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Frases de Urbano Sertão

7 frases

A colheita Quebra talo Mete a foice
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A colheita Quebra talo Mete a foice Dá-lhe enxada Ajunta monte Tora vara O dia foi-se Traz mais água Lá da fonte Sacoleja A arupemba Bota força No facão Amarra fardo Que a gibeira Tá munida De cordão Arupemba - é um tipo de peneira Gibeira - gibão, uma indumentária utilizada pelos vaqueiros nordestinos

Homi , cabra seu minino Rapaiz dexe de besteira Num permita a moça ir imbora
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Homi , cabra seu minino Rapaiz dexe de besteira Num permita a moça ir imbora Que nem carne e macaxeira Essa coisa de orgulho De mostrar que não se importa Pode acabá te fazendo Batê com a cara na porta Ela tá é te querendo Tú viu aquele sorriso? Se isso num bulí contigo Outro cabra pode achar A porta do paraíso Homi, a moça é jeitosinha E vocês já cunversaram Dexe di enrolação Peça logo a sua mão E se acerte com o vigário. Urbano Sertão

Eu chamei Zilda Maria Pra ir comigo outro dia Um baião de dois comer
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Eu chamei Zilda Maria Pra ir comigo outro dia Um baião de dois comer Ela respondeu sem gosto Eu iria mês de agosto Mas eu tenho o que fazer Zilda é um caso sem jeito Me aceita e dá respeito Mas não entrega o coração Mais um dia eu me arrinégo Meu amor por ela eu nego E busco outra do sertão Agora é fim de semana Tô sozinho e com grana Vou sair pra paquerar Embora contrariado Já tava todo arrumado Quando toca o celular Meu coração disparou Fui reparar quem chamou Era ela me ligando Agora tá garantido Sou um cabra prevenido Eu já tava te esperando!

No raiar da alvorada no começo do roçado Quando canta o zabelê tendo o dia começado Me levantando da rede peço pra o nosso Senhor
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No raiar da alvorada no começo do roçado Quando canta o zabelê tendo o dia começado Me levantando da rede peço pra o nosso Senhor Um dia de esperança na luta do sofredor No sertão de terra seca tudo tem sua beleza O valente pode ver mesmo não tendo certeza Botar sentido na vida com o pouco que Deus dá E lutar por quem precisa até a chuva voltar

QUATRO TIPOS DE CABRA O fraco fica na escora Pensando que não tem jeito
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QUATRO TIPOS DE CABRA O fraco fica na escora Pensando que não tem jeito Pois não quer meter o peito Nem fazer uso da espora Parte do dia se escora Fugindo da lida sua Da verdade nua e crua Que ninguém vem lhe ajudar Ele que vá encarar Botar a cara na rua O covarde se espreme Fugindo do que não viu Se nada lhe atingiu Vai vazando que nem creme Até os joelhos treme Verga que nem vara verde A toda hora tem sede Porque lhe seca a garganta A acanhação é tanta Que já se deita na rede O astuto antecede Procurando não errar A ninguém quer aperrear Fala que nada o sucede Ao desatento precede Porque ninguém lhe engana Assovia e chupa cana Mata a cobra e mostra o pau Assume o leme da nau Mostra a todos que é bacana O valente quer vitória Porque nada o detém Sua bravura o mantém Não dá a mão a palmatória Tem força, mas tem memória Lembra-se de quem caiu A desilusão não viu Porque luta pela vida Não se escora na lida E atrás do que é seu partiu.

⁠DE OUTRORA Quando a máquina viaja Trago na minha lembrança
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⁠DE OUTRORA Quando a máquina viaja Trago na minha lembrança Os tempos que se passaram Retratos da minha infância Começo da minha vida Lampejos de uma criança Nas terras do meu sertão Na bandas de onde vivia O grande pé de imbú Que no terreiro se erguia E o roçado de meu pai Que me trazia alegria Já na vila, povoado Com pracinha e zabumbeiro Que acompanhava os pifes Quando surgia o luzeiro Alegrando os sertanejos Daquele sertão inteiro Agora, tempos passados Do sertão me afastei Nova cidade, outro estado Na vida continuei Mas eu me sinto caboclo Na raiz eu não mudei.

⁠ Idealismo Num dia discreto, pensando comigo Na grandeza forte de um mundo corrente
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⁠ Idealismo Num dia discreto, pensando comigo Na grandeza forte de um mundo corrente Em que o saber parece vigente No pequeno brilho de um olhar amigo Nessa ansiedade não sei se consigo Distinguir o bem do mal disfarçado Às vezes se sente que tá tudo errado Mas a nossa sorte em nada acredita Pois a nobre vida pode ser bonita Quando se dedica o amor esperado.