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Frase de Urbano Sertão

⁠DE OUTRORA Quando a máquina viaja Trago na minha lembrança Os tempos que se passaram Retratos da minha infância Começo da minha vida Lampejos de uma criança Nas terras do meu sertão Na bandas de onde vivia O grande pé de imbú Que no terreiro se erguia E o roçado de meu pai Que me trazia alegria Já na vila, povoado Com pracinha e zabumbeiro Que acompanhava os pifes Quando surgia o luzeiro Alegrando os sertanejos Daquele sertão inteiro Agora, tempos passados Do sertão me afastei Nova cidade, outro estado Na vida continuei Mas eu me sinto caboclo Na raiz eu não mudei.

Urbano Sertão

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Pensador.com

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Outras frases de Urbano Sertão

A colheita Quebra talo Mete a foice
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A colheita Quebra talo Mete a foice Dá-lhe enxada Ajunta monte Tora vara O dia foi-se Traz mais água Lá da fonte Sacoleja A arupemba Bota força No facão Amarra fardo Que a gibeira Tá munida De cordão Arupemba - é um tipo de peneira Gibeira - gibão, uma indumentária utilizada pelos vaqueiros nordestinos

Eu chamei Zilda Maria Pra ir comigo outro dia Um baião de dois comer
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Eu chamei Zilda Maria Pra ir comigo outro dia Um baião de dois comer Ela respondeu sem gosto Eu iria mês de agosto Mas eu tenho o que fazer Zilda é um caso sem jeito Me aceita e dá respeito Mas não entrega o coração Mais um dia eu me arrinégo Meu amor por ela eu nego E busco outra do sertão Agora é fim de semana Tô sozinho e com grana Vou sair pra paquerar Embora contrariado Já tava todo arrumado Quando toca o celular Meu coração disparou Fui reparar quem chamou Era ela me ligando Agora tá garantido Sou um cabra prevenido Eu já tava te esperando!

Homi , cabra seu minino Rapaiz dexe de besteira Num permita a moça ir imbora
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Homi , cabra seu minino Rapaiz dexe de besteira Num permita a moça ir imbora Que nem carne e macaxeira Essa coisa de orgulho De mostrar que não se importa Pode acabá te fazendo Batê com a cara na porta Ela tá é te querendo Tú viu aquele sorriso? Se isso num bulí contigo Outro cabra pode achar A porta do paraíso Homi, a moça é jeitosinha E vocês já cunversaram Dexe di enrolação Peça logo a sua mão E se acerte com o vigário. Urbano Sertão

No raiar da alvorada no começo do roçado Quando canta o zabelê tendo o dia começado Me levantando da rede peço pra o nosso Senhor
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No raiar da alvorada no começo do roçado Quando canta o zabelê tendo o dia começado Me levantando da rede peço pra o nosso Senhor Um dia de esperança na luta do sofredor No sertão de terra seca tudo tem sua beleza O valente pode ver mesmo não tendo certeza Botar sentido na vida com o pouco que Deus dá E lutar por quem precisa até a chuva voltar