Saudade é um passado inquieto que insiste que seu lugar não é lá...
Frases de Verônica Miyake
62 frases
Não quero ser igual a toda a gente Eu gosto de andar na contramão Me diz mais um silêncio eloquente
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Não quero ser igual a toda a gente Eu gosto de andar na contramão Me diz mais um silêncio eloquente Do que as vozes de toda a multidão.
AZAR Ainda que ter saúde me conforte, Pouca coisa eu teria como azar.
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AZAR Ainda que ter saúde me conforte, Pouca coisa eu teria como azar. Não me seria azar estar com a morte, Pois muita dor poderia amenizar... Mas muito considero como sorte, Como ter boa educação, um lar, Estrutura, dignidade e suporte... Qualquer muro onde eu possa escalar. Pois se fala em lutar pela vida, Mas isso é a mentira mais vil: Com que arma o pobre enfrenta a lida? Esta pátria não é assim tão gentil Para quem já tem a luta perdida: Azar é nascer pobre - e no Brasil!
SONETO DE UM AMOR PROIBIDO Eis que não posso estar longe de ti Tu que tocaste tão fundo minh’alma
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SONETO DE UM AMOR PROIBIDO Eis que não posso estar longe de ti Tu que tocaste tão fundo minh’alma Quando te vi tanta dor pressenti... Fui qual cigana lendo minha palma. Eis que todos os erros repeti E nas noites já não encontro a calma Pois teu toque (proibido) consenti E só ele, agora, é que me acalma Oh, meu doce amor, como me invades Só teu é agora o meu pensamento E só por ti choro todas as tardes Pararia o mundo por um momento Mas basta, amor, apenas que me guardes E serei eu (prometo) o teu alento.
Longa noite, quantas horas nos furta... Muito pesar p'ra uma vida curta!
Que me importa as coisas já perdidas? Eu tenho todo um mundo à frente, Eu tenho marcas, e tantas feridas,
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Que me importa as coisas já perdidas? Eu tenho todo um mundo à frente, Eu tenho marcas, e tantas feridas, Que para mim, me são o suficiente.
Sombras projetadas ao fim do dia (Pelo sol que novamente se vai) Devoram as luzes com covardia,
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Sombras projetadas ao fim do dia (Pelo sol que novamente se vai) Devoram as luzes com covardia, Aos poucos, e enquanto a noite cai. No fim não há sombra... Ou tudo é sombra.
Solidão não é a falta de alguém, mas um sofrimento que da tristeza vai além... É ter um buraco sem fundo no coração, é estar em um deserto no meio da multidão.
Que me traga coisas boas este vento Viajante pelas florestas e mares, Que leve para longe este tormento
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Que me traga coisas boas este vento Viajante pelas florestas e mares, Que leve para longe este tormento E disperse meus medos pelos ares. Pois só com este toque me contento Já que os desalentos são milhares Enquanto mundos novos eu invento Procuro neste mundo outros lugares. Sou árvore secando sobre a neve Que sopre as estruturas, me balance E folhas novas nascerão em breve. Mas se não resistir nosso romance Eu peço que este vento, então, me leve Para onde a tristeza não me alcance.
Do velho ao novo, a noite é a ponte, No amanhecer que se faz recomeço Novas águas jorram da mesma fonte.
P’ra saudade não foi feita a cura Nem se cura dor a toda hora Mas a dor pra sempre não perdura
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P’ra saudade não foi feita a cura Nem se cura dor a toda hora Mas a dor pra sempre não perdura Mas dorme quando surge a aurora Há sol atrás da nuvem escura
Lindo cãozinho de raça Quase um vegetariano Não necessita de caça
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Lindo cãozinho de raça Quase um vegetariano Não necessita de caça Nem para a vida faz plano. Toma muitos banhos no ano Também não conhece ameaça. Lindo cãozinho de raça Quase um vegetariano Um homem dorme na praça Coberto num sujo pano Só sua fome é de graça… Feliz por não ser humano, Lindo cãozinho de raça!
Queres ser feliz? Ouça o conselho: Cuida-te, não caias nas próprias teias Pois a tua vida é de ti, o espelho.
(...) Ah, se não fosse a divina promessa De uma nova terra, uma nova vida
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(...) Ah, se não fosse a divina promessa De uma nova terra, uma nova vida Perfeita, justa e diferente dessa… Porque se não fosse esta segurança, Certamente valeria mais a partida Do que esta vil, cruel e penosa lida!
Oh, morte, em mistério és temida, Te chamam de viagem, sono e descanso Mas já te chamaram de solução.
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Oh, morte, em mistério és temida, Te chamam de viagem, sono e descanso Mas já te chamaram de solução. Desconheces justiça, és bandida, Deixas o violento e levas o manso Não vês nem dinheiro e nem coração.
QUANDO VOCÊ ME TRAIU... Saiu uma lágrima só destes olhos, Rolou, caiu e secou no meu chão.
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QUANDO VOCÊ ME TRAIU... Saiu uma lágrima só destes olhos, Rolou, caiu e secou no meu chão. E foi a última que lhe pertenceu.
O mal do ser humano é atribuir a felicidade a um desejo/sonho específico, exemplo: sucesso no amor, um bom emprego, uma casa, um carro e/ou realização profissional. A felicidade não está nestas coisas, mas na capacidade espiritual de saber viver sem elas!
(...) As palavras que tu agora manténs São tão passíveis de arrependimentos
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(...) As palavras que tu agora manténs São tão passíveis de arrependimentos Que para ter-me, as fizeste reféns.
Jamais encontrará o amor guarida No coração onde o ódio faz morada.
O que esperar de um ser humano? É ele capaz de trair seu Criador, E seguir só em seu próprio engano...
Quão triste é este fim de tarde, Pessoas cansadas, pelas calçadas, Perderam o sol, ganharam o dia...
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Quão triste é este fim de tarde, Pessoas cansadas, pelas calçadas, Perderam o sol, ganharam o dia... O pôr-do-sol não há quem retarde E nem voltam as horas passadas, Trocadas por pão e moradia... Nem o álcool e nem a nicotina Mata mais gente do que a rotina.
O arrependimento é o mais duro sentimento, Já que muitas coisas podem ser contornadas, Algumas até podem ser consertadas, talvez…
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O arrependimento é o mais duro sentimento, Já que muitas coisas podem ser contornadas, Algumas até podem ser consertadas, talvez… Mas jamais o feito poderá ser desfeito.
Quis ficar longe, tão distante e só, Como a águia no céu, que voa sozinha Bem sei que no fim retornarei ao pó,
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Quis ficar longe, tão distante e só, Como a águia no céu, que voa sozinha Bem sei que no fim retornarei ao pó, Não verei o verão, e nenhuma andorinha. Suporto a dor como me ensinou Jó Perde-se tão somente, o que se tinha, Pobre de quem de si mesmo tem dó Se faz tão inútil quanto erva daninha. Então fico a sós com o céu e a lua Diante de tanta beleza me calo; Brilha a lua que é minha, que é tua... Eu ficarei aqui, até que cante o galo. O rico compra a casa, ou mesmo a rua Mas o céu, ninguém poderá comprá-lo.
Com as perdas eu sigo a viagem Já não queima o fogo em que ardi Eram elas, excesso de bagagem.