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Frases de Zaylê

13 frases

Despertar da Almas Despertei no suspiro do tempo, No silêncio que dança no vento.
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Despertar da Almas Despertei no suspiro do tempo, No silêncio que dança no vento. A razão se calou num momento, E o amor se fez meu fundamento. Vi verdades guardadas na pele, Como cartas que a vida revela. Cada lágrima antiga é pincel, Desenhando a alma mais bela. É no caos que a alma acorda, Feito flor que rompe a borda. Não se ensina, não se força, Ela vem, quando a dor se entorta. Despertar é renascer do nada, Com o peito em paz e a mente alada. Já fui sombra, já fui tempestade, Hoje abraço a minha verdade. Caminhando com leve vontade, Sou poema em plena liberdade. As correntes viraram canções, Os espinhos, sutis orações. Cada queda, um degrau no caminho, Cada dor, um abraço sozinho. É no caos que a alma acorda, Feito flor que rompe a borda. Não se ensina, não se força, Ela vem, quando a dor se entorta. Despertar é renascer do nada, Com o peito em paz e a mente alada. E o que era peso virou asa, E o que era chaga virou brasa. O que era medo, agora é dança, No compasso da esperança. É no caos que a alma acorda... Despertar... é luz que transborda.

O Circo das Almas Desfiadas Entre cortinas de sonhos rasgados, Dançam palhaços, desalmados,
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O Circo das Almas Desfiadas Entre cortinas de sonhos rasgados, Dançam palhaços, desalmados, Com lágrimas de prata e pés no abismo, Cada passo é um cisma, um paradoxo no ritmo. O trapezista voa e se esquece do chão, Enquanto a plateia aplaude a sua própria ilusão, E o mágico, velho e sábio, só ri, Porque sabe que a fuga também é um fim. Ôô, quem dança no fio da lâmina fria? São almas desfiadas na melodia, O palco é um espelho, o show nunca para, E a vida? Só uma luva de cara pintada! O equilibrista bebe o vinho da vertigem, Enquanto o domador dorme com seus leões de estimação, A bailarina gira num compasso de eternidade, Seu tutu é feito de tinta e saudade. E o coringa, ah, o coringa! Faz piada da própria sina, Entre cartas marcadas e risadas falsas, Ele é rei, é peão, é a própria casa. Ôô, quem dança no fio da lâmina fria? São almas desfiadas na melodia, O palco é um espelho, o show nunca para, E a vida? Só uma luva de cara pintada! Quando as luzes se apagam e o pó vira poema, Restam os versos, o eco de uma arena, E quem ouvir seu próprio riso no escuro, Saberá que o truque sempre foi o mundo, puro.

⁠Equilibrista de Mim Eu visto a pele da metamorfose, Desfaço as tramas, refaço o meu cais.
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⁠Equilibrista de Mim Eu visto a pele da metamorfose, Desfaço as tramas, refaço o meu cais. Num gesto breve, dissolvo as hipnoses, Sou cais de vento, sou riso fugaz. Nos bolsos trago um punhado de estrelas, E versos soltos, de cor e cetim. Se o mundo pesa, eu aprendo a vencê-las, Com asas feitas de sonho e de fim. Vem, me acompanha no passo da sorte, Que a vida é ciranda de se reinventar. Se a dor me visita, eu danço mais forte, Pra sombra entender que não vai me parar. Tecendo rimas de pólen e aurora, Transcendo os mapas que o medo traçou. Se o peito sangra, eu canto sem demora, Que até ferida se faz flor, se eu sou. Na corda bamba da minha esperança, Equilibrista de mim, sem final. Entre o abismo e o sopro da criança, Eu me refaço de forma vital. Se for pra cair, que seja em poesia, Se for pra sumir, que eu suma em canção. O riso é remendo, é luz, é magia, Que costura o mundo na palma da mão. Vem, me acompanha no passo da sorte, Que a vida é ciranda de se reinventar. Se a dor me visita, eu danço mais forte, Pra sombra entender que não vai me parar.

Vai... Se você for que vá de inteiro Não deixe a metade na minha mão
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Vai... Se você for que vá de inteiro Não deixe a metade na minha mão Não leve os gritos e os exageros Leva só o que ainda tem razão Não fuja de mim, não fuja de você Vai que se encontra no meio do mato Vai que se cura, vai que se vê Vai que descobre o amor no exato Porque amor que sufoca não é amor É um espelho quebrado, é um favor E eu não vou mais mendigar atenção Eu quero paz no meu coração Vai, vai, vai do teu jeito, do teu tempo Vai, mas não finge que não dói nem que nunca mais Vai, mas se um dia voltar, que volte em paz Não com culpa nem com tanto faz Mas com alma limpa e olhos iguais Não quero te ver tentando esquecer O que o coração nunca esqueceu Você me ama, eu sei, sem querer Mas o que dói em ti não é mais meu Você tentou me ferir com silêncio Mas meu silêncio virou oração Você gritou pra chamar atenção E eu respondi com evolução Porque quem se conhece sabe parar De repetir o que só faz sangrar Eu escolhi não sangrar por nós Escolhi crescer com minha própria voz Vai, vai, vai do teu jeito, do teu tempo Vai, mas não finge que não dói nem que nunca mais Vai, mas se um dia voltar, que volte em paz Não com culpa nem com tanto faz Mas com alma limpa e olhos iguais Vai curar tua criança ferida Vai dizer pra ela que tá tudo bem Vai entender que o amor não é prisão Nem um jogo que alguém perde ou tem E se no meio do caminho você lembrar do meu carinho Que isso seja só farol e não mais o teu ninho Vai, mas leva contigo o que aprendeu Que o amor só é real quando a livre é teu Vai, e se a vida quiser que a gente se reencontre um dia Que seja leve

Trapézio No palco vazio da minha memória um sopro acendeu teu nome no ar
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Trapézio No palco vazio da minha memória um sopro acendeu teu nome no ar era só ensaio, mas virou história um tropeço da alma querendo cantar. Te mandei um áudio, foi quase oração, palavras nuas, sem máscaras, sem véu, teu silêncio virou multidão meu peito virou carrossel. E eu danço sozinha no circo da vida, meu coração é trapézio sem rede. Se não me seguras, não é despedida, é voo de quem já não teme a queda. Tua resposta foi espelho quebrado, metade verdade, metade invenção, um truque barato de ator ensaiado pra esconder do público a contradição. Mas eu não sou plateia perdida, nem boneca esperando aplauso. Eu sou corda bamba erguida, sou estrela cadente que risca o espaço. E eu danço sozinha no circo da vida, meu coração é trapézio sem rede. Se não me seguras, não é despedida, é voo de quem já não teme a queda. Entre palhaços, luzes e cortinas, aprendi que a solidão é camarim. E quem não sabe ler suas próprias linhas não pode escrever um final em mim. Hoje desamarro as fitas do destino, não carrego amarras, nem cordéis. Se um dia tua alma buscar o caminho, vai me encontrar voando em outros papéis.

O que fica O que fica depois do tempo, É o toque que não foi vento,
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O que fica O que fica depois do tempo, É o toque que não foi vento, É o amor que fica mesmo Quando o corpo já se foi... Fica o som da tua risada Pendurada na varanda, Fica o cheiro na lembrança, Fica o rastro do que eu fui... Fica o gesto em tua xícara, O café que nunca esfria, Fica a calma e a ventania, Fica o canto que te inclui... Fica o que a pressa não levou, O que o tempo não varreu, Fica a fé no que restou, Do que é teu, do que é meu... Fica o sol na tua sombra, O abraço que desdobra, Fica o sim que o medo ouvia Mas fingia que não via... Fica a paz no improviso, Fica o passo sem aviso, Fica o amor que não precisa De promessa pra existir... Fica o que a pressa não levou, O que o tempo não varreu, Fica a fé no que restou, Do que é teu, do que é meu... E se um dia eu me perder de mim, Segue o som, segue o jardim... A flor só floresce onde há espera, E o amor só vive se for primavera... Fica o que a pressa não levou, O que o tempo não varreu, Fica o amor que resistiu, Mesmo quando tudo ardeu... O que fica depois do tempo É o toque que não foi vento... É você.

Você é minha calma No turbilhão da vida, tua voz me aninha, Farol que me guia, quando a noite é sozinha.
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Você é minha calma No turbilhão da vida, tua voz me aninha, Farol que me guia, quando a noite é sozinha. Teus olhos são cais, onde posso atracar, Eu sou tempestade, mas tu sabes acalmar. És silêncio que canta no fundo da mente, Um sopro sereno, um abraço presente. Na pressa do mundo, tu és contramão, No caos da cidade, és pura canção. Você é minha calma, meu porto, meu chão, Um tempo sem hora, um lar na canção. Na pressa do mundo, eu paro e percebo: Minha paz tem o som do teu beijo. Teu riso é remédio que o peito procura, Um sopro de leveza, um toque de ternura. És pausa bonita no correr dos dias, A dança perfeita das nossas poesias. Você é minha calma, meu porto, meu chão, Um tempo sem hora, um lar na canção. Na pressa do mundo, eu paro e percebo: Minha paz tem o som do teu beijo. Se o vento me arranca, tua mão me segura, Na fúria do mar, és minha ternura. E quando o amanhã parece incerteza, Te encontro em mim, és pura clareza. Você é minha calma, meu porto, meu chão, Um tempo sem hora, um lar na canção. Na pressa do mundo, eu paro e percebo: Minha paz tem o som do teu beijo. Você é minha calma... Você é meu chão...

Reflexos no espelho Mesmo que veja mil formas em mim Cada olhar é só sombra do que não tem em si
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Reflexos no espelho Mesmo que veja mil formas em mim Cada olhar é só sombra do que não tem em si Eu caminho pelas minhas ruas de vento Cada passo meu é poema que invento E se me julgar pelo que faço ou deixo É reflexo dela, não do meu desejo Faço por mim, canto por mim Não é culpa, não é dívida, não é fim O mundo pode sentir, pode comentar Mas o coração que pulsa é só meu lugar A cada nota que solto na noite vazia Eu devolvo ao silêncio a minha alegria Se houver espinhos no que deixo passar São sementes que nela vão brotar E que veja o que falta, não o que tenho Que a sombra do outro não apague o meu lenho Porque cada gesto, cada fio de voz É meu, é meu, não importa o que ela sós Faço por mim, canto por mim Não é culpa, não é dívida, não é fim Que ela veja, sinta, chore ou sorria O que eu busco é só minha poesia

Quando a gente deixa de amar e começa a compreender Existem momentos na vida em que o amor não acaba — ele se transforma. E não é porque o outro mudou, se afastou, traiu, perdeu a cor.
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Quando a gente deixa de amar e começa a compreender Existem momentos na vida em que o amor não acaba — ele se transforma. E não é porque o outro mudou, se afastou, traiu, perdeu a cor. É porque, pela primeira vez, a gente abre os olhos de dentro. Percebe que o que chamava de amor era, na verdade, medo de ficar só. Que o que chamava de saudade era apego ao que feriu. Que o que chamava de intensidade era carência fantasiada de destino. E aí, algo muda. Já não é mais sobre conquistar, nem sobre provar. Não é mais sobre ser vista, nem escolhida. Não é mais sobre ter razão, nem vencer discussão. É sobre reconhecer os ciclos internos que o corpo já vinha avisando. É sobre honrar a alma que já estava cansada de ser rebaixada em troca de migalhas. É sobre olhar no espelho e saber: “Eu não preciso ser amada pra saber quem sou. Eu preciso ser inteira pra reconhecer o que é amor.” E então a gente percebe: Aquele “eu te amo” que mexia com a gente mexia muito mais com o ego do que com a essência. E que a saudade dele ou dela não era de quem a pessoa era, mas de quem a gente queria acreditar que ela poderia ser. E aí vem a virada. Quando a gente deixa de amar como dependência. E passa a compreender como consciência. Quando o desejo deixa de ser “volta pra mim” e se torna “se encontre, por favor”. Porque o verdadeiro amor — o amor final — não é aquele que força reencontros, mas o que deseja cura. Mesmo que seja longe daqui. E quando isso acontece, não dói mais. Não arde mais. Não prende mais. Só devolve paz. Porque o amor que fica, depois que o apego vai embora, não é sobre posse — é sobre presença.

Sobre Amor Amor não era apenas fogo, Era também janela aberta, chão de jogo.
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Sobre Amor Amor não era apenas fogo, Era também janela aberta, chão de jogo. Era a brisa que entra e não se explica, Era cama, lençol, poesia que fica. Nos cantos da casa ecoavam risos, Nos tapetes da vida, sonhos indecisos. Era o café que espera pela manhã, Era a mão que acalma, não só a chama vã. Amor não é só brasa que queima, É chão que sustenta, é lar que te chama. Entre paredes e versos, encontramos a calma, Entre sussurros e abraços, respiramos a alma. Não era tempestade, nem relâmpago que corta, Era música suave, chuva que importa. As janelas rangiam como livros antigos, Histórias guardadas em sorrisos e perigos. Era o silêncio que fala, e a noite que escuta, Era fogo que ilumina, mas também a escuta. No relógio da vida, marcava lento o tempo, Era lar em cada gesto, era amor em movimento. Amor não é só brasa que queima, É chão que sustenta, é lar que te chama. Entre paredes e versos, encontramos a calma, Entre sussurros e abraços, respiramos a alma. E se o mundo lá fora insiste em ruir, Dentro de nós, a chama não deixa sumir. Entre livros, lençóis e acordes de violão, Amor é abrigo, é casa, é coração. Amor não é só brasa que queima, É chão que sustenta, é lar que te chama. Entre paredes e versos, encontramos a calma, Entre sussurros e abraços, respiramos a alma.

Desejos Beija-me com a ternura dos teus lábios, pois teus encontros desfazem em mim
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Desejos Beija-me com a ternura dos teus lábios, pois teus encontros desfazem em mim os nós que eu mesma amarrei. Tua voz chegou primeiro ao meu coração, antes mesmo que tu tocasses minhas mãos. Passei tantas noites procurando razões para afastar-me de ti, e encontrei apenas caminhos que sempre me levavam ao teu nome. Não me procures nas histórias que inventaste sobre mim. Encontra-me no silêncio entre uma palavra e outra. Ali habito. Ali sempre estive. Não me amaste quando me julgaste. Começaste a conhecer-me quando abandonaste tuas certezas. Teus olhos repousam sobre mim como a chuva repousa sobre a terra cansada. Teu sorriso desfaz minha guerra. Tuas palavras derrubam muralhas que pensei serem eternas. Quem és tu, que não me pedes nada, e ainda assim me transformas? Sou apenas mulher. Feita das mesmas alegrias e das mesmas faltas. Não me coloques sobre altares. Senta-te ao meu lado. É ali que desejo encontrar-te. Tuas mãos encontraram as minhas como dois rios que desconheciam que caminhavam para o mesmo mar. Teu abraço tornou-se descanso. Teu perfume permaneceu comigo mesmo depois que a noite adormeceu. E minha alma, que antes fugia de ti, agora reconhece teu caminho como quem reconhece a própria casa. Não despertemos o amor antes que ele encontre sozinho o tempo de florescer. Porque toda flor aberta à força perde o perfume antes da primavera. Mas aquela que amadurece sob a luz perfuma o jardim inteiro.