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Frase de Urbano Sertão

No raiar da alvorada no começo do roçado Quando canta o zabelê tendo o dia começado Me levantando da rede peço pra o nosso Senhor Um dia de esperança na luta do sofredor No sertão de terra seca tudo tem sua beleza O valente pode ver mesmo não tendo certeza Botar sentido na vida com o pouco que Deus dá E lutar por quem precisa até a chuva voltar

Urbano Sertão

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Pensador.com

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Outras frases de Urbano Sertão

A colheita Quebra talo Mete a foice
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A colheita Quebra talo Mete a foice Dá-lhe enxada Ajunta monte Tora vara O dia foi-se Traz mais água Lá da fonte Sacoleja A arupemba Bota força No facão Amarra fardo Que a gibeira Tá munida De cordão Arupemba - é um tipo de peneira Gibeira - gibão, uma indumentária utilizada pelos vaqueiros nordestinos

Eu chamei Zilda Maria Pra ir comigo outro dia Um baião de dois comer
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Eu chamei Zilda Maria Pra ir comigo outro dia Um baião de dois comer Ela respondeu sem gosto Eu iria mês de agosto Mas eu tenho o que fazer Zilda é um caso sem jeito Me aceita e dá respeito Mas não entrega o coração Mais um dia eu me arrinégo Meu amor por ela eu nego E busco outra do sertão Agora é fim de semana Tô sozinho e com grana Vou sair pra paquerar Embora contrariado Já tava todo arrumado Quando toca o celular Meu coração disparou Fui reparar quem chamou Era ela me ligando Agora tá garantido Sou um cabra prevenido Eu já tava te esperando!

Homi , cabra seu minino Rapaiz dexe de besteira Num permita a moça ir imbora
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Homi , cabra seu minino Rapaiz dexe de besteira Num permita a moça ir imbora Que nem carne e macaxeira Essa coisa de orgulho De mostrar que não se importa Pode acabá te fazendo Batê com a cara na porta Ela tá é te querendo Tú viu aquele sorriso? Se isso num bulí contigo Outro cabra pode achar A porta do paraíso Homi, a moça é jeitosinha E vocês já cunversaram Dexe di enrolação Peça logo a sua mão E se acerte com o vigário. Urbano Sertão

QUATRO TIPOS DE CABRA O fraco fica na escora Pensando que não tem jeito
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QUATRO TIPOS DE CABRA O fraco fica na escora Pensando que não tem jeito Pois não quer meter o peito Nem fazer uso da espora Parte do dia se escora Fugindo da lida sua Da verdade nua e crua Que ninguém vem lhe ajudar Ele que vá encarar Botar a cara na rua O covarde se espreme Fugindo do que não viu Se nada lhe atingiu Vai vazando que nem creme Até os joelhos treme Verga que nem vara verde A toda hora tem sede Porque lhe seca a garganta A acanhação é tanta Que já se deita na rede O astuto antecede Procurando não errar A ninguém quer aperrear Fala que nada o sucede Ao desatento precede Porque ninguém lhe engana Assovia e chupa cana Mata a cobra e mostra o pau Assume o leme da nau Mostra a todos que é bacana O valente quer vitória Porque nada o detém Sua bravura o mantém Não dá a mão a palmatória Tem força, mas tem memória Lembra-se de quem caiu A desilusão não viu Porque luta pela vida Não se escora na lida E atrás do que é seu partiu.