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Frase de Zaylê

⁠Equilibrista de Mim Eu visto a pele da metamorfose, Desfaço as tramas, refaço o meu cais. Num gesto breve, dissolvo as hipnoses, Sou cais de vento, sou riso fugaz. Nos bolsos trago um punhado de estrelas, E versos soltos, de cor e cetim. Se o mundo pesa, eu aprendo a vencê-las, Com asas feitas de sonho e de fim. Vem, me acompanha no passo da sorte, Que a vida é ciranda de se reinventar. Se a dor me visita, eu danço mais forte, Pra sombra entender que não vai me parar. Tecendo rimas de pólen e aurora, Transcendo os mapas que o medo traçou. Se o peito sangra, eu canto sem demora, Que até ferida se faz flor, se eu sou. Na corda bamba da minha esperança, Equilibrista de mim, sem final. Entre o abismo e o sopro da criança, Eu me refaço de forma vital. Se for pra cair, que seja em poesia, Se for pra sumir, que eu suma em canção. O riso é remendo, é luz, é magia, Que costura o mundo na palma da mão. Vem, me acompanha no passo da sorte, Que a vida é ciranda de se reinventar. Se a dor me visita, eu danço mais forte, Pra sombra entender que não vai me parar.

Zaylê

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Pensador.com

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Outras frases de Zaylê

Despertar da Almas Despertei no suspiro do tempo, No silêncio que dança no vento.
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Despertar da Almas Despertei no suspiro do tempo, No silêncio que dança no vento. A razão se calou num momento, E o amor se fez meu fundamento. Vi verdades guardadas na pele, Como cartas que a vida revela. Cada lágrima antiga é pincel, Desenhando a alma mais bela. É no caos que a alma acorda, Feito flor que rompe a borda. Não se ensina, não se força, Ela vem, quando a dor se entorta. Despertar é renascer do nada, Com o peito em paz e a mente alada. Já fui sombra, já fui tempestade, Hoje abraço a minha verdade. Caminhando com leve vontade, Sou poema em plena liberdade. As correntes viraram canções, Os espinhos, sutis orações. Cada queda, um degrau no caminho, Cada dor, um abraço sozinho. É no caos que a alma acorda, Feito flor que rompe a borda. Não se ensina, não se força, Ela vem, quando a dor se entorta. Despertar é renascer do nada, Com o peito em paz e a mente alada. E o que era peso virou asa, E o que era chaga virou brasa. O que era medo, agora é dança, No compasso da esperança. É no caos que a alma acorda... Despertar... é luz que transborda.

O Circo das Almas Desfiadas Entre cortinas de sonhos rasgados, Dançam palhaços, desalmados,
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O Circo das Almas Desfiadas Entre cortinas de sonhos rasgados, Dançam palhaços, desalmados, Com lágrimas de prata e pés no abismo, Cada passo é um cisma, um paradoxo no ritmo. O trapezista voa e se esquece do chão, Enquanto a plateia aplaude a sua própria ilusão, E o mágico, velho e sábio, só ri, Porque sabe que a fuga também é um fim. Ôô, quem dança no fio da lâmina fria? São almas desfiadas na melodia, O palco é um espelho, o show nunca para, E a vida? Só uma luva de cara pintada! O equilibrista bebe o vinho da vertigem, Enquanto o domador dorme com seus leões de estimação, A bailarina gira num compasso de eternidade, Seu tutu é feito de tinta e saudade. E o coringa, ah, o coringa! Faz piada da própria sina, Entre cartas marcadas e risadas falsas, Ele é rei, é peão, é a própria casa. Ôô, quem dança no fio da lâmina fria? São almas desfiadas na melodia, O palco é um espelho, o show nunca para, E a vida? Só uma luva de cara pintada! Quando as luzes se apagam e o pó vira poema, Restam os versos, o eco de uma arena, E quem ouvir seu próprio riso no escuro, Saberá que o truque sempre foi o mundo, puro.

Vai... Se você for que vá de inteiro Não deixe a metade na minha mão
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Vai... Se você for que vá de inteiro Não deixe a metade na minha mão Não leve os gritos e os exageros Leva só o que ainda tem razão Não fuja de mim, não fuja de você Vai que se encontra no meio do mato Vai que se cura, vai que se vê Vai que descobre o amor no exato Porque amor que sufoca não é amor É um espelho quebrado, é um favor E eu não vou mais mendigar atenção Eu quero paz no meu coração Vai, vai, vai do teu jeito, do teu tempo Vai, mas não finge que não dói nem que nunca mais Vai, mas se um dia voltar, que volte em paz Não com culpa nem com tanto faz Mas com alma limpa e olhos iguais Não quero te ver tentando esquecer O que o coração nunca esqueceu Você me ama, eu sei, sem querer Mas o que dói em ti não é mais meu Você tentou me ferir com silêncio Mas meu silêncio virou oração Você gritou pra chamar atenção E eu respondi com evolução Porque quem se conhece sabe parar De repetir o que só faz sangrar Eu escolhi não sangrar por nós Escolhi crescer com minha própria voz Vai, vai, vai do teu jeito, do teu tempo Vai, mas não finge que não dói nem que nunca mais Vai, mas se um dia voltar, que volte em paz Não com culpa nem com tanto faz Mas com alma limpa e olhos iguais Vai curar tua criança ferida Vai dizer pra ela que tá tudo bem Vai entender que o amor não é prisão Nem um jogo que alguém perde ou tem E se no meio do caminho você lembrar do meu carinho Que isso seja só farol e não mais o teu ninho Vai, mas leva contigo o que aprendeu Que o amor só é real quando a livre é teu Vai, e se a vida quiser que a gente se reencontre um dia Que seja leve

Trapézio No palco vazio da minha memória um sopro acendeu teu nome no ar
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Trapézio No palco vazio da minha memória um sopro acendeu teu nome no ar era só ensaio, mas virou história um tropeço da alma querendo cantar. Te mandei um áudio, foi quase oração, palavras nuas, sem máscaras, sem véu, teu silêncio virou multidão meu peito virou carrossel. E eu danço sozinha no circo da vida, meu coração é trapézio sem rede. Se não me seguras, não é despedida, é voo de quem já não teme a queda. Tua resposta foi espelho quebrado, metade verdade, metade invenção, um truque barato de ator ensaiado pra esconder do público a contradição. Mas eu não sou plateia perdida, nem boneca esperando aplauso. Eu sou corda bamba erguida, sou estrela cadente que risca o espaço. E eu danço sozinha no circo da vida, meu coração é trapézio sem rede. Se não me seguras, não é despedida, é voo de quem já não teme a queda. Entre palhaços, luzes e cortinas, aprendi que a solidão é camarim. E quem não sabe ler suas próprias linhas não pode escrever um final em mim. Hoje desamarro as fitas do destino, não carrego amarras, nem cordéis. Se um dia tua alma buscar o caminho, vai me encontrar voando em outros papéis.