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Frases de tadeumemoria

822 frases

De tanto amor se fez saudade De tanta ausência, solidão De tanto querer, ansiedade
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De tanto amor se fez saudade De tanta ausência, solidão De tanto querer, ansiedade De tanto desejo se fez paixão

Aqui Jaz o Amor... Na vereda tem uma tumba, Uma coroa de flores,
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Aqui Jaz o Amor... Na vereda tem uma tumba, Uma coroa de flores, Pássaros que cantam, Uma brisa reconfortante E uma melancolia Quando leio no epitáfio, ‘’Aqui jaz o amor...’’ Este lugar não está dentro de mim! Este lugar não está dentro de mim! Eu queria ter esta certeza, Mas as borboletas vão se transformando Em lagartas como uma metamorfose ao contrario As flores vão se fechando, Uma por uma, os pássaros silenciam Pessoas que acompanham um féretro Aproximam-se e alguém coloca O caixão naquela tumba, Percebo que todos que estão ali São pessoas que eu já vi morrer, É um funeral ao contrário... Este lugar não está dentro de mim! Este lugar não esta destro de mim! Agora todos sorriem, E os pássaros voltam a cantar, E as flores se abrem novamente, As borboletas se transformam novamente, A brisa volta a soprar, é um ciclo, O amor morre de novo, Porque a vida continua para novos amores...

CONFIDÊNCIA Conta-me teus segredos, Teus sonhos, o que tanto almejas...
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CONFIDÊNCIA Conta-me teus segredos, Teus sonhos, o que tanto almejas... De que, tu tens medo, me dizes Como são teus dias, Que música ouves, Que filme assistes À quem te confidencias Como dormes, como acordas, Tens pesadelos? Como caminhas, Conta-me teus segredos, Quais são tuas dores, O que te confunde, O que te deprime, O que te exaspera, Que são tuas fobias O que te apavora Conta-me teus segredos De que gostas Teu prato preferido, o que bebes Um drinque, um aperitivo, O que te seduz, se abre comigo Revistas, jornais, livros, o que lês? Rubens, Millôr, Machado de Assis? O que preferes, drama, épico, clássico Quem sabe, um bom poema, Um soneto de amor, Algo bem apaixonado que te deixe a imaginar e a querer saber as vontades, os desejos, os traumas da pessoa amada...

EMBARCAÇÃO Nem tanto assim, Os meus delírios são só meus,
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EMBARCAÇÃO Nem tanto assim, Os meus delírios são só meus, É um refúgio, Nada mais que enganar a ilusão, Eu aprendi a ser assim fugidio, Mais fugaz, que vagabundo e vadio Pra escapar da paixão, E se as vezes me sinto sozinho... É solitude não é solidão, Nem tanto assim... Este deserto é plantação, Nos descampados eu tenho o meu teto, Nos absurdos percebo o que é sábio, Bússola e astrolábio é este vazio, Neste deserto sou embarcação...

Já entendi o teu olhar... tuas desculpas, tuas queixas, tuas enxaquecas crônicas...
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Já entendi o teu olhar... tuas desculpas, tuas queixas, tuas enxaquecas crônicas... já entendi o teu ar distante, este sonhar de olhos abertos, já vi tua mala pronta, já decidiste só não sabes como falar; não fala nada não, vai ser feliz... mas saia sem que eu perceba, detesto despedidas, perco a voz, lacrimejo, faço cobrança, alimento esperança... mas não me ouça, o tempo cura, o tempo é remédio, O tempo curará meu tédio...

OUTRA DIMENSÃO Mas uma manhã se foi e o brilho dourado dessa aeronave vai ficando fusco, vou deslizando tonto nesse verde musgo desaprendendo lentamente a crer, querer e a ter fé. Camiho entre lápides de epitáfios saudosistas e originais numa névoa irreal de um labirinto que se…
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OUTRA DIMENSÃO Mas uma manhã se foi e o brilho dourado dessa aeronave vai ficando fusco, vou deslizando tonto nesse verde musgo desaprendendo lentamente a crer, querer e a ter fé. Camiho entre lápides de epitáfios saudosistas e originais numa névoa irreal de um labirinto que se confunde comigo mesmo; faz tempo. Tenho a lembrança de um casamento, pessoas jogando arroz na entrada de uma igrejinha de uma pacata cidade interiorana, abraços e desejos sinceros de uma felicidade eterna; eu que sempre busquei e questionei o que era felicidade; naquele momento acho que era feliz. Agora atrás da roseira, percebo laura, seu amante, seu idílio e até “guy”, o pastor alemão, amigo fiel, nem percebe a minha presença. Heloísa falou-me de uma outra dimensão... caminha sempre ao meu lado e só se veste de branco... não sei se ela fugiu de algum asilo, ou talvez eu não tenha capacidade para compreendê-la; ela tirou-me do mangue e conduziu-me ao pântano; propôs-me um plano superior e apontou-me as montanhas, prometendo-me fontes de luzes. Ainda não entendo direito o que se passa, de vez em quando vejo pessoas que há muito eu não via, todas se vestem de branco; vi jairo melancólico, solitário e pensativo, sob uma árvore; olhou-me como se nunca tivesse me conhecido, logo ele que era o melhor dos meus amigos. Ao anoitecer volto ao vale onde existem mausoléus, capelas e túmulos, ali a lembrança de Laura se acentua, percebo ainda em mim um certo rancor por tudo o que vejo; heloísa some como por encanto e, da mesma forma, surge ao amanhecer. Com a luz da aurora, momentos do passado se acentuam, percebo uma laura carinhosa e apaixonada sua barriga saliente confessa uma gravidez e a cumplicidade que me traz saudade, tenho uma visão bem clara; dois individuos nos abordam numa esquina, o mais baixo tem uma arma apontada para Laura, eu me inteponho entre eles, a arma é disparada, ainda vejo o desespero de laura, tento consolá-la, mas ela não me percebe; há um aglomerado de pessoas ao redor de alguém, Laura chora inconsolável... alguém menciona o meu nome; estou caído numa poça de sangue. Na outra dimensão, estamos sobre a montanha, eu e heloísa que confessou-me ser um anjo de luz e ter escolhido este nome em homenagen a minha filha e de laura, nascida depois que desencarnei naquele assalto... um novo sentimento invade o meu ser,percebo que tenho que ir. Vejo Jairo na ponta de um penhasco, ele mergulha sobre um mar de luzes, é o nosso último ato de fé.

ESSÊNCIA A loucura é um privilégio dos românticos dos poetas...
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ESSÊNCIA A loucura é um privilégio dos românticos dos poetas... o meu juízo cuida de um arado, a minha essência pega o firmamento, empacota com papel presente e guarda na gaveta... eu me alimento do que o meu juÍzo rima, as minhas palavras fabricam sereias... o que aprendi com a noite é o que me ensina a desfazer-me sob a lua cheia...

VIRGÍNIA Um dia a solidão inventou a lua e as estrelas, e a melancolia de contemplá-las; caminhava a beira do açude para descobrir o avesso do firmamento que certamente estaria no reflexo de seu espelho. Descobriu que o lago são lágrimas choradas pelos que se desiludiram com o a…
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VIRGÍNIA Um dia a solidão inventou a lua e as estrelas, e a melancolia de contemplá-las; caminhava a beira do açude para descobrir o avesso do firmamento que certamente estaria no reflexo de seu espelho. Descobriu que o lago são lágrimas choradas pelos que se desiludiram com o amor e a vida, ou as lágrimas que ainda não choramos. Quando não pensava em nada viginha colocava os planetas nas margens do açude; terça casava com alfredo em marte; quinta casava com lucas en jupiter, quarta casava em venus, domingo se divorciava e voltava a terra, e, na terra era solitária. Há muito tempo o gaiola trouxera as suas mais belas recordações nas águas do rio; Iara era o fruto dessas recordações, mas um dia o gaiola se foi; a lua e as estrelas mergulharam no espelho do açude, e a noite cinzenta só mostrava o vulto de um espírito que não mais percebia os crisântemos e açucenas que floresciam às margens do lago. Virgínia buscou a lua e as estrelas no fundo do lago e descobriu o mistério e o silêncio de águas profundas...

Escrever agora é um hábito É como tomar café com pão pela manhã... eu sou metódico, sistemático...
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Escrever agora é um hábito É como tomar café com pão pela manhã... eu sou metódico, sistemático... talvez umpouco enigmático... mas o que fazer com tanta sensibilidade o que fazer com tantas possibilidades o que fazer com a cidade na palma de minha mão o que fazer com o deserto no olhar da mulher eu bebo o meu café e como o meu pão...