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Frases de tadeumemoria

822 frases

MILAGRE Nos últimos orvalhares do inverno Abrem-se os primeiros botões de rosas...
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MILAGRE Nos últimos orvalhares do inverno Abrem-se os primeiros botões de rosas... Nos primeiros raios das manhãs primaveris As matizes mais belas colorem suas pétalas... No auge da primavera A vegetação ganha tons espetaculares... Os pássaros cantam e gorjeiam E as vegetações ribeirinhas Alimentam também muitos peixes... E os insetos, esses seres Aparentemente medonhos e asquerosos, repudiados, Continuam humildemente seu trabalho De transportar o pólen e contribuir para esse milagre...

Eu tenho um verso na mão e um poema no coração mulheres despidas na mente
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Eu tenho um verso na mão e um poema no coração mulheres despidas na mente sol a pino, vivo perigosamente... Na caatinga rimas de despedidas feridas abertas é minha sina penso que sou poeta tenho um firmamento a dois metros de altura durmo com as estrelas conheço suas ternuras tenho deus como amigo ludibrio o inimigo reformulo o paraíso não há fruto proibido...

EDIFICIO Edifício diante de tanto concreto Não sentir-se abstrato...
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EDIFICIO Edifício diante de tanto concreto Não sentir-se abstrato... Edifício diante de tanta opulência, Não sentir-se humilhado... Edifício diante de tanto luxo, Não sentir-se miserável... Edifício diante de tantos espelhos Não sentir-se desfigurado... Edifício diante de tantos andares, Não sentir-se sem passos... Edifício dentro do elevador não sentir-se Rebaixado... Edifício diante de tantas câmeras Não se sentir marginal... Edifício no jardim não se sentir Um gnomo... Edifício na cobertura Não se sentir um sem teto... Edifício diante de olhares Não se sentir um suspeito... Porque no “é difícil” onde moro, São fáceis os sorrisos, a hospitalidade, a amizade...

Temo os imbecis, prefiro uma caverna em trevas cheia de morcegos prefiro uma piscina cheia de sapos
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Temo os imbecis, prefiro uma caverna em trevas cheia de morcegos prefiro uma piscina cheia de sapos prefiro a solidão dos deuses prefiro a dor dos mártires prefiro ser inexoravelmente solitário, os imbecis jamais serão solitários, jamais sentirão que são infelizes, eles não têm essa sensibilidade

NAIR Minha mãe Era como o papel de seda cobrindo a pipa,
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NAIR Minha mãe Era como o papel de seda cobrindo a pipa, Era o milho verde feito canjica Canela em pó por cima da papa Bife mal passado sobre arroz branco, Figado acebolado cheirando Café coado no pano, As doces canções de moacir franco ... Cabelo em desalinho, Zêlo em forma de carinho Cocada morena e branca Em forma de coração Como uma declaração De amor a humanidade Sua voz marcante e grave, No ofício de nossa senhora, Minha mãe carregaria se fosse preciso, O mundo sobre os seus 44 quilos; Abraçaria ao olhar, adotaria ao sorrir... Minha mãe Nair Mãe dos meus irmãos, Mãe das suas irmãs... Mãe da sua mãe!

Tem umpé de estrelas florindo lá no meu quintal tem estrelas vermelhas,
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Tem umpé de estrelas florindo lá no meu quintal tem estrelas vermelhas, azuis, amarelas, douradas e tem furta-cor tem estrela que traz a manhã, vespertinas prateadas de luz cambiantes de amor tem estrelas majentas, cobre e carmim, tem estrelas de pétalas agudas tem sois de todas as grandezas, tem estrelas guias, anãs, binárias eclipsantes, quasares e supernovas e tem as que bebem se embriagam e se despem...

O COLHEDOR DE OLHARES Os seres de orion sabem desta insensatez, Desta paixão, dessa sensibilidade
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O COLHEDOR DE OLHARES Os seres de orion sabem desta insensatez, Desta paixão, dessa sensibilidade De colhedor de risos e olhares Desta mania de contemplar O inquietante, o esplêndido, o luminoso... Andrômeda sabe desta qualidade De perceber o que me inquieta, O que me fascina, o que ilumina Sei perceber a noite caindo como uma aeronave, Esplendida e luminosa; O que me inquieta É o gotejar incessante dalguma torneira... O soluçar angustiante de alguma criança Rasgando o véu da noite Nessa eternidade, entre um pingo e outro, Entre um soluçar e uma lágrima Se fez ruir Pompeia e cair Babilonia; Nesse universo os deuses desfalecem, Os impérios tombam, A bela e a fera se apaixonam E a poesia se edifica Alicerçada pelas constelações, pelas flores Fazendo germinar risos e olhares...

AMOR como não viver o amor se o amor é o ar que respiramos...
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AMOR como não viver o amor se o amor é o ar que respiramos... como não comer se do amor nos alimentamos... como não querer se o amor é o verbo, é o substantivo... como desanimar, o amor é lenitivo... o amor é uma escada que te leva ao céu, são as asas que de uma forma ou de outra Deus deu ... o amor é contemplar e perceber grandes feitos, é desejar ajudar e perdoar os defeitos... amor é a essência maior do ser humano, a maior proeza dos fortes é dizer te amo...

PELA ESSÊNCIA Pegou sua espada e seu escudo, protetores para juntas e coletes, seu capacete e seu cavalo negro; o olhar no horizonte onde as savanas davam lugar as montanhas; sabia que tinha que combater, não sabia por que, mas tinha que lutar, não sabia contra quem ou contra o…
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PELA ESSÊNCIA Pegou sua espada e seu escudo, protetores para juntas e coletes, seu capacete e seu cavalo negro; o olhar no horizonte onde as savanas davam lugar as montanhas; sabia que tinha que combater, não sabia por que, mas tinha que lutar, não sabia contra quem ou contra o que, mas tinha que combater, tinha que batalhar... seu cavalo negro como a noite, como as perspectivas do porvir galopou na insanidade, trotou nas quimeras, se perdeu nas cavernas da insegurança. Seu pai combatera o bando de Lampião, batalhas duras nas caatingas secas e solos rachados pelo clima árido do sertão nordestino; foi tempo de duras batalhas contra o cangaço, contra a fome, contra a seca; o êxodo para grandes cidades, trazendo saudade e solidão... agora tinha um inimigo silencioso, invisível abstrato, alem dos lobos e serpentes, todos os danos e perigos que uma floresta pode oferecer. Um monstro emergeria do lago com seus tentáculos... nas montanhas certamente teríamos chuva de meteoros, mas isso seria só pequenos transtornos, obstáculos facilmente transponíveis seu maior perigo era o invisível, inaudível, intátil; a angústia da incerteza. Galoparia incansavelmente no seu corcel negro para que seu sonho não morresse com o crepúsculo, para que suas esperanças brilhassem nos primeiros raios da aurora galoparia no seu corcel, galoparia incansavelmente, galoparia pela essência na essência da vida...

Ela olhava a lua e as estrelas como suas únicas impossibilidades; comprara as terras do seu Joaquim, já que ele não conseguira quitar suas dívidas por conta de empréstimos que fizera para combater a praga na lavoura; comprara as de Mirna; notara como Nelson a olhava e como mencio…
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Ela olhava a lua e as estrelas como suas únicas impossibilidades; comprara as terras do seu Joaquim, já que ele não conseguira quitar suas dívidas por conta de empréstimos que fizera para combater a praga na lavoura; comprara as de Mirna; notara como Nelson a olhava e como mencionava seu nome; ela também não queria desfazer-se de suas terras; mas os constantes roubos de gado fizera ela mudar de ideia; casara com Nelson, advogado da família, com quem tivera Leandra, que morava com uma tia por parte de pai na capital; e assim a solidão, já que Nelson inventara uma viagem e nunca mais regressara, e, notícias nenhuma; perdera as esperanças. Passados dois anos, mandara alguém investigar o seu paradeiro, mas, nada de concreto. Ela olhava a lua e as estrelas, ela olhava o firmamento suas únicas impossibilidades... seu mundo não tinha cerca, sua cerca era o horizonte, o que não era montanha era pasto, o que não era pasto, era cafezal, o resto era imensidão; mas antes uma corda acolheu o seu corpo num acalanto macabro, num beijo eterno para a eternidade; galhos e cipós a lhe envolver ao tronco de um carvalho com muitos bugalhos. Era uma paixão tão grande, que o pântano acolheu sua alma e lhe fez vagar palmo a palmo sua imensidão...

desligueseuscelulares AQUI MORA A SAUDADE o teu olhar perdido na esquina,
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desligueseuscelulares AQUI MORA A SAUDADE o teu olhar perdido na esquina, o teu sorriso escondido atrás da cortina, a vida pouca vai se apagando como uma vela a cada olhar, esse silencio, essas cruzes, esses avestruzes que passeiam em nossos cemitérios segura a mão da lembrança, e se apóia, não submerge, somos túmulos de nós mesmos no nosso funeral diário, mas sobreviva na fé do amor e da paixão não se entregue, se entregue... e se não der certo, deu certo, esse tropeço também é viver, essa capela, esses sinos esses sinos assassinos, esses túmulos ... essas cruzes, esses avestruzes que passeiam... aqui mora a saudade!