CAMBAXIRRA Não existe vida sem poesia... Sem vida não existe
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CAMBAXIRRA Não existe vida sem poesia... Sem vida não existe amor, paixão e fantasia sem água e ar a gente repousaria... mas sem poesia aonde esta ave pousaria?
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CAMBAXIRRA Não existe vida sem poesia... Sem vida não existe
CAMBAXIRRA Não existe vida sem poesia... Sem vida não existe amor, paixão e fantasia sem água e ar a gente repousaria... mas sem poesia aonde esta ave pousaria?
Sempre sonhei demais e há muito tempo atrás quando o mundo era belo e tinha tons lilás... Sempre haverá em algum lugar o meu desejo,
Sempre sonhei demais e há muito tempo atrás quando o mundo era belo e tinha tons lilás... Sempre haverá em algum lugar o meu desejo, em outro rosto o teu sorriso, a alfazema a colorir minha saudade em outras primaveras, Essa magia que a paixão nos oferece, nos leva assim dramática e tão suavemente, tranquila e tão agressivamente... um dia desses eu adolescia; a multidão de ontens, Sorrisos e olhares, chicletes e cigarros... Meus blue jeans que desbotavam a ritmos de desejos, sorrisos e bocejos, e como nos perdemos assim tão fácil se tínhamos o controle do tempo e todos os poderes que virtualmente a juventude nos impõe... quando algum dia os céus terão as mesmas cores, e tardes serão promissoras de noites de amores... agora que eu entendo que não entendo nada e a dependência de depender de algo é a única referência que eu tenho do que eu não tenho... alguém me fala de aventura com um sorriso aberto da cor do céu da minha adolescência... eu que sempre sonhei demais, e há muito tempo atrás quando o mundo era belo e tinha tons lilás acreditando que a luz dos horizontes e nossas fantasias alimentam o lado bom de nossas almas e nos fortalecem diante das paixões...
O que é solidão? Eu não sei... está tudo tão escuro, tão silencioso. Saudades?
O que é solidão? Eu não sei... está tudo tão escuro, tão silencioso. Saudades? eu tenho da saudade que eu tinha... e agora eu não tenho mais. o que eu sinto agora não tem nome, não tem referência... é longe do longe, vazio no vazio, frio no frio e indiferente Sua referência é referência nenhuma; solidão? eu não sei... está tudo tão escuro, tão silencioso pelo menos até que júpiter cante anunciando a matina...
Estive pensando o que é o amor, aliás vivo meditando sobre isso... vivo matutando... talvez ele se guarde na temperatura suave das manhãs, talvez viaje à velocidade de cometas ou meteoros como veículos de luz e calor no nosso sistema solar, talvez se esconda na solidão sob pre…
Estive pensando o que é o amor, aliás vivo meditando sobre isso... vivo matutando... talvez ele se guarde na temperatura suave das manhãs, talvez viaje à velocidade de cometas ou meteoros como veículos de luz e calor no nosso sistema solar, talvez se esconda na solidão sob pretextos de ansiedades sob os tons cinzas de tardes chuvosas que se derramam melancolicamente nas vidraças. Talvez nas incertezas e inseguranças que constitui a alma humana nasça esse sentimento... talvez nas paixões; não naquele sentimento de possuir, de consumir e sim de perceber, de preservar, de deixar seguir, de alimentar e tornar, melhor; talvez seja esse o elo que nos dá a semelhança divina e nos traz a capacidade de amar...
Salvo: Ter, 08/06/2021 12:38 Aproveite a noite se não for amor, se for amor, aproveite a noite, durma bem e sonhe com os anjos, certamente ela me diria isso; essa pessoa existe e certamente anda por aí pelas praças; contemplando os jardins e fontes e observando os bustos e cate…
Salvo: Ter, 08/06/2021 12:38 Aproveite a noite se não for amor, se for amor, aproveite a noite, durma bem e sonhe com os anjos, certamente ela me diria isso; essa pessoa existe e certamente anda por aí pelas praças; contemplando os jardins e fontes e observando os bustos e catedrais. Essa pessoa existe; é romântica e sonhadora, gosta de poesia, deve ter lido muito fotonovela, livrinhos de faroeste e contraespionagem ou talvez não tenha tido essa sorte de alcançar este tempo, mas assistiu muito novelas e deve ter chorado com a dor de seus personagens preferidos e com a saudade deles quando essas novelas se acabavam. A poesia está no seu olhar, nas suas palavras, ela respira poesia e provavelmente chora com certas cenas de filmes, trechos de livros e da vida real e certamente se deprima com a destruição da fauna e da flora. Essa pessoa caminha pelos bosques e se encanta com o canto das aves e sofre com o extermínio dos índios; tem um nome exótico, que nos remeta às lembranças de nascente e poentes, às vertiginosas altitudes que formam vales românticos que sopram brisas suaves nas tardes mornas, silenciosas e aconchegantes, por onde certamente corram boatos de extraterrestres e seus discos voadores reluzentes. Essa pessoa cantarola no banheiro músicas românticas como se fossem trilhas sonoras de momentos inesquecíveis de sua vida ou de momentos que ela imagina no futuro, sonha e sente saudade de pessoas, da ingenuidade do passado, pipas, bolas de gude, petecas, bolas de meia; entes queridos que partiram, dos que foram embora, dos que disseram adeus, dos que sumiram e se perderam na sua indiferença. Você que espera alguém, saiba que essa pessoa existe; você que só aproveita a noite porque ainda não se encontrou nos seus abraços, você que nem sabe que espera porque se acomodou com as garrafinhas de cerveja e administra atitudes agressivas de palavras ríspidas, essa pessoa existe e é alguém que você pode falar dos seus sonhos, dos seus erros dos seus tropeços; alguém que você vai poder olhar nos olhos, e apesar de todo tempo perdido ainda vai te restar uma eternidade para ser vivida, mesmo que só te reste um dia para viver.
Amo a poesia e a poesia é apaixonada por mim, às vezes, de madrugada
Amo a poesia e a poesia é apaixonada por mim, às vezes, de madrugada ela me acorda e murmura no meu ouvido: ''escreve-me''
Meio embaçada pelo tempo, Sílvia sorrir depois de um gol e das comemorações com as amigas; tenho a impressão de que ela me pisca ligeiramente, é uma ilusão boba que ficou anuviada pelo tempo, mas ainda brinca no meu subconsciente; não sei se é isso que chamamos de amor platônico…
Meio embaçada pelo tempo, Sílvia sorrir depois de um gol e das comemorações com as amigas; tenho a impressão de que ela me pisca ligeiramente, é uma ilusão boba que ficou anuviada pelo tempo, mas ainda brinca no meu subconsciente; não sei se é isso que chamamos de amor platônico, mas confesso que tenho medo de encontrá-la novamente depois de quatro décadas; aquele jeito sensual de andar, de mexer nos cabelos castanhos, aquele sorriso encantador... essas abstrações me povoam e demarcaram território no quintal que constitui as minhas lembranças, mas o tempo é devastador e seria insuportável vê-la diferente. Nunca lhe falei desse encanto, mas supunha que ela percebera pois notara alguns olhados, sorrisos maliciosos... mas como, alguém tímido, sonhador e solitário com uma baixa estima incomparável apesar de tirar as melhores notas do colégio, chegaria a uma diva em um grupo blindado e limitado. guardei essa paixão como uma relíquia, afinal, a realidade decompõe qualquer beleza, qualquer fantasia. No comecinho da noite eu sentava no muro do chalé acanhado como o seu inquilino e ficava olhando as copas das tamarineiras cintilando com os vagalumes e algumas estrelas; algumas crianças brincavam de ciranda, outras corriam barulhentas e desastradas esbarrando nos idosos e seus cuidadores; as crianças nem pensavam na vida, os cuidadores só pensavam em ganhá-la e os idosos se perguntavam quando Cristo voltaria, quando esse mundo acabaria, afinal havia a eminência de uma terceira guerra mundial, pois o mundo estava sempre em conflito, e os astrônomos descobriam sempre algum meteoro que vinha na direção do nosso planeta; desculpa pra morrer não faltava, afinal o nosso planeta parecia estar com o prazo de validade vencido. Eu não queria pensar nisso, aliás o fim do mundo, as guerras, os meteoros, tudo me apavorava, mas tínhamos o Clark Kent e o Bruce Wayne, e se eles falhassem, eu me declararia a Sílvia e fugiríamos para Aiuaba, onde certamente as noites são bem longas, existem mais estrelas, tamarineiras e vagalumes, e ali, o fim do mundo jamais nos alcançaria
O céu era azul ou eu o via assim, e os fins de tarde eram dourados ou dourados eu os via; havia uma magia, a magia da adolescência; não importava a poeira que subia das ruas de piçarra, ou a lama nos dias de chuva; tudo era uma aventura, como por exemplo catar latas para ostenta…
O céu era azul ou eu o via assim, e os fins de tarde eram dourados ou dourados eu os via; havia uma magia, a magia da adolescência; não importava a poeira que subia das ruas de piçarra, ou a lama nos dias de chuva; tudo era uma aventura, como por exemplo catar latas para ostentar, nas tardes de sábado, uma coca-cola bem gelada no botequim da esquina; ou as paixões lacônicas pelas professoras, que se iam nas passagens de ano para dar lugar a uma nova paixão por uma nova professora. Irmãos e irmãs, tias, primos, sobrinhos; éramos um grande exército e pela madrugada um "general" saía sem que ninguém percebesse... fizesse chuva ou não; nunca vi ninguém com mais coragem para enfrentar aquela fábrica de cigarros que na velhice lhe rendeu um enfisema pulmonar. essa é uma história muito triste para alguém que amava demais a vida; foi uma batalha à parte, as outras todas ele venceu, mas quem vence o tabagismo? Em tudo o que pairava sobre a minha cabeça, essa foi uma mancha cinzenta; e as tardes douradas deram lugar a um bronze fosco, mas as maiores feridas são as que adornam o espírito e as maiores carências enriquecem a alma; assim eu consigo, percebendo a felicidade, mesmo diante de todas as agruras, no menino que eu fora um dia; então todos os sorrisos se reúnem de vez em quando num momento alegre, ou num momento que eu calava para uma repreensão, ou um conselho; a voz grave de minha mãe na leitura bíblica de todas as manhãs; a caminhada triste na condução de um féretro de um ente querido; será que eu já tinha quatro anos? nunca mais esqueci o semblante de cada um que fazia aquele funeral. Acho que funeral devia ser feito sempre assim, uma longa caminhada para termos tempo de refletir e não cometer os mesmos erros do defunto. Tristezas profundas à parte, mas nada tirava de mim a sensação de que éramos eternos, penso que essa é uma característica da juventude com o jeito de perceber tudo belo, mas a beleza de Nilópolis tinha a eloquência da castidade, a beleza dos pores de sol atrás de colinas e manhãs dominicais douradas nos campinhos suburbanos de torneios futebolísticos inesquecíveis nas minhas lembranças. Então foi assim sempre... sempre? Este sempre foi lacônico, foi rápido, mas é uma referência do que posso chamar de felicidade, isto reúne sorrisos, lágrimas, momentos difíceis mas com olhares de conforto e mãos de apoio; até que um dia uma foto de família documentou, deixando ao fundo o azul anil de uma casinha modesta, a satisfação no sorriso de cada um, editando assim a nossa união. O céu era azul e as tardes eram douradas e todos pareciam personagens de um mundo fantástico com apelidos jocosos como: puruka, brucutu, simica, buck jones... às vezes penso que tudo isso deveria ficar assim à parte, mas quem eu seria hoje? isso já faz parte da minha identidade; assim, mesmo nos momentos de agora, corro pela Joaquim Cardoso atrás das pipas, dos saquinhos de doces de São Cosme e Damião ou atrás de uma bola nos gramados castigados; são momentos reconfortantes para as incertezas de agora, são recordações que inspiram diante de uma pandemia que nos sufoca e uma omissão que nos mata.
Nem nesse mar de olhar Porque olhar assim é tomar posse Mas esta solidão me arrebanha o medo,
Nem nesse mar de olhar Porque olhar assim é tomar posse Mas esta solidão me arrebanha o medo, E nesse tomar, como se fosse paixão; Porque olhar assim é invasão E todo meu quintal é só segredo; Então tudo o que vês não sou eu, Eu sou tudo o que não vês; Podes imaginar?
Meu sonho É só um sonho Eu sonho só
Meu sonho É só um sonho Eu sonho só E e o sonho é só meu E por sonhar sozinho Eu me avizinho ao sonho Me descomponho O sonho sonha eu
Talvez não seja tão coerente ser coerente talvez não seja feliz sermos contentes talvez não seja humano ser gente
Talvez não seja tão coerente ser coerente talvez não seja feliz sermos contentes talvez não seja humano ser gente De vez em quando temos que ter a presteza dos equinos a leveza dos pássaros a ternura dos cães...
DIANTE DO ABSURDO, QUALQUER SENSO NORMAL DERRAMA UMA IDEOLOGIA MAIS HUMANA E MENOS ACEITÁVEL
Hoje eu abro o meu guarda-roupa, Visto a melhor roupa e guardo a minha alma; Num cabide penduro minha sensibilidade,
Hoje eu abro o meu guarda-roupa, Visto a melhor roupa e guardo a minha alma; Num cabide penduro minha sensibilidade, Cadê os meus poemas que perambulavam Nas meias-solas do meu sapato, Era bom sonhar com o beijo eterno, Eu que não tinha jeans muito menos terno; Mas era tão bom sonhar com as ancas Generosas nas praças suburbanas; Aquele meu romantismo em busca do inconcebível Do que parecia inalcançável Era o que me punha de pé toda manhã, Cadê aquele jovem sonhador que cheirava a contouré E mascava chichetes de hortelã; Hoje os dias são tão violentos, a vida é tão rápida; Alguns amores não resistem à alguns encontros Alguns adolescentes se perdem nos desencontros Mas aquele jovem, que ouvia baladas com a alma cheia de sonhos Pippers nos bolsos de uma topeka E um montreal fubento machucando o calcanar... Descrevia bem os bons desejos de viver e de amar
Só que a solidão é tão sozinha, que o que dói, dói tão distante e o seu sorrir voa no tempo
Só que a solidão é tão sozinha, que o que dói, dói tão distante e o seu sorrir voa no tempo e sua face some assim, assim consome como se o descompor-se e a razão fosse o mesmo pilar a sustentar e a nos deixar ruir...
As lembranças são lindas, As saudades são belas; As lembranças não envelhecem,
As lembranças são lindas, As saudades são belas; As lembranças não envelhecem, As saudades não decepcionam
quero entender e mais que querer, preciso porque já me foi o riso
quero entender e mais que querer, preciso porque já me foi o riso e com ele a vontade de viver
As pernas da floresta são tantas... são tantas suas penas, suas plumas suas asas, bicos, e mandíbulas
As pernas da floresta são tantas... são tantas suas penas, suas plumas suas asas, bicos, e mandíbulas as serras guardam seus anjos da guarda os rios alimentam o mundo e a essência de sentimentos profundos movem e comovem seus espíritos as serras elétricas são seres tão ridículos anjos da morte e da devastação operam seus instintos de destruição os braços da floresta são tantos cipós e galhos que abraçam seus pássaros e seus insetos seres microscópicos que são outros universos e realizam o milagre da vida
Sonho... Às vezes eu sonho; A brisa entra pela porta do quarto
Sonho... Às vezes eu sonho; A brisa entra pela porta do quarto E areja o meu sonho... O café ferve e cheira Alimentando o meu sonho O sol invade pela manhã O meu quarto e acorda o meu sonho, Mas a brisa continua arejando, O sol aquecendo, O café cheirando, Ela esfrega os olhos... E me fala de sonhos...
No meio da noite em total solidão, alguém olha as estrelas; esta é a referência de referência nenhuma, quem um dia não ficou no meio da noite olhando estrelas, tentando entender o que se fez ou o que se deixou de fazer. Existe muito mais gente do que se possa imaginar olhando es…
No meio da noite em total solidão, alguém olha as estrelas; esta é a referência de referência nenhuma, quem um dia não ficou no meio da noite olhando estrelas, tentando entender o que se fez ou o que se deixou de fazer. Existe muito mais gente do que se possa imaginar olhando estrelas; metaforicamente, todas as noites alguém olha o seu copo de cerveja, olha o seu uisque, olha o seu vinho, olha o lago, tentando entender as constelações. As noites são tão longas e os mundos tão distantes, por mais que se veleje nas fantasias há um desencontro e os pontos luminosos que vemos foi só um adorno divino num momento de total solidão. As vezes fico assim olhando estrelas, buscando a minha intuição, quem criou tantas luzes quem criou tantos mundos deve viver em total solidão; se vivo solitário nas minhas indagações, se com um simples poema não sou compreendido quem compreenderá tanta imensidão...
ELZA SOARES Um Mané romântico de dribles insolentes apareceu pra enfeitar seu canto e seu sorriso
ELZA SOARES Um Mané romântico de dribles insolentes apareceu pra enfeitar seu canto e seu sorriso a voz se fez mais forte e ecoou no mundo como arte e como arma a todo preconceito... quando a dor batia ela cantava os ossos que roía ela ruía os obstáculos que se erguia e tinha esperança de ter esperança um dia
Vai no meu olhar olhar a minha alma... e a paisagem tão serena é uma miragem
Vai no meu olhar olhar a minha alma... e a paisagem tão serena é uma miragem que a ansiedade banha no açude; fiz o que pude e o que não pude, mas o amor segue nessa estrada infinita a se perder nos montes, é uma vadiagem que o coração permeia, o meu amor é tão vadio, é tão vazio de vazios, numa alma tão pequena a abrigar o mundo, e apenas num segundo o meu amor cabe no que não vejo, mas me intui este desejo de te amar
Eu não sei se sou triste ou se é só mais uma ilusão que eu alimento, mas esta felicidade ninguém tira de mim...
não posso mais te olhar como o céu, a noite e as estrelas, agora outra imensidão me preenche e os raios da manhã dourando a tua silhueta na calçada me faz imaginar que o infinito é o espaço ínfimo entre teus olhos, teu sorriso e tua boca... sei que essa viagem é longa e a eterni…
não posso mais te olhar como o céu, a noite e as estrelas, agora outra imensidão me preenche e os raios da manhã dourando a tua silhueta na calçada me faz imaginar que o infinito é o espaço ínfimo entre teus olhos, teu sorriso e tua boca... sei que essa viagem é longa e a eternidade é feita de segundos, mas onde estarei na ausência do teu abraço, a eternidade é tão lacônica e a brevidade das ilusões sussurra nas brisas matinais... não posso mais te olhar como um luar que morre nos primeiros raios da manha; este sentir me ensinou pra sempre que pra sempre é sentir assim... as aflições que conduzem a noite trazem a serenidade que nos ensina a esperar, é isso que chamam de esperança. ah, este sentimento esquisito de sentir as estações como se pudéssemos manusear o tempo... o tempo bate portas, colore as florestas, descolore as nossas cãs em busca de horizontes, mas essa ilusão que acolhe nossos olhares é só um tema poético batido, surrado e de validade prestes a vencer. quero caminhar por uma trilha que me conduza sempre a tua presença
As aflições que conduzem a noite trazem a serenidade que nos ensina a esperar...