pedras do castelo escorrem, Que de tão bela que és exercito delas solfejo. Escore-me da vista da janela o mirar, Cidade vazia do teu pro meu praguejar, De onde não mais sou capaz de tragar, A camomila do meu chá em desgosto só posto. Sou só porte aqui sentado a tentar solfejar. Canto pra paralelos rijos que orvalho faz brilhar. Oh cidade na minha prima esta que foste bera. Oh cidade que deambular-te tanto eu quisera. Oh cidade despida de tudo menos da quimera. Que outorgas tu agora passeios de ninguém, Por ti na calçada não mais cruzo rostos, Rostos não cruzam mais por mim também. Silencio profiláctico na noite em desgostos, É bera forma de palavra austera que a pedra tem. No vago e no vão e até no vagão parado, O carril de ferro é frio pois não mais lá travo, Não mais lá vejo a engrenagem que faz a viajem, Que transporta o frenesim que eu outrora ouvia sem fim. Pregões a vender maresia do outro lado de lá da margem, Janela onde eu estou só, minha vista alegre arria em mim. Agora desta janela eu não mais abro mão. Daqui não me vou, tranco a chave a razão. Outrora vivi meses à esquadria das paredes, Vida de janela fechada na mais bela fachada Da cidade vazia, despida de gente, Ausente do ruído, que agora se fez silente. Não mais me escondo, não mais me tranco, Não mais penso ser doente, nem da vida decadente. Ouço o vazio do som, augúrio calado, Vivo uma mescla entre o triste e o desarmado. Tempos em que debaixo de cobertor vida doía, Me escondia da alegoria do dia e da orgia dos olhares. Hoje sou eu na noite que é mais húmida e fria, Daqui sinto quem da vida se despede e padece, Sinto aconchego na praça vazia, onde o espírito tece, Sinto as almas que aqui passam de quem falece. Cidade parada, sobre o olhar desencanto e me encanto, Com a telha das casas e alma dos telhados de Almada. Praça mais pequenina do que nunca, desprovida de vida, Praça do ardina, do quiosque e da fofoca amada. Da folia, da disputa, do cheiro a sardinha assada, Da menina que de tanto rir parece princesa encantada. Praça do dizer só por dizer nada, do subir por ela a cima, És agora só minha parte vita da rima. Lisboa parada, é cidade que dorme. Sonha à noite o que era enquanto ser dia, Suspensa dos amores, agora dominam gaivotas. Dos beijos na boca, da cerveja que tarda, Dos finais de tarde reunida de actores, Que encantam quem lhes presta atenção. Lisboa da criançada, da correria pro nada, Dos que não se agarram... cidade de vida, Dos que so andam pela calçada de mão dada, Dos que pedem pela vida uma esmola Pra taça de vinho, pró carapau e pra arrufada Lisboa despida do sonido da vida, Escorre por tudo que é canto letras... palavra! E eu daqui da minha janela vejo, pois dela não me arredo. É tão bela esta cidade, por ela não mais medro. Tão minha, tão nobre vista que vejo desta janela, Tão imponente fachada que a suspende, bela parede caiada, Que daqui dou trovas à inspiração e assas à imaginação, Daquilo que outrora não prestei verdadeiramente atenção. Ao negro do Tejo que à noite lava na corrente o pesar, À esperança de poder voltar a abraçar a vizinhança. Os ferros da ponte que a atravessam, que lhes dão sustentação, Erguidos outrora por homens à força de braços mil, Construída pra travessia e para que um dia se volte a formar Um cordão tão forte como o que um dia formou Abril. Cordão na consciência humana, libertou-nos da má sorte tirana E agora nos libertar da morte que por vezes a natureza emana!

Rui Alexandre Cascão de Campos Oliveira

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Pensador.com

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Aprendizagem O conhecimento é a combustão da máquina do tempo A aprendizagem são os passos necessários para montar esse engenho
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Aprendizagem O conhecimento é a combustão da máquina do tempo A aprendizagem são os passos necessários para montar esse engenho O Ser Humano com toda a sua aprendizagem Um dia será senhor do Universo Tudo o que nós podemos ser ou querer fazer só depende de nós e dos esforço que aplicaremos nos nossos objectivos nunca desistir, persistir, praticar, ser resistente! Está tudo nas nossas mãos. Conhecimento e aprendizagem faz com que o ser humano não tenha limites... Conhecimento e aprendizagem sempre, até ao fim da vida, até não haver mais fim.

Da flauta flutua O lírico poético. A sátira sutura
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Da flauta flutua O lírico poético. A sátira sutura Com o quê céptico, Que verga a envergadura Da armadura pó sentido métrico. Pulsão que castrou a dita ditadura, Punção na mão do povo e o olhar na face/interna, Mira agora o seu governo novo que não é mais que uma baderna. Sufrágio clama o mouro para responsabilizar o tolo, Diz - "tens poder" - mas - "pensa" - não és mais que um palerma! Mas o povo é tento do descontentamento, falcão atento. Lhe corroí ácido por dentro quando moi o pensamento. Não há dito nem tortura que acabe com cultura, Nem Maria nem José que não saiba como é O fundo do tacho e a falta de rapadura. A critica bate o pé com mão dura, Com fé no Ser e na cultura. Porque o Ser não esquece. Que a espada enfraquece, A flauta flutua, A sátira sutura, Com o quê céptico, E o lírico poético. A sagrada triangulação, o olho que tudo, ou quase tudo, vê... Só não o vê o que não quer ver e quem não quer ver que o que está visto é que temos que andar é de olho nisto, principalmente em quem está no poder. A mim não me compete competir, mas gosto de escamotear, falar por dizer e advertir para não esquecer. Que politicas fundamentalistas, como as que ainda vemos hoje, algumas até parecem nascer de novo, já exterminaram muito povo e censuraram muita pulsão que é só coisa do criador. Não devemos permitir censuras sobre a nossa envergadura. Nunca houve um tempo tão bom como o que se vive nos dias de hoje, para andar de olho, temos uma ferramenta que nunca antes houvéramos pensado sequer poder um dia existir. Esta janela para o mundo também é uma maneira de exercer, esclarecer, escutar e debater, aquilo que vai acontecendo. Todo temos e devemos ter algo a dizer... Nem que seja uma lírica mal escrita, cujo único objectivo é não sair da sátira poética! O resto fica à interpretação de cada um e a quem de direito com vontade de (munido de suas próprias ferramentas), agir. Sigo convencido de que pelo menos não fiquei inerte daquilo que eu sinto que penso!

Condor Quero eclipsar a minha existência E quero-o já... não é um pedido,
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Condor Quero eclipsar a minha existência E quero-o já... não é um pedido, É uma ordem que me anda a deixar insolente. Quero ir para o lado de lá do teu sentido Dar sentido à minha vida. Quero ser uma pena na bigorna do forjador. E que ele não perdoe das suas mãos a minha demência. Esta sentença de estar onde não estou, Esta injunção que me obriga a ser quem não sou, Pois não é mais da ausência a minha dor. O Anjo do Abismo com sua gadanha É presença que ao meu lado se senta. Ouço o sobrevoar silencioso do Condor Só ele me acalma a alma. Enquanto ele inalar o meu padecer, Enquanto ela pairar sobre minha cabeça, Eu sei que não estarei só. Porque é para o lado de la Que eu quero ir... e quero ir já! Quero ser o litígio entre ambas as partes, Ser acuso de não ter cumprido o compromisso, Quero que as cabeças que me andam a atormentar Sejam mutiladas por Excalibur. Ordeno sair de dentro de mim. Irei fazer escorrer meu sangue ladeira a baixo, Trocar a minha alma pela epifania E vou querela a toda a hora Sem demora nem mania, A toda a hora!... Ordeno eu ao mais alto dos altos Que seja agora. Que seja neste minuto. Troco o meu lamento Pelo teu estatuto! Transforma-te ó Tempo, No mais bruto forjador, No cavaleiro de maior talento E ordeno a Excalibur Acabar com este momento Decepar esta minha dor Onde eu só sinto sofrimento!... Ouço o alento do bater das assas, Vai pousar ao meu lado o Condor... Já não lamento!... Um tentativa em exonerar da minha imaginação, da minha alma se assim me atrevo a dizer, a dissertar aquilo que de mais profundo imagino pairar sobre muitas consciências humanas, ao se aproximar o momento de uma morte anunciada. Por mais difícil que seja de me pronunciar desta forma tenho que ser fiel àquilo que sinto e deitar cá para fora tal como sinto ao imaginar esse momento.

Quem dera ser horizonte Num dia poder escolher ser céu, Noutro pedaço de terra no cume de um monte!
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Quem dera ser horizonte Num dia poder escolher ser céu, Noutro pedaço de terra no cume de um monte! O olhar paira a aura branco cinza que se esbate sobre o planalto do horizonte, lá longe, longe de o encontra, longe de o tocar invejando o sentido do seu propósito de ser. Limite entre todo aquilo que existe e tudo aquilo que não existe dentro do coração da gente. Linha fina, infinita, que não se aumenta nem diminui, vectorial dentro de de mim onde eu desenho um ou dois... Universos!