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Frases de Tiago landeira

183 frases

Mesmo tom O canto flechado Ferido Dito Cativo às trancas do cio
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Mesmo tom O canto flechado Ferido Dito Cativo às trancas do cio A terminar o giro Os toques Perdido Sem medo Futuro Eternidade enfim Ser longo Saudade tão alta Silêncio O mesmo tom. O mesmo tom.

Não precisar Ninguém hoje; nem os mais chegados ou os que recordo. Interseções são interferências. E cabem hoje fora de mim apenas.
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Não precisar Ninguém hoje; nem os mais chegados ou os que recordo. Interseções são interferências. E cabem hoje fora de mim apenas. Estou cheio de tudo aqui. De colecionar, de visitar, de ver o pôr-do-sol a dois. Às cinco. Hoje não. Sirvo-me de um comprimido de “se cuide”, e quero sair só, e ficar aqui sem vento, rodeado de silêncio e dos fluxos do tempo que passem. Com minhas roupas ao meu toque. À dispensa de qualquer compreensão. Sem ter que atender chamados; olhar pra os lados. Esperar. Esperar respostas. Não. Participar sozinho do passado agora. A vírgula entre. Não quero preparar mais o momento de chorar, a cama pra deitar... E que tudo seja mais uma vez surpresa, mais ainda do que a vontade de prevenir. Quero sim, mais de mim sem destino conhecido; sem resultados. Me soltem as cordas, os loucos e seus venenos. Vão para lá prender os seus umbigos e um bom dia mais cedo ou mais tarde. Sou minhas decisões e estão todas suspensas. Meu fôlego é quem respira. Me vejo o que vejo florir. E onde mato, como, beijo, e me molho é meu começo. O fim é o meu fim.

Duas sombras A outra me segue bem atrás dos meus olhos Ente da luz que me enfrenta e me recupera
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Duas sombras A outra me segue bem atrás dos meus olhos Ente da luz que me enfrenta e me recupera Deitando em minhas raízes No meu abstrato Entrando nessas águas e águas Pra respirar Entre os fios de minha pele Entre o brilho dos nomes que trago E entre o espaço adormecido de estrelas Sabendo do meu eu Me percorrendo mar sem fim

Erros Não perdoa a pele. Me serve de pecados.
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Erros Não perdoa a pele. Me serve de pecados. Tão de perto me empurra contra mim, Que a cheiro. A imito. Não perdoa a noite. Meus gritos algemados na garganta. As memórias plásticas e soturnas. Páginas marcadas soprando violentas. O que foi o meu querer. E de joelhos no chão. Na queda. O castigo imediato. Ardendo, estalando, sangrando nas conseqüências de mim. A vontade de nada. De ser coisa alguma. Envolvido em mudez. Afogado em meus olhos. Longe de outras chances. Salvo na fuga do que não resisto.

Luto das pedras Grito no sonho. E ainda no escuro protetor,
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Luto das pedras Grito no sonho. E ainda no escuro protetor, Grito de novo acordando. Tantas idades em reações. O Passado. Dias seguindo contrários. A vida é mais do quanto já se foi e pouco do que se quer ser, Que deixo as palavras nos dentes. Na teia do presente, Tece ainda a falta, a saudade Entre as ações acontecidas, Entre o silêncio, o imóvel. O invisível luto das pedras. Desde quando imperceptível, Até quando eu deixar de ser o mesmo.

Minha terra Chão e céu. Minha terra toda é você. É areia.
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Minha terra Chão e céu. Minha terra toda é você. É areia. Minha língua falada e cantada. Meu deitar de bruços desarmado. A varanda nos sopros do vento morno. Onde sem sombra, existe a dúvida clara. As visitas indiscretas dos arrepios. Teu riso. Tudo perto demais do ouvido e onde o pensamento faz seu ninho e dali mesmo parte para voar.

Nome de alma As cruzes penam sobre as atitudes; o nome pena com a alma. Que não se leve a cruz, mas antes, que não se erre o nome.
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Nome de alma As cruzes penam sobre as atitudes; o nome pena com a alma. Que não se leve a cruz, mas antes, que não se erre o nome. Não viver a si é suicídio com direito a também querer ser feliz. Querer ser a fantasia. Ser outra verdade. O que não existe. Fantasia não tem alma. A alma é que se mascara. Vai Cambaleante. Sem natureza. Oca. Errante nas intenções; cativa de qualquer bem das palavras que não calam e só contam sorte. E se afasta tão longe, mascarada e sem asas, que o rastro deixado atrás se torna outro caminho para ser seguido. Retorno. O nome cai ali; na madrugada pouco acesa da memória. Onde os passos tentam ajustar as pernas. Onde não frutifica a saudade quando o passado não se quer ter. Onde o tempo leva muito mais quando se é surpreendido sem ser a si mesmo. Onde só restam lúgubres pensamentos em um coração vazio, quando sem chama. De quem é o riso, o ego, ou a mentira sem o nome? O nome pena com a alma, agora mais longe, trocando de máscara.

Ando. Feliz. E hoje; feliz acredito no dia que vejo mais bonito. No dia que criei asas e voei até o galho mais alto, que fosse toda a altura de minha vontade.
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Ando. Feliz. E hoje; feliz acredito no dia que vejo mais bonito. No dia que criei asas e voei até o galho mais alto, que fosse toda a altura de minha vontade. Quando acreditei nas letras que canto. Nas lembranças que chegam quando divago na paz do vento. Ando. Se esses lugares no meu olhar estão no paraíso; Nem sempre me sinto bem. Feliz.

Não, dito. E tudo diz não. Discordar é apenas a outra metade. Minhas alegrias e sobressaltos vêm e são barrados na porta.
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Não, dito. E tudo diz não. Discordar é apenas a outra metade. Minhas alegrias e sobressaltos vêm e são barrados na porta. Observador, me guardo. Adormeço em meus braços cruzados. Sou eu comigo e no fundo as outras salas. Por todo lado, música, notícias, índios e idosos em atividades. Tempos isolados nas suas questões que não sabem se já foram as do outro. As decisões tomadas atrasam as que aguardam como o futuro espera enquanto não acontece. E se nos pensamentos existe alguma determinação, que fique guardada lá; afinal, o acaso também existe. Somos um e pouco nos representamos. Sabemos quem são todos melhor que nós. Das metades que estão do lado de fora. O que não aconteceu ou não chegou. Tudo que existe no papel, no conto, na imagem pintada na tela. Parte de tudo que não é além de possibilidade. Parte do que fala mais de nós do que somos perfeitos. E que me levam para além quando me calo depois que tudo diz não.

Guardo o adeus Enquanto guardo teu adeus Meu olho se torna vidro e
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Guardo o adeus Enquanto guardo teu adeus Meu olho se torna vidro e Reflete a mim despido e distante Caminhando soturno até onde posso apagar a luz e não ver Como se todos os pássaros saíssem das minhas mãos Entrassem no mesmo horizonte Seguindo o sol até se irem com ele e Não mais amanhecessem comigo O mar agora é silencio O coração não. Bate sozinho Para mim apenas Ignorando outro som; outro adeus Até mesmo o fim da impressão Aquela em que o mundo te lembra despedida