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Frase de Zaylê

Quando a gente deixa de amar e começa a compreender Existem momentos na vida em que o amor não acaba — ele se transforma. E não é porque o outro mudou, se afastou, traiu, perdeu a cor. É porque, pela primeira vez, a gente abre os olhos de dentro. Percebe que o que chamava de amor era, na verdade, medo de ficar só. Que o que chamava de saudade era apego ao que feriu. Que o que chamava de intensidade era carência fantasiada de destino. E aí, algo muda. Já não é mais sobre conquistar, nem sobre provar. Não é mais sobre ser vista, nem escolhida. Não é mais sobre ter razão, nem vencer discussão. É sobre reconhecer os ciclos internos que o corpo já vinha avisando. É sobre honrar a alma que já estava cansada de ser rebaixada em troca de migalhas. É sobre olhar no espelho e saber: “Eu não preciso ser amada pra saber quem sou. Eu preciso ser inteira pra reconhecer o que é amor.” E então a gente percebe: Aquele “eu te amo” que mexia com a gente mexia muito mais com o ego do que com a essência. E que a saudade dele ou dela não era de quem a pessoa era, mas de quem a gente queria acreditar que ela poderia ser. E aí vem a virada. Quando a gente deixa de amar como dependência. E passa a compreender como consciência. Quando o desejo deixa de ser “volta pra mim” e se torna “se encontre, por favor”. Porque o verdadeiro amor — o amor final — não é aquele que força reencontros, mas o que deseja cura. Mesmo que seja longe daqui. E quando isso acontece, não dói mais. Não arde mais. Não prende mais. Só devolve paz. Porque o amor que fica, depois que o apego vai embora, não é sobre posse — é sobre presença.

Zaylê

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Pensador.com

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Despertar da Almas Despertei no suspiro do tempo, No silêncio que dança no vento.
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Despertar da Almas Despertei no suspiro do tempo, No silêncio que dança no vento. A razão se calou num momento, E o amor se fez meu fundamento. Vi verdades guardadas na pele, Como cartas que a vida revela. Cada lágrima antiga é pincel, Desenhando a alma mais bela. É no caos que a alma acorda, Feito flor que rompe a borda. Não se ensina, não se força, Ela vem, quando a dor se entorta. Despertar é renascer do nada, Com o peito em paz e a mente alada. Já fui sombra, já fui tempestade, Hoje abraço a minha verdade. Caminhando com leve vontade, Sou poema em plena liberdade. As correntes viraram canções, Os espinhos, sutis orações. Cada queda, um degrau no caminho, Cada dor, um abraço sozinho. É no caos que a alma acorda, Feito flor que rompe a borda. Não se ensina, não se força, Ela vem, quando a dor se entorta. Despertar é renascer do nada, Com o peito em paz e a mente alada. E o que era peso virou asa, E o que era chaga virou brasa. O que era medo, agora é dança, No compasso da esperança. É no caos que a alma acorda... Despertar... é luz que transborda.

⁠Equilibrista de Mim Eu visto a pele da metamorfose, Desfaço as tramas, refaço o meu cais.
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⁠Equilibrista de Mim Eu visto a pele da metamorfose, Desfaço as tramas, refaço o meu cais. Num gesto breve, dissolvo as hipnoses, Sou cais de vento, sou riso fugaz. Nos bolsos trago um punhado de estrelas, E versos soltos, de cor e cetim. Se o mundo pesa, eu aprendo a vencê-las, Com asas feitas de sonho e de fim. Vem, me acompanha no passo da sorte, Que a vida é ciranda de se reinventar. Se a dor me visita, eu danço mais forte, Pra sombra entender que não vai me parar. Tecendo rimas de pólen e aurora, Transcendo os mapas que o medo traçou. Se o peito sangra, eu canto sem demora, Que até ferida se faz flor, se eu sou. Na corda bamba da minha esperança, Equilibrista de mim, sem final. Entre o abismo e o sopro da criança, Eu me refaço de forma vital. Se for pra cair, que seja em poesia, Se for pra sumir, que eu suma em canção. O riso é remendo, é luz, é magia, Que costura o mundo na palma da mão. Vem, me acompanha no passo da sorte, Que a vida é ciranda de se reinventar. Se a dor me visita, eu danço mais forte, Pra sombra entender que não vai me parar.

O Circo das Almas Desfiadas Entre cortinas de sonhos rasgados, Dançam palhaços, desalmados,
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O Circo das Almas Desfiadas Entre cortinas de sonhos rasgados, Dançam palhaços, desalmados, Com lágrimas de prata e pés no abismo, Cada passo é um cisma, um paradoxo no ritmo. O trapezista voa e se esquece do chão, Enquanto a plateia aplaude a sua própria ilusão, E o mágico, velho e sábio, só ri, Porque sabe que a fuga também é um fim. Ôô, quem dança no fio da lâmina fria? São almas desfiadas na melodia, O palco é um espelho, o show nunca para, E a vida? Só uma luva de cara pintada! O equilibrista bebe o vinho da vertigem, Enquanto o domador dorme com seus leões de estimação, A bailarina gira num compasso de eternidade, Seu tutu é feito de tinta e saudade. E o coringa, ah, o coringa! Faz piada da própria sina, Entre cartas marcadas e risadas falsas, Ele é rei, é peão, é a própria casa. Ôô, quem dança no fio da lâmina fria? São almas desfiadas na melodia, O palco é um espelho, o show nunca para, E a vida? Só uma luva de cara pintada! Quando as luzes se apagam e o pó vira poema, Restam os versos, o eco de uma arena, E quem ouvir seu próprio riso no escuro, Saberá que o truque sempre foi o mundo, puro.

Vai... Se você for que vá de inteiro Não deixe a metade na minha mão
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Vai... Se você for que vá de inteiro Não deixe a metade na minha mão Não leve os gritos e os exageros Leva só o que ainda tem razão Não fuja de mim, não fuja de você Vai que se encontra no meio do mato Vai que se cura, vai que se vê Vai que descobre o amor no exato Porque amor que sufoca não é amor É um espelho quebrado, é um favor E eu não vou mais mendigar atenção Eu quero paz no meu coração Vai, vai, vai do teu jeito, do teu tempo Vai, mas não finge que não dói nem que nunca mais Vai, mas se um dia voltar, que volte em paz Não com culpa nem com tanto faz Mas com alma limpa e olhos iguais Não quero te ver tentando esquecer O que o coração nunca esqueceu Você me ama, eu sei, sem querer Mas o que dói em ti não é mais meu Você tentou me ferir com silêncio Mas meu silêncio virou oração Você gritou pra chamar atenção E eu respondi com evolução Porque quem se conhece sabe parar De repetir o que só faz sangrar Eu escolhi não sangrar por nós Escolhi crescer com minha própria voz Vai, vai, vai do teu jeito, do teu tempo Vai, mas não finge que não dói nem que nunca mais Vai, mas se um dia voltar, que volte em paz Não com culpa nem com tanto faz Mas com alma limpa e olhos iguais Vai curar tua criança ferida Vai dizer pra ela que tá tudo bem Vai entender que o amor não é prisão Nem um jogo que alguém perde ou tem E se no meio do caminho você lembrar do meu carinho Que isso seja só farol e não mais o teu ninho Vai, mas leva contigo o que aprendeu Que o amor só é real quando a livre é teu Vai, e se a vida quiser que a gente se reencontre um dia Que seja leve