Pular para o conteúdo

Frases de Tiago landeira

183 frases

Solidão. Sentia apenas meu próprio coração, nem o vento ou mesmo a brisa estavam presentes,
Continuar lendo

Solidão. Sentia apenas meu próprio coração, nem o vento ou mesmo a brisa estavam presentes, por isso a sensação de "sufocar". O nada existia, aponto de só se ouvir a voz de Deus meu próprio corpo a única fonte de energia. nem mesmo o vibrar de uma corda no violino nem mesmo o pedal que sustenta o acorde do piano. A música era lembrança.

a linguagem dos pincéis. Uns entendem, outros não. Uns tantos se apaixonam até amar, até pintar!
Continuar lendo

a linguagem dos pincéis. Uns entendem, outros não. Uns tantos se apaixonam até amar, até pintar! Poucos até capturar a sensibilidade do instante, até perder a idéia lógica, até crer no vazio, no inútil... na descrença. Até ultrapassar os limites físicos, até superar o vindouro, até chacoalhar a imaginação do leigo, até se desviar dos reflexos da atenção, até despir o ego e gotejar sobre a tela o amor. O ódio. Coagula a tinta e com ela a voz e a fala. Se expõe a mensagem. Com o extrato de todas essas coisas vai revelar os abismos, o segredo e o mistério. Com o extrato de todas essas coisas vai vingar os loucos, purificar o seu mundo e o de outros e nunca vai morrer.

Mordido Me falta um pedaço que foi bem mordido por quem não posso culpar. Lembro-me inteiro e como antes sentia ali onde não faltava.
Continuar lendo

Mordido Me falta um pedaço que foi bem mordido por quem não posso culpar. Lembro-me inteiro e como antes sentia ali onde não faltava. Não fui surpreendido por aquela malícia. Sabia dos dentes, do profundo olhar que traga. Deixei sem interromper. Era vivo; era eu e meu. Fui aquela parte levado como por alguém que espalhasse minhas palavras nos ouvidos de tantos, nos encontros e apresentações, nas ruas escurecidas que estão poucos a sorrir. Deixei. Sou resignificado. A Parte que foi, deixa o espaço e todo seu passado inviolado. As linhas preenchidas são mais soltas e vão mais facilmente por todas essas janelas abertas. Delas não se vê o jardim; se vê lua. Ficou mais frio, mais denso e escuro. A Parte que foi, deixa o espaço. Lembro-me inteiro e como antes sentia ali onde estava. Resignifico meus dedos nessas linhas preenchidas. Receoso ainda. Mordido. Sem medo atravesso a noite. Entroso movimentos nas voltas do que vejo e do que foi. Tão vivo quanto são as charadas e as metáforas que se tornam uma na outra. Ora com chances, ora sem apelos.

Embebedado Cansar o choro Embebedado pelos olhos
Continuar lendo

Embebedado Cansar o choro Embebedado pelos olhos Deitar também Desabar confissões silenciosas Em panos Carga pesada Lutos Respirar um pouco Tudo amor A tristeza amor A Solidão amor Meus suspiros Minhas águas Atrás as portas E os papéis próximos a mim E os copos cheios de ar E eu cheio de faltas

Centro Parte da pedra atirada ao lago, ondulações. Parte de mim o mundo em circunferências.
Continuar lendo

Centro Parte da pedra atirada ao lago, ondulações. Parte de mim o mundo em circunferências. Estendem-se por diâmetros minhas intenções. Encosto e invado espaços. Espaços em expansão. Surgem intercessões, conjuntos e união. É nesse universo de interações; Que morro e nasço em transformações.

Religião. Aquecida no regionalismo, habituada na cultura, morta em mim. Por vezes é abrigo da loucura.
Continuar lendo

Religião. Aquecida no regionalismo, habituada na cultura, morta em mim. Por vezes é abrigo da loucura. Entre vícios, artes, violência e esportes; camufla-se na ideologia. Envelhece jovens, amamenta velhos. Chega-me em partes, em pedaços. Retalhos de crenças. Capto pouco. Um mosaico sem credo. A quem pertenço? A quem blasfemo? Para quem eu canto? Sinto-me fora. Sou devoto da gratidão.

Árvores acesas Na memória está ainda o presente. Suga-se o som para dentro do miolo porque nesse momento é de onde se tira a felicidade.
Continuar lendo

Árvores acesas Na memória está ainda o presente. Suga-se o som para dentro do miolo porque nesse momento é de onde se tira a felicidade. Movimento tudo que eu quiser. Pra onde eu quiser. Na música da vez viola e viola e viola. Viola Sendo violada pelo dedilhado. A compreensão é maior do que a assimilação. O entendimento prevê o futuro enquanto se torna passado. Cor de madeira molhada ao ver as mãos executando tarefas de escrever. Cheiro de sua própria casa esquecido ou pouco percebido. Combinam com cravos. Pensamentos alcochoados em nuvens simuladas pelos olhos cerrados. E fico feliz por algumas vezes experimentar de mim mesmo como um observador. Alguém que consegue entender porque as palavras tenor e italiano são sinônimas. como se flagrasse a inteligência trocando de roupa e a criatividade a sonhar. E eu sigo, Sendo assim.

Sinto vontade de escrever. Só que mais ainda, vontade de ter palavras certas. Só vontade. Sei que não funciona assim, mas me contento em ter um foco que me dá sempre o ponto de partida - Escrevo pra mim e não só pensando em mim, mas seguramente é pra mim.
Continuar lendo

Sinto vontade de escrever. Só que mais ainda, vontade de ter palavras certas. Só vontade. Sei que não funciona assim, mas me contento em ter um foco que me dá sempre o ponto de partida - Escrevo pra mim e não só pensando em mim, mas seguramente é pra mim. Vou jogar as que me chegarem primeiro. No fim vejo o que se aproveita dentro dessa acelerada vontade. E que querer acertar as palavras não me atrapalhe. Pensei sobre Deus e como me veio sendo apresentado de várias formas sempre tão bonitas. Concebo que sou um ser humano de uma espiritualidade autêntica, sem pretensões de convencimento alheio... Só me cai bem a idéia de que limitar o pensamento não vem de deus, seja lá de que forma isso se externe. Me dói a falta de compreensão de quem quer que seja, sendo o ser humano tão rico nas suas variações, é meio cruel forçar alguém a se parecer com outro. Diretamente ou não, as palavras que acabam com o bom humor ainda me arrasam. Diretamente ou não, as palavras que desestabilizam a consideração e o respeito me acabam mais ainda. - Espere, quero mais suco. É cajá! Acredito ser inútil tentar esquecer amores. Amor é como cicatriz. Alguns ficam tão bem guardados que de tão escondidos podem não ser mais encontrados. São perdidos, não esquecidos. Ainda acho a natureza a maior das vítimas. Nela a dor é constante, a morte é excessiva e regida pela incoerência de não nos sentirmos parte dela. Ela não revida. Falo muito sobre o amor e sobre a vida. Acredito que estão intrínsecos na existência. Existo logo amo, logo vivo... Tudo acontecendo ao mesmo tempo como numa trindade. Defeito, um atributo como é a virtude. Tem que vir no pacote. Acomodação, soberba, egoísmo, incompreensão... Em alguma dose vamos receber sem escolha. Podem ser tão constantes como a respiração, ou esporádicos como o espirro, mas sempre aparecem. Posso alimentá-los ou subtraí-los, mas isso é outra questão. Música. Representa tanto. É uma bandeira no meu coração. Mesmo no silêncio, onde se esconde tanta força. É a coisa mais mágica que eu descobri até aqui. Acho solidão um teste maravilhoso de liberdade. Saber estar só é não se limitar a estar sempre acompanhado e onde dá pra conhecer melhor alguém que quase nunca está presente. Eu mesmo. Amo risada solta por me sacudir e tirar a poeira da alma, amo vento e luz por me levar um pouco pra fora da realidade como outra experiência mágica, amo descobertas por ser ali, de repente, o que faltava. Viajar... Encomenda desejos, realiza-se sonhos de uma vida inteira, aproxima-se do desconhecido, onde se pode encontrar com as lembranças. Revela minha curiosidade. Me entrega a estranhos. Em outro lugar, soam diferentes palavras na minha voz, permito-me de outro modo, misturo coisas que levo e trago. É o que vai me ampliar entre sabores e crenças, surpresas, modos... O novo, as voltas, o vôo. Não sei me vingar e não me esforço em aprender por não gostar. Penso ser covarde não por me faltar coragem, mas principalmente por me omitir. Não gosto de pensar como seria se tivesse feito diferente algo que passou. Prefiro constantemente esclarecer meus sentimentos no presente pra não precisar dizer – E se... Me julgo incapaz de muitas coisas, não por não saber o que se passa, mas por considerar estar fora do meu controle físico e mental. Acho que já deveria ter uma máquina de fotografias. Ter meu carro. E minha casa. Também acho delicioso, ser fotografado, pegar carona e morar com minha vó. Não sei o que pensar sobre o futuro, só tenho a brilhante sensação de que vai ser bom e vai me bastar. No momento não quero parar de escrever. Mas isso também é só uma vontade.

À base de vento O vento eleva minha estima. Dá leveza ao meu corpo.
Continuar lendo

À base de vento O vento eleva minha estima. Dá leveza ao meu corpo. Veste minhas curvas no sol; na lua. Abre as minhas sombras pra libertar os pensamentos. Encaro os sonhos jogados pra trás, afundados no tempo. Os rodopio no piscar dos olhos e sorrio. Rio. De braços abertos vou com eles. E seguem as borboletas do meu coração. Assim voa o dia livre. Com liberdade alcança o mar O caminho de sons. O que me diz o vento: - Traz felicidade o sonho aberto ao mar.

O papel da verdade Vai se engolindo a verdade com menos temperos. Real em essência e busca.
Continuar lendo

O papel da verdade Vai se engolindo a verdade com menos temperos. Real em essência e busca. Com atenção. Com pensamento. De pé na fila. Entre um bando de responsáveis. Entre as modas por estação. Com as patentes de presos políticos. O preço do globo e números Circenses ou teatrais, puramente instrumentais. O cotidiano fim de semana, Sempre no particípio. Arte plástica. Como ser mais de dois mil anos depois de Cristo e uns trinta a mais depois de Cleópatra. Sem muito destaque para contribuição à memória. É verdade agora e mais ou menos.

Sem porquê Assisto O pensamento
Continuar lendo

Sem porquê Assisto O pensamento Identidade e invenção Pôr de sol e ciclo Luz do engano e certeza Dormir lento fechando os olhos Adeus e nuvem Não voa Te leva Especial e sem porquê

Escalas Vem daí Vem no movimento
Continuar lendo

Escalas Vem daí Vem no movimento Sobe com as escalas Me busca aqui em cima Te olho ladeira Deixa chover Segue a máscara, segue e escala Em meu rastro você me chega Olhando pra mim Bem perto aqui Me alcança nesse dia feito pra nós Tempos mais vão correr sem você Mas hoje o tempo é comigo