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Frases de tadeumemoria

822 frases

ORAÇÃO DE UM SOLITÁRIO Ensina- me a sonhar Quando a madrugada se estender feito sangria
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ORAÇÃO DE UM SOLITÁRIO Ensina- me a sonhar Quando a madrugada se estender feito sangria Trazendo a agonia de estar só Faz-me acreditar no amor Quando a saudade remoendo Depõe contra a insanidade de querer amar Ensina-me a conviver com essa loucura Que fragiliza, mas nos dá a leveza Insustentável das libélulas... Ensina-me a aceitar A insegurança como pilar, A incerteza como esperança, A loucura como refúgio... Ensina-me a querer incondicionalmente Com a dor dos que se sacrificaram, Com a amargura dos mártires ; Ensina-me a amar.

MENSAGEM DE NATAL Dezembro, a maior festa cristã aproxima-se e o espírito cristão aflora, ou pelo menos deveria aflorar em nossos corações.
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MENSAGEM DE NATAL Dezembro, a maior festa cristã aproxima-se e o espírito cristão aflora, ou pelo menos deveria aflorar em nossos corações. A paupérrima, em relação a valores materiais, lembrança do Cristo criança ali naquele estábulo, entre eqüinos, caprinos, bovinos, deveria servir-nos de exemplo, que fosse uma pequena dose de humildade, um pouquinho do gosto do desprendimento às nossas almas tão atadas aos faustos prazeres e valores fajutos. Que a luz do santo espírito que Luzia nas pupilas daquele recém nascido, luzisse ao menos por um átimo nos lustres luxuosos dos palácios dos nossos líderes para iluminá-los para leis mais justas e medidas amplas que varressem toda a espécie de injustiça do nosso tão carente quadro social. Que entre um aperitivo e outro da nossa burguesia, ficasse um pouquinho do intragável amargor da miséria do nosso semelhante para ter-se um mínimo de noção do quão deprimente é a angústia da criminalidade, da prostituição infantil e da fome. E assim, mesmo que laconicamente, tivéssemos pelo menos por instantes no natal a vaga ilusão de que um dia aquela criança não fora sacrificada pela nossa mesquinhez...

PREFÊRENCIAS Gosto muito de você... Gosto tanto de você...
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PREFÊRENCIAS Gosto muito de você... Gosto tanto de você... Gosto mais de você Do que o sol se pondo... Gosto mais de você Do que ficar compondo... Gosto mais de você Do que fla x flu em decisão no maracanã Do que das manhãs Ensolaradas de Nova Iguaçu, Do que sorvete de cupuaçu... Gosto mais de você Do que mocinha de minissaia Gosto mais de você do que banho de praia Gosto mais de você Do que das lembranças de Del Castilho, Do que do shopping lá do Iguatemi Do que um mergulho lá no piscinão Gosto mais de você Do que domingo na Quinta Do que do fantástico de antigamente Do que da Ana Paula Padrão Gosto mais de você Do que doce de jaca Do que soltar pipa Do que lingüiça na feijoada Gosto mais de você do que das letras do Chico Do que dos poemas de Drummond Do que da sensibilidade pungente de Cecília gosto mais de você do que pensar que eu sou uma ilha...

TODAS AS ESTAÇÕES Ontem nos amamos tanto Que nem os dourados ocasos
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TODAS AS ESTAÇÕES Ontem nos amamos tanto Que nem os dourados ocasos Sobre as colinas de mesquita tinham tanto calor... Ontem nem as mais coloridas primaveras De Holambra com suas flores cálidas Jamais demonstraram tanta paixão... Ontem nos amamos tanto, Que nem os mais extremos Invernos da Amazônia Se derramaram tanto... Ontem nem os mais profícuos Outonos de Florianópolis Jamais se despiram tanto... Ontem aconteceram todas as estações... Ribombaram todos os trovões, Caíram todos os raios, Despiram-se todas as árvores, Desabrocharam-se todas as flores... E as metamorfoses estão a acontecer... Então por que continuas ausente...?

LUAR Esse encanto que aos apaaixonados engana, Semeando a fantasia de uma noite eterna de amor,
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LUAR Esse encanto que aos apaaixonados engana, Semeando a fantasia de uma noite eterna de amor, Que aos poetas românticos, que juram que amam Mas se embriagam e se esvaem na desilusão da dor, Boêmios profanam a noite pelo vicio, Às noites, se desintegram no brilho das estrelas, E os vampiros, os lobisomem, os predadores, Notívagos com a aurora se transformam em borboletas... Nos meus desalento é contigo que eu conto, Solitário que sou, sob a tua luz se derramam Minhas fáceis angústias, meus raros medos... Acreditar no amor não faz de mim um tonto Pois os incautos e os brutos também amam À paixão se entregam e não fazem segredos.

LOBOS Na única doce visão que eu trago na lembrança, ela caminha numa manhã ensolarada, entre rosas, acácias e gardênias, aquela ingenuidade e castidade me seduzira, todavia, isso, foi algo que ficou bem distante, muito longe, quase inalcançável como o horizonte. Caminho hoje so…
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LOBOS Na única doce visão que eu trago na lembrança, ela caminha numa manhã ensolarada, entre rosas, acácias e gardênias, aquela ingenuidade e castidade me seduzira, todavia, isso, foi algo que ficou bem distante, muito longe, quase inalcançável como o horizonte. Caminho hoje sob neblinas frias, ou chuvas torrenciais, sentindo a fúria desta natureza implacável e insaciável, neste inverno que habita em mim; mas só essa lembrança, essa única lembrança, acalma os lobos. Procuro ainda entender o que eu sou nessa alcatéia, o que não se perde nessa vereda, nesse labirinto, o que pode persistir em mim depois das trevas; uivar é próprio dos lobos, dos solitários, mas isso não faz de mim um lupino. Eu sei que a lua me fascina, e lá no meu intimo, lá no côncavo do meu ego, eu sou um predador, nos meus delírios crescem dentes caninos proeminentes, pelos em abundancia e um pântano com árvores altas de copas espessas, mas é um delírio ou um pesadelo, aquele adolescente ainda procura no jardim, aquela candura, a castidade entre as flores; isso é um raio de luz num horizonte cinzento, espantando esta alcatéia, este lobo; o meu temor pelo desconhecido. A luz persiste á escuridão, aliás, há um elo entre ambas, um equilíbrio, e, este equilíbrio traz o alvorecer, trazendo as luzes e campos imensos, deixando o pântano pra trás, então percebo um rio caudaloso com águas cristalinas, ali está ela, à margem do rio, agora uma mulher feita, curvas generosas, adorno à uma natureza profícua e cheia de luz. Sabemos o que queremos, caminhamos juntos, sei que nos conhecemos de outros tempos... muito antes das tranças e das flores. O silencio é cúmplice de algum enigma. Na tarde , afora o barulho da correnteza das águas e seus movimentos graciosos na praia, tudo é muito silente. Ela caminha à margem do rio, altiva como uma princesa, soberana como uma diva, depois de uma manhã cheia de êxtases e prazeres quando ela se entregou como uma loba, na casinha de palha entre os coqueirais, nas proximidades do rio... mas, agora o silencio... e, o silencio é cúmplice de algum enigma. Ela caminha soberba pela praia, imagino um rastro de sangue a cada passada sua; ela não explicou aquela cova cheia de ossos no quintal da cabana. Vejo uma alcatéia ao seu redor; acho que deveria pegar a canoa e descer o rio, aproveitar o crepúsculo e fugir; mas, longe os lobos uivam, a lua se insinua com os primeiros raios, denunciando uma lua cheia; espero, impassível, lembrando momentos de prazer durante a tarde, esqueço fêmures e crânios que eu vi na cova, esqueço evidências incontestáveis; a lua cheia desponta no horizonte com promessas de sangue e muito prazer... L

• TRES MESES ANTES • Autor: Tadeu G. Memória o Apesar do sincero arrependimento, do pedido de perdão, ficou a lembrança de sua amiga Lucila, ali com seu marido, no seu leito conjugal. Dimas, o marido, também se mostrou arrependido e pediu-lhe perdão.
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• TRES MESES ANTES • Autor: Tadeu G. Memória o Apesar do sincero arrependimento, do pedido de perdão, ficou a lembrança de sua amiga Lucila, ali com seu marido, no seu leito conjugal. Dimas, o marido, também se mostrou arrependido e pediu-lhe perdão. o ¨ Setenta vezes sete¨, ficava tentando fazer essa conta, sem entender a parábola; sem compreender que cristo com aquilo queria dizer: perdoai infinitas vezes. Mas como, se uma única vez já parecia impossível? Na verdade dissera que perdoara, mas aquela cena não saia da sua mente: lucila sobre Dimas, subindo e descendo, ali no seu leito conjugal... o Ali, da janela do vigésimo andar, de frente para o mar, ficava olhando a ilha, ali adiante da praia do Leblon, parecia uma aquarela, aquela vista. Se fosse uma ave, voaria para a ilha, porque, talvez só a ilha lhe compreendesse por parecer tão só como si mesma. Lá embaixo, os carros, as pessoas, tudo parecia tão pequeno, parecia um mundo de brinquedo... seríamos isso para Deus? Com quantos perdões se faz uma vida? Olhava os casais lá embaixo, imaginando quantos dramas. • Olhou novamente a foto do seu casamento, fazia isto toda vez que estava insegura; vestido branco, véu e grinalda, quinze anos, feliz e apaixonada; evitara filhos, foi uma decisão mútua, mas agora, talvez estivesse melhor com alguém para dividir aqueles momentos: talvez este alguém desse mais sustentabilidade ao seu casamento. Reparou novamente nos aposentos como se buscasse quaisquer resquícios daquele sentimento; olhou o liquidificador, o ventilador, a cama; era a testemunha de que ela se entregara totalmente... no guarda-roupas, sua saia jeans dizendo sim pra calça dele... bonés, cuecas, calcinhas e sutiãs naquele afã de cumplicidade... resto de café no copo e migalhas de pão por sobre a mesa. Beijou seu retrato de casamento de maneira que ficasse ali a marca dos seus lábios, escreveu algo no espelho: “três meses antes...¨ • Esforçara-se para que tudo voltasse a ser como era antes. Festas, reuniões nos finais de semana entre os três, para que não ficasse nenhum constrangimento. Mas : ¨nada do que foi será do jeito que já foi um dia...¨ ficava sempre um pé atrás, uma desconfiançazinha, por mínima que fosse. Voltou novamente à janela, à aquarela que era sua vida; se fosse uma gaivota e não se sentisse tão idiota... se fosse um condor e acreditasse no amor, planaria sobre o Himalaia. Tomou uma decisão, despiu-se totalmente, soltou os cabelos longos e dourados, subiu na janela, cantarolou novamente a música do Lulu: ¨tudo passa, tudo sempre passará...¨ subitamente formou-se lá embaixo uma multidão, já se ouvia a sirene do carro de bombeiros... três meses antes sentia-se tão feliz, e, Lucila era o grande motivo da sua felicidade. À ela se entregara três meses antes... até conseguia perdoar Dimas. Mas Lucila, era uma mágoa muito mais profunda. • Dimas ainda entrou no apartamento, mas não teve tempo de segura-la. Ela voou como uma gaivota pra ilha... ela planou como um condor sobre o Himalaia ... e como um beija-flor, ali no jardim do condomínio, ela viu a multidão ao redor do seu corpo caído, sobre uma poça de sangue, sem entender tanto estardalhaço, e, como uma ave, subiu para o infinito...

PARALELEPÍPEDO Escrevo um poema num caroço de arroz, Escrevo teu nome no meu navio de papel,
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PARALELEPÍPEDO Escrevo um poema num caroço de arroz, Escrevo teu nome no meu navio de papel, Onde navega um paralelepípedo apaixonado, Jack sparrow e seus asseclas em busca de aventuras E tesouros inimagináveis nalguma ilha misteriosa... As lembranças mais doces que eu tinha, Rimavam com jiló Hoje sou um pirata pirado nesse mar imenso, Nos pergaminhos das minhas saudades Escrevo o silencio das minhas agruras, Bando de surdos e mudos fazendo muito barulho, Conversando sobre maremotos e temporais, No triângulo das bermudas Femeeiro mencionando transas’ memoráveis, Escravos em fuga para um quilombo, Na terra do nunca e do nada, O meu poema no caroço de arroz, Menciona uma noite clara, Uma clara manhã, uma tarde clara, Uma claridade vinda de santa clara, Vinda de santa Clareana, com seus cabelos de fogo, Com seus cabelos azul turquesa, Com seus cabelos de turmalinas, Com seus cabelos negros como a asa da graúna E nesse oceano tem esquadras armadas, Submarinos nucleares, cruzadores e porta-aviões, E o meu barquinho de jornal, Veleja incólume nessa incongruência, Este paralelepípedo... Esse mar imenso, piratas...

SENTINELA A madrilenã é uma guerreira de pele tão branca Que me passa lembrança de outros planetas,
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SENTINELA A madrilenã é uma guerreira de pele tão branca Que me passa lembrança de outros planetas, De estações repletas de borboletas, De memoráveis outonos em Florianópolis, Vejo-a com a espada incandescente, Cavalgando às savanas, destroçando dragões e alienígenas, Galopa num puro sangue árabe, Enfrentando espúrios e tiranos, Que violaram leis e mancharam de rubro de sangue, A honra dos espanhóis... Voa no seu cavalo com a magia dos bruxos e o poder dos deuses, Ela é a sentinela do sistema solar, Vigia a via láctea, protege o brilho das estrelas, Ela mergulha no mar com seu corcel, Conversa com o polvo e com as baleias, Canta com as sereias, E renova o desejo e o encanto de amar Pra se entregar nos bosques Ao prazer e a magia delirante de ser mulher apaixonada e frágil...

JURUNA no PLENÁRIO O passarinho te viu tão sozinho, Que se fosses passarinho
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JURUNA no PLENÁRIO O passarinho te viu tão sozinho, Que se fosses passarinho Jamais serias um bem-te-vi, Tão triste, que se fosses Rouxinol, jamais terias alpiste, E se fosses um pardal, jamais estarias tão mal E se fosses um canário, não sairias do armário Se fosses corrupião, morrerias de paixão... O passarinho te viu tão só, Que jamais serias um curió, Tão aflito que jamais serias um periquito Tão jururu que, jamais ouvirias um uirapuru, E nesse mundo de penas, Tanta pena tenho de ti, Que te trago do cacique, um cocar guarani, Te trago penas de pavão, Pra te lembrar da paixão, Te trago tons de lilás, tons celestiais De um mundo colorido de araras e tuiuiús Te trago lembranças do pajé, que cuida de bichos de pena... De todo índio com fé...

SERVO A tirania do amor me fez seu servo Escravo da paixão e do desejo
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SERVO A tirania do amor me fez seu servo Escravo da paixão e do desejo Alimentado somente por sobejos Pedindo um olhar , mendigando um beijo... Sonhar, e, só sonhar é do que vivo agarrando –me a mais ínfima da esperança Iludido como a mais ingênua das crianças Pra subexistir, me agarrando a qualquer motivo... Querer-te, e, só querer-te , é minha sina E, se existo é somente por querer-te por querer-te perdi minhalma e o meu coração Desejando tua presença que fascina Desesperado por não querer perder-te E alucinado por toda essa paixão...

Contatos imediatos Fragmentado, eu canto E sorrio, eu sou um verso
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Contatos imediatos Fragmentado, eu canto E sorrio, eu sou um verso Em cada esquina das minhas emoções, Sangria madrugada a fio, Teus dentes me trituram Num sorriso irônico, Anseio a insanidade Para te ver varrendo a lua, Sonhar e desejar contatos imediatos Num beco da tua rua, Mas, o que me resta é o atlântico, Sou pirata de barcos de papel , Em batalhas memoráveis Contra um capitão gancho, Naufrago derrotado sem nem poder dizer- te amo Mas as esmeraldas, as pérolas esse tesouro Teus olhos e teu sorriso Prometem batalhas inesquecíveis Numa aventura eterna Por mares nunca dantes navegados...