É doce o sabor da vingança Da traição, o direito de herança Vou juntar ódio à brandura,
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É doce o sabor da vingança Da traição, o direito de herança Vou juntar ódio à brandura, Controlando a minha loucura Te farei dançar minha dança.
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É doce o sabor da vingança Da traição, o direito de herança Vou juntar ódio à brandura,
É doce o sabor da vingança Da traição, o direito de herança Vou juntar ódio à brandura, Controlando a minha loucura Te farei dançar minha dança.
Pobre Dilma, seu velho trem saiu dos trilhos. Lá fora, é mãe que não educou os filhos.
(...) Enquanto o que é bom já envelhece, O novo se torna irracional,
(...) Enquanto o que é bom já envelhece, O novo se torna irracional, Pois hoje, tecnologia emburrece.
Medo atrasa, faz o dia mais azedo, Coloca a vida diante de um juiz Pra ser julgada, por nada, e tão cedo...
(...)Só sei que amor a gente não implora Amor é certeza, não existe um “talvez” Não se coloca um coração em penhora.
(...)Só sei que amor a gente não implora Amor é certeza, não existe um “talvez” Não se coloca um coração em penhora. Para este amor eu farei um funeral Se foi mesmo amor, doeu de uma vez Não creio em amor unilateral.
Quem é que viaja sem ter um destino? Ou se perde ou no caminho desiste, Mas não se sustenta tal desatino.
DIAS ASSIM... Vontade de qualquer coisa, De fugir sem levar nada,
DIAS ASSIM... Vontade de qualquer coisa, De fugir sem levar nada, De chorar e dar risada Sem precisar de motivo Ou de qualquer incentivo… Vontade de não sair, Desligar o som de fora Esquecer que corre a hora Mergulhar só no meu mundo, Me entender por um segundo… Vontade de ficar só, Conversar com meu espelho, Suplicar-lhe um conselho Pra depois fazer o oposto E deixar o erro exposto. Mas em quê fico à vontade? Tem dias que são assim, Uma lacuna sem fim, Uma saudade que vem E nem se sabe de quem…
O QUE NINGUÉM VÊ Vendo as horas no pulso, no qual pulsa a batida da vida presa ao peito,
O QUE NINGUÉM VÊ Vendo as horas no pulso, no qual pulsa a batida da vida presa ao peito, ninguém vê como o fútil é aceito, como tratam a alma com repulsa… E se brilha, no céu, a estrela avulsa, ocupados estão com qualquer feito para ver como o simples é perfeito, já que a vida, tão breve, está convulsa. A mim basta viver sempre à mercê destas regras que dita a sociedade… Quero a vida com mais serenidade! Porque o dia que vai ninguém revê e a estrela no céu, que ninguém vê, se cair… Ah! Destrói qualquer cidade!
SE… Se fosse a vida toda reescrita e o tempo fosse pássaro enjaulado,
SE… Se fosse a vida toda reescrita e o tempo fosse pássaro enjaulado, talvez houvesse mais amor guardado e eu não seria esta parasita… Se eu fosse o quanto pensa, tão bonita, de peito aberto, olhar apaixonado, teria do rancor me libertado e minha paz seria infinita… E se, talvez, a noite fosse dia e o vento me levasse a agonia que sinto sem, sequer, saber por que, quem sabe, em seu abraço eu estaria? Talvez, amor, se não houvesse o “se”, eu me apaixonaria por você.
DROGA MORTAL Mas que droga foi esta que provei? Vem tirando-me o sono… Oh, meu Deus!
DROGA MORTAL Mas que droga foi esta que provei? Vem tirando-me o sono… Oh, meu Deus! Espalhei por teus mundos os meus “eus” mas de mim, quase nada é que sei… Uma flor com espinhos eu plantei, colhi sonhos que nunca foram meus… Assim, eles se foram: sem adeus, e mais só do que antes eu fiquei. Esta droga do amor é mui potente, pois tocar as estrelas sou capaz, mesmo sendo tal força tão fugaz… E se fico por vezes mais contente, eis que vem a tristeza de repente; desde quando provei não tenho paz…
Amo contemplar estrelas, estão lá, sempre brilhando… Mas eu sempre labutando,
Amo contemplar estrelas, estão lá, sempre brilhando… Mas eu sempre labutando, quase nunca posso vê-las.
CONFESSO QUE AINDA ESPERO… Algum cavaleiro armado… Sim, um príncipe encantado
CONFESSO QUE AINDA ESPERO… Algum cavaleiro armado… Sim, um príncipe encantado montado num alazão, que me desperte o desejo, me ressuscite num beijo… Me leve desta prisão! Mas “para sempre feliz”, do jeito que eu sempre quis, é na verdade ilusão. Amor pra mim é um mito, em nada disso acredito… E me devora o dragão!
SONETO AO MEU PAI DIA DOS PAIS Pai, eu sei que cresci... O tempo passa;
SONETO AO MEU PAI DIA DOS PAIS Pai, eu sei que cresci... O tempo passa; corre rápido o rio dessa vida! Eu bem sei quão sofrida foi a lida que você venceu, sim, com tanta raça! Também sei quão difícil foi a caça, com suor toda a vida construída... Mas eu sou muito mais agradecida por mostrar-me o caminho, pai, da graça. Sim, me fez da verdade tão ciente que hoje vejo esse mundo e me comovo com o que não mais vê todo esse povo... Agradeço e confesso, tão carente, que desejo que volte essa corrente pra caber no seu colo, pai, de novo...
Mundo Cego O tempo arrasta o mundo, Qual um trem desgovernado
Mundo Cego O tempo arrasta o mundo, Qual um trem desgovernado Vai sem rumo, moribundo, Leva o homem flagelado Pro buraco que é sem fundo. Já não pensa toda a gente Que só de futilidades Vem alimentando a mente: Não enxergam mais as grades Por viver tão livremente. São sutis, subliminares, As mensagens das novelas E as músicas populares, Que nem são assim tão belas Mas enganam, sim, milhares. É materialista a era, Este tempo que é moderno, Onde muito se venera O que pinta bem o inferno… E onde Deus é só quimera.