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Frase de Tiago landeira

Retorno De joelhos para a parede; dar em nada. Limite duro de ter de voltar. Se encarar por vezes. Retorno para o encontro de si. Quem é o estranho agora? Procuro minhas respostas antigas, que me posicionam de onde vim. Um vazio cheio do que a realidade com o tempo mostrou. Desmistificada a crença, interpretada a natureza, lógicas apanhadas no estalo de um chicote inconsciente, e um caminho lento e sonolento até o quarto escuro de porta entreaberta que nunca vence o longo corredor. Os significados não são palpáveis e, se não os sinto, questiono o valor da vida que me apresentaram aqui. Nem mais triste ou menos satisfeito. E o que tem nisso além de retornos? Ânimos em voltas numa sincronia de revezamento em movimentos de gangorra. Coisas que parecem de nada depender. O espírito pode estar no vento, ou enterrado vivo na própria loucura doentia sem questionar uma ilusão verde, ou o espaço apertado que dura nos vários sonhos de juventude eterna, amor verdadeiro, amizade fraterna, enfim, qualquer verdade que esconda a profundidade do abismo. De joelhos para a parede estão os retornos para outro mais um dia de querer sobreviver. E falam de tudo... Entendem tudo... TUDO! Com tudo os resultados são incógnitas. E se ousar não viver? O que começa partindo do não existir? Em que mãos estamos à deriva? Sigo em retornos o que entendo ser mesmo que sem querer; corpo e tudo o que está escuro neste longo corredor até a porta entreaberta.

Tiago landeira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Logo sou Sentir tudo junto. Medo, pavor e o tempo de ser feliz. Logo, tão logo atrás do que esperava. Assim mesmo não ter percebido, A causa de o ente ego inflar à majestade de um deus. Quando meu corpo desconhece o seu senhor. Armadilha encontrada e trocas perpétuas. Gritos desconhecidos que chegam em direções. Longe de mim; minha vida que nunca será. Tão alta e distante que daqui nunca saberei também de nós.

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Por dois Passar mil passos. Por espaços e ponto. Ponto de encontro distante. Marcado de reencontros. Perto de motivos carentes e outras propostas. Desejos egoístas de feitiços com varinha genuinamente humanos. Chegar. Acontecer. Esquecer. Risco no afeto oferecido. Querer parte e dar parte. Brincadeira e desacordo. Possibilidades em dois lados. Que troca, atribui, atrita. Que parte ceifando algo de energia. A idéia com luz que confunde agora, este instante.

Sem saber Não se sabe da tarde no dia cinzento, e sem precisar saber, pássaros gorjeiam em qualquer tarde.
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Sem saber Não se sabe da tarde no dia cinzento, e sem precisar saber, pássaros gorjeiam em qualquer tarde. Sem precisar saber, a inteligência se inclina à devoção, mesmo quando em sonho, onde se é deus e vontade. Também sem saber, e sem precisar saber, me vejo no teu pensamento preto e branco. Sem precisar saber de tuas importâncias, sou na tua lembrança, o corpo da tua saudade. E sem saber, você é o que diz meu nome. Sem mesmo precisar saber, estou em você todo dia.

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Quisera eu outra tarefa de casa pra completar os afazeres domésticos. Mas entro num túnel mesmo assim pra não ouvir o mundo. Recordo minhas cenas preferidas. Sou sem beijo e sem voar, mas sempre fumaça. Ou sou eu a partida do trem, ou sou a noite densa em névoa, ou só penso. Enquanto dirijo olho as mãos e as cabeças, e me vejo onde estou. De passagem entre assobios indiferentes. Partindo pra mais tempo. De mais tempo me aguardar. Até o fim quando no olho brilha a luz que chega.