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Frases de Tiago landeira

183 frases

Logo sou Sentir tudo junto. Medo, pavor e o tempo de ser feliz. Logo, tão logo atrás do que esperava.
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Logo sou Sentir tudo junto. Medo, pavor e o tempo de ser feliz. Logo, tão logo atrás do que esperava. Assim mesmo não ter percebido, A causa de o ente ego inflar à majestade de um deus. Quando meu corpo desconhece o seu senhor. Armadilha encontrada e trocas perpétuas. Gritos desconhecidos que chegam em direções. Longe de mim; minha vida que nunca será. Tão alta e distante que daqui nunca saberei também de nós.

Por dois Passar mil passos. Por espaços e ponto. Ponto de encontro distante. Marcado de reencontros.
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Por dois Passar mil passos. Por espaços e ponto. Ponto de encontro distante. Marcado de reencontros. Perto de motivos carentes e outras propostas. Desejos egoístas de feitiços com varinha genuinamente humanos. Chegar. Acontecer. Esquecer. Risco no afeto oferecido. Querer parte e dar parte. Brincadeira e desacordo. Possibilidades em dois lados. Que troca, atribui, atrita. Que parte ceifando algo de energia. A idéia com luz que confunde agora, este instante.

Quisera eu outra tarefa de casa pra completar os afazeres domésticos. Mas entro num túnel mesmo assim pra não ouvir o mundo. Recordo minhas cenas preferidas.
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Quisera eu outra tarefa de casa pra completar os afazeres domésticos. Mas entro num túnel mesmo assim pra não ouvir o mundo. Recordo minhas cenas preferidas. Sou sem beijo e sem voar, mas sempre fumaça. Ou sou eu a partida do trem, ou sou a noite densa em névoa, ou só penso. Enquanto dirijo olho as mãos e as cabeças, e me vejo onde estou. De passagem entre assobios indiferentes. Partindo pra mais tempo. De mais tempo me aguardar. Até o fim quando no olho brilha a luz que chega.

Sem saber Não se sabe da tarde no dia cinzento, e sem precisar saber, pássaros gorjeiam em qualquer tarde.
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Sem saber Não se sabe da tarde no dia cinzento, e sem precisar saber, pássaros gorjeiam em qualquer tarde. Sem precisar saber, a inteligência se inclina à devoção, mesmo quando em sonho, onde se é deus e vontade. Também sem saber, e sem precisar saber, me vejo no teu pensamento preto e branco. Sem precisar saber de tuas importâncias, sou na tua lembrança, o corpo da tua saudade. E sem saber, você é o que diz meu nome. Sem mesmo precisar saber, estou em você todo dia.

Semelhança Mãos e ouvimos. Pés, sorrimos e corremos.
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Semelhança Mãos e ouvimos. Pés, sorrimos e corremos. Por abraços, somos tantos filhos com saudades. Cantamos, acordamos e estamos no alto olhando a imensidão verde cheia de silêncio e repleta de profundidades. Nossa terra, água, fogo, e aves migratórias em curso para outra estação. Vamos essas vontades e não a outro. E algum criador vislumbra enquanto me rebelo por acreditar muito mais em mim do que o consigo imaginar. Me percebe quando me vê tão semelhante a ele. Quando primeiro já existia sem ainda nem saber acreditar.

Seco. Galhos em árvore. Cem goles de cem gafanhotos.
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Seco. Galhos em árvore. Cem goles de cem gafanhotos. Poeira cercando o passo e o assento. Pedregulhos de cobre, prata, ouro e sol. Batido chão, castigo e pausas longas. Silêncio pisado. Desde quando era começo e ainda atrás. Cem mãos, barro e alma. Para trás de um sereno breve sem saudade.

À Kiehr Sem entender a verdade Até aprendido a ser
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À Kiehr Sem entender a verdade Até aprendido a ser Por ter a virtude nas mãos A excelência em mil vidas e nas memórias Suspiros e antigas paixões Em tudo sentir arrebatado pelo belo Do eterno e do primitivo Sem tribos; os arcos seguem como símbolos entre ideias de triunfo. Sem mitos; Tu segues como júbilo entre madres e entre deus.

Deus Tempo ... Deus de tudo invadir.
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Deus Tempo ... Deus de tudo invadir. Seres, cosmos, energias, ventres e qualquer medida desigual. Corta as agilidades do vento, a luz risca e me atravessa reticente. Nunca esteve na alma quando dele também ela saiu. Tempo, tempo... Utopia incompreendida do homem. Sendo a parte do que há e a mesma parte no vazio de sempre.

Retorno De joelhos para a parede; dar em nada. Limite duro de ter de voltar.
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Retorno De joelhos para a parede; dar em nada. Limite duro de ter de voltar. Se encarar por vezes. Retorno para o encontro de si. Quem é o estranho agora? Procuro minhas respostas antigas, que me posicionam de onde vim. Um vazio cheio do que a realidade com o tempo mostrou. Desmistificada a crença, interpretada a natureza, lógicas apanhadas no estalo de um chicote inconsciente, e um caminho lento e sonolento até o quarto escuro de porta entreaberta que nunca vence o longo corredor. Os significados não são palpáveis e, se não os sinto, questiono o valor da vida que me apresentaram aqui. Nem mais triste ou menos satisfeito. E o que tem nisso além de retornos? Ânimos em voltas numa sincronia de revezamento em movimentos de gangorra. Coisas que parecem de nada depender. O espírito pode estar no vento, ou enterrado vivo na própria loucura doentia sem questionar uma ilusão verde, ou o espaço apertado que dura nos vários sonhos de juventude eterna, amor verdadeiro, amizade fraterna, enfim, qualquer verdade que esconda a profundidade do abismo. De joelhos para a parede estão os retornos para outro mais um dia de querer sobreviver. E falam de tudo... Entendem tudo... TUDO! Com tudo os resultados são incógnitas. E se ousar não viver? O que começa partindo do não existir? Em que mãos estamos à deriva? Sigo em retornos o que entendo ser mesmo que sem querer; corpo e tudo o que está escuro neste longo corredor até a porta entreaberta.

Mel no pires São teus olhos e tua boca. Não me lembro de tê-los visto em meus dias de tristeza.
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Mel no pires São teus olhos e tua boca. Não me lembro de tê-los visto em meus dias de tristeza. Agora, mais hoje, te chegas e te olho de novo; sem fugir. Estou aqui, acreditando que tudo é possível. Sendo desafiado por você. Me vendo no seu olho. Há tanto chão entre nós. E uma vez te vejo e não volto. Te desejo um adeus sem pranto. Não quero ver seu sorriso desfeito. Também não o quero guardado em meu bolso. Só preciso saber que ele existe em você. Vagando sem mim nas outras razões da sua vida. (Landeira)

Platônico Desejo não vir a aproximação. Que me liberte a sua presença.
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Platônico Desejo não vir a aproximação. Que me liberte a sua presença. Que me traga de volta a natureza do lugar. Desejo que se percam as brisas muito afora. Que não se apresente seu cheiro. Perfume de saudade. Desejo que não me enxergue os teus olhos. Que outra esperança brilharia nos meus? Desejo que você não aqui do meu lado; para que eu não me reduza em receios. Desejo não me chamar tuas palavras. Que em meu coração tranquei as minhas. Desejo um despertar sem afeto. Inconsciente em te alcançar. E nem mais mudo, ou cego, ou vazio; colher meu desejo, numa porção de fôlego que reste, pra nada mais ter de desejar.