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Frase de Verônica Miyake

DROGA MORTAL Mas que droga foi esta que provei? Vem tirando-me o sono… Oh, meu Deus! Espalhei por teus mundos os meus “eus” mas de mim, quase nada é que sei… Uma flor com espinhos eu plantei, colhi sonhos que nunca foram meus… Assim, eles se foram: sem adeus, e mais só do que antes eu fiquei. Esta droga do amor é mui potente, pois tocar as estrelas sou capaz, mesmo sendo tal força tão fugaz… E se fico por vezes mais contente, eis que vem a tristeza de repente; desde quando provei não tenho paz…

Verônica Miyake

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Pensador.com

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TROCANDO OLHARES Meus olhos te olharam Sorriram, brilharam,
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TROCANDO OLHARES Meus olhos te olharam Sorriram, brilharam, Brincaram de ver Além das imagens Que pintam teu ser... Melhor sem falar: Palavras no ar São folhas ao vento, Do galho desprendem Sem cor nem alento. As falas não cabem Se os olhos já sabem. Assim, só te viram Guardaram teu rosto E se despediram.

*** DESGASTE *** As coisas mais bonitas foram ditas Na paz e na leveza d’um começo…
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*** DESGASTE *** As coisas mais bonitas foram ditas Na paz e na leveza d’um começo… Por que vivemos hoje sem apreço, Nas horas que não mais são infinitas? Nenhum poema mais tu me recitas Pudera, se anoiteces, amanheço… Quem sabe seja este nosso preço, Pelas palavras, hoje, tão restritas? Eu só vi cinzas quando amanheceu, O mesmo sol, sem ter qualquer valor, Teus passos com os meus, aonde for… Do que será que a gente se esqueceu? Não bastou ser eu tua e seres meu… Não foi regada a flor, que é o amor.

PALAVRAS Elas se perdem no ar, Evaporam-se no espaço,
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PALAVRAS Elas se perdem no ar, Evaporam-se no espaço, E tendo ouvidos de aço, Podem p'ra sempre ecoar... Não voltam, isso é certo, Mas têm tamanho poder De fazer ou desfazer, Afastar ou trazer perto. E há quem as faz refém Fazendo tudo promessa, Também quem as arremessa Feito pedras, contra alguém. E não se pode guardá-las Porque quem fala se esquece, Nem todo querer é prece. Talvez por isso, te calas...

PEDRA Pelos dias que passaram, Pelos que passam em vão,
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PEDRA Pelos dias que passaram, Pelos que passam em vão, Pelas pessoas que ficam, Por aquelas que se vão, Pelo tempo que voou Entre os dedos destas mãos, Pelo que me magoou, Pela vida, pelos “nãos”, Pelos sonhos destruídos, Pelos que nem asas têm… Pela voz, pelos ruídos, Pela fé que me mantém, Os segundos se demoram E o choro já não vem… Bem sei que pedras não choram. Inda quero florescer Numa outra estação… Deus, não deixe endurecer O meu frágil coração!