Frase de Tiago landeira
Retorno De joelhos para a parede; dar em nada. Limite duro de ter de voltar. Se encarar por vezes. Retorno para o encontro de si. Quem é o estranho agora? Procuro minhas respostas antigas, que me posicionam de onde vim. Um vazio cheio do que a realidade com o tempo mostrou. Desmistificada a crença, interpretada a natureza, lógicas apanhadas no estalo de um chicote inconsciente, e um caminho lento e sonolento até o quarto escuro de porta entreaberta que nunca vence o longo corredor. Os significados não são palpáveis e, se não os sinto, questiono o valor da vida que me apresentaram aqui. Nem mais triste ou menos satisfeito. E o que tem nisso além de retornos? Ânimos em voltas numa sincronia de revezamento em movimentos de gangorra. Coisas que parecem de nada depender. O espírito pode estar no vento, ou enterrado vivo na própria loucura doentia sem questionar uma ilusão verde, ou o espaço apertado que dura nos vários sonhos de juventude eterna, amor verdadeiro, amizade fraterna, enfim, qualquer verdade que esconda a profundidade do abismo. De joelhos para a parede estão os retornos para outro mais um dia de querer sobreviver. E falam de tudo... Entendem tudo... TUDO! Com tudo os resultados são incógnitas. E se ousar não viver? O que começa partindo do não existir? Em que mãos estamos à deriva? Sigo em retornos o que entendo ser mesmo que sem querer; corpo e tudo o que está escuro neste longo corredor até a porta entreaberta.
No pensador.ai desde