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Frases de Tiago landeira

183 frases

Sentir suficiente Quando queira ser ilusão
Em seis horas O peso dos ombros, a coluna ereta Riso, óculos e chapéu
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Em seis horas O peso dos ombros, a coluna ereta Riso, óculos e chapéu Combinados e prontos pra sair A identidade pintada para poder pisar a calçada e cuspir na rua Até terminei de escrever as falas Mas eram tristes para o dia de hoje que enchi a cabeça de cores Ausentando-me do sopro frágil do suspiro Ausentando-me da saudade da presença Enxergando nas mãos o interior Revolvo os motivos Os utensílios, os vícios Ressignificando o que me toca com ou sem dor A estação é a mesma, ainda não passou.

Tuas partes Quero a saudade. É ela a tua impressão em mim de novo.
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Tuas partes Quero a saudade. É ela a tua impressão em mim de novo. E sinto sozinho, as mágoas que trazem tuas outras partes. São mágoas e as quero pra mim, mesmo sem minhas lágrimas assistidas por você. São tuas partes e mesmo sem cheiro quero sim. Como a lembrança que te traz ao dia de tua chegada. Onde não era o lugar e nem o tempo que me dizia tua escolha.

Motivos Parto do ponto que preciso então Nem mar
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Motivos Parto do ponto que preciso então Nem mar Nem barulho de chuva Nem toque Só corpo, alma e vontades até não escolhidas Luz existindo em meus olhos fechados Só o caminho Não sei do que faz ser humano Nem do que faz ser triste Os motivos são valores exclusivos em toda natureza Apenas são inteiros e vão cabendo e sobrando Até o momento que anseio... Que creio Entre flores desabrochando e pétalas caindo

Que ave também não para de voar? Que eu? Verdade.
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Que ave também não para de voar? Que eu? Verdade. Açoites à ilusão. O ronco dos sintomas. Liberdade, Eternidade alcançada. Os pensamentos se guiam sempre solitários. Não perduram até importar. Em voltas e voltas. Reverência, sabedoria e o silêncio, Então a voz do tempo. O momento reverte, envolve e se apaga.

A cortina Quero a cortina dos meus olhos O centro de ser livre
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A cortina Quero a cortina dos meus olhos O centro de ser livre Palco escuro O meu lugar mais bem vindo Grito dentro da dor A causa, a língua Afora me trai a luz Viola os meus argumentos E correm de medo os conselhos soltos em multidão Querem ser verdade; algum propósito Se proteger em quem lhes caiba Se anular nas chances imperdíveis Mas aqui estou mais cedo ainda Detrás das cortinas dos meus olhos Ouvindo toda barulheira alimentando aplausos Em qualidade pobre de almas Gritos violentos fora da dor Risos em falsetes Escândalos sem crise Não sou eu assim Ainda quero estar aqui Venho daqui A arte primeira O meu êxito Não me penso transmitir Hoje ainda quero estar aqui

Inocência Depois de tudo revelado até a saudade se perde Engano e verdade sendo a mesma dentro dele
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Inocência Depois de tudo revelado até a saudade se perde Engano e verdade sendo a mesma dentro dele Ilegítimo por ter se valido como igual Igual antes de traído Aparências camufladas e cúmplices Não lhe interessam os erros depois da escolha feita Depois de descobrir ser a sombra Tendo apontado às costas o canhão de luz E o olho não enxerga atrás Desdobra o lamento de ter todo falso tesouro reluzindo nas mãos Como choro na canção onde entre os dedos estão apenas cordas E se pergunta quantas vezes terá de renascer nesta mesma hora Quando sozinho esteve, cantou e ardeu em paixões de sua parte inteiro Quando inteiro o seu mundo não foi nem metade pra ele

Equívocos Reflexos de onde se espera checar a própria imagem. Vidros, olhos e espelhos d’água.
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Equívocos Reflexos de onde se espera checar a própria imagem. Vidros, olhos e espelhos d’água. Coletivos. Reputação. Em razões consideráveis ou inquestionáveis repercuti um longo caminho até serem estabelecidas. Recebidas apenas pelo que se vê. Na tolerância dos respeitos cegos. Quem as percebe não sabe ao certo se haverá de se repensar, ou se, se descortinarão os acertos.

Independente Passos, fardas e senhas de acesso que cabem na data do dia. Trânsitos independentes.
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Independente Passos, fardas e senhas de acesso que cabem na data do dia. Trânsitos independentes. Pessoas, verbos de ação e ventríloquos. Independentes. E cabe no presente o que passa e o que fica. Como independente cabe a sorte dentro de tardes e noites. Ajustes também são realizações. Independentes. E cabem medidas dentro de qualquer desejo. Como a necessidade não tem fim em se refazer. Como as águas são independentes. Seiva, suor, sede. E no mar cabem destinos. E cabe na lágrima um fim inteiro. Como cabe existir dentro de nada saber.

Sonho aqui Para que sonhos partir, Quando os sonhos estão nas palavras?
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Sonho aqui Para que sonhos partir, Quando os sonhos estão nas palavras? Ao cedo? Ao gosto? A opção? À frente? A referir e sangrar em qualquer parte? Mesmo que vingue? Mesmo que desperte? Até o possível? Até a verdade? Mesmo que se queira sumir? O melhor do mundo é a realidade. Se foi sonho ou se não pensada. O acontecimento. O pulso. A chegada. A volta. Tempo e posição. Ponto cravado. Logo vejo que fico.

O cio Não lembra dia Mas nascem os sons e vem
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O cio Não lembra dia Mas nascem os sons e vem Chegando de longe, flutuando sobre tudo Despertando o espaço, agredindo o interior O frio, o cio altera Transtorna, transvia os lados Corre de medo, de desejo Sangra o chão, de costas expostas Uiva a solidão; olha turvo, rachado Detém de sair e ir. Saga ácida Arrebata voraz a alma do fundo refúgio É grito. Insistência rígida em cega sombra E rasga a noite perdida e armada.

Veias Espanto de acordar Nascimento machucado
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Veias Espanto de acordar Nascimento machucado Arrancado da ilusão Veias encharcadas de vícios O grito inteiro da pele Arrepio riscado nas entranhas A energia nervosa Cacos, talhos Garganta varada em tosses Ranhuras, pontas Lâmina do olhar perfurante Sangue Sangue Sangue Partes e sobras de toda realidade Das mãos secas e do coração Das mãos cheias e do coração