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Frases de tadeumemoria

822 frases

STRAUSS Daqui a pouco talvez eu esqueça, Depois dessa noite,
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STRAUSS Daqui a pouco talvez eu esqueça, Depois dessa noite, Depois da lua minguante, Depois de todas as luas, Se a magia de tudo Ainda mantiver suspensas as estrelas, Todos os satélites, Se ainda existir magia... Talvez algum dia eu esqueça, Se eu cair e bater a cabeça, Quem sabe uma amnésia aconteça, Se o mundo explodir talvez eu desapareça E comigo a lembrança da tua boca pedindo, Das tuas mãos pegando Das tuas pernas valsando... valsando...valsando...

RODIN E o bronze Luzia... O bronze beijava...
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RODIN E o bronze Luzia... O bronze beijava... O bronze não era mais fusco... O bronze Luzia mais que o ouro O bronze Luzia mais que tudo. O bronze amava e se multiplicava... O bronze tinha vida. O bronze se despia... O bronze se exibia, Mas não era vulgar, nem era um acinte... O bronze tinha vida, O bronze tinha formas humanas E se preocupava... O pensador pensaria mais nas dádivas de Deus, Nas dádivas do gênio ou nas dívidas? O bronze era filho do gênio, O gênio era filho do barro, O barro era criação de Deus... Era a genealogia...

PATO COM LARANJA Gafanhoto era o nome do meu pato, Gato era o nome do cachorro,
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PATO COM LARANJA Gafanhoto era o nome do meu pato, Gato era o nome do cachorro, Cachorro era o nome do papagaio E o meu gato era canalha Que um dia sumiu pelos telhados Atrás da sardinha da vizinha Cantava uma canção que eu não entendia Fazia estardalhaço com a sardinha Quebrava as telhas... ninguém dormia... Até que gato latia Como quem dissesse: Esse vagabundo não tem jeito... Até que um dia Canalha apareceu todo duro, Os dentes trincados Mas essa história deixa tudo meio escuro... Sardinha teve filhotes canalhinhas igual ao pai... Gafanhoto voou pro quintal da vizinha E virou pato com laranja... Foi um almoço e tanto, Mas depois deu até policia... Gafanhoto ainda voa nas minhas lembranças E se banha numa lagoa Que nem existia, E ali ele conheceu outros patos Gansos e cisnes tudo fruto da minha fantasia...

RELEVE Sei no que pensa Quando a noite tensa te envolve,
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RELEVE Sei no que pensa Quando a noite tensa te envolve, Quando os versículos te comovem, Quando a vesícula explode, .Quando a epiglote se recolhe, E você se engasga com a saliva, Sei no que você pensa quando é manhã, .E os vestígios da noite passada, Na cama desarrumada, Manchas na coberta, marcas na pele. Releve: Pelé disse: Love, Love, Love... Para os ianques num estádio lotado na despedida, Isso me comove, não somente pela cor da pele... Mas por ser ele quem é Mas o que diria pra sua filha Que só queria ser reconhecida... Minha nossa senhora aparecida! Cida abrace Sandra agora, adote Essa alma e perdoe nossos deuses... Tão orfãos de consciência... Tenha paciência, Pelé disse: Love, Love,Love...

Beira-Mar A lua submissa Mergulha no lago de prata,
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Beira-Mar A lua submissa Mergulha no lago de prata, Afoga a noite como um espelho; Traz a luz do firmamento, Narciso de sentimento, Passeio nessa praia, Pisando em estrelas, Passeio na via láctea Mais anjo que trovador, Mais cangaceiro que pirata, A cidade é adorno de luzes duplicadas, Pelo espelho da praia E o satélite me conduz Como um deus da brisa, Ou como um ateu sobre o cometa Soprando a saia da diva A me fazer sonhar... TADEU MEMÓRIA

DOCES LEMBRANÇAS O passado tem braços longos, Tem mãos como tenazes,
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DOCES LEMBRANÇAS O passado tem braços longos, Tem mãos como tenazes, Tem pernas compridas Tem pés gigantescos Que pisam na minha cabeça, O passado é como uma tigresa Dos dentes de sabre Que tem minha cabeça Entre suas presas... Que tem meu coração Pulsando na relva E tem minhalma vagando sobre os lagos Dançando as valsas De madrigais inesquecíveis, Doces lembranças que não se dissiparam...

REFLEXO Eu quero esquecer o passado Mas tenho medo
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REFLEXO Eu quero esquecer o passado Mas tenho medo Eu quero esquecer o medo Mas tem o passado Eu quero esquecer o sorriso Vermelho do palhaço Mas tem o espelho Eu quero esquecer o vampiro Mas não tem reflexo no espelho Eu quero esquecer que sou fraco Mas tenho meus complexos sou fraco, caio de joelhos Eu quero esquecer a lua mas tem a janela como uma moldura Tem o lago prateado com a sua candura tem o seu reflexo Tem o lobisomem que resistiu ao folclore... .Tem a estrofe de um soneto feito uma tocaia Tem a lembrança de tua saia Ao vento tem este querer imenso...

ANA SÍLVIA o mar engoliu seu corpo, numa manhã dominical,
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ANA SÍLVIA o mar engoliu seu corpo, numa manhã dominical, o mar lambeu seus desejos... o mar comeu seu sonho... o mar bebeu suas paixões... o mar levou seu olhar cheio de promessas... a primavera de um porvir cheio de flores... o mar também se apaixonou e fez mais uma sereia...

RAÍZES Sei de mandioca, Batata-doce e beterraba
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RAÍZES Sei de mandioca, Batata-doce e beterraba Sei de raízes... Até que o sol se encolha Atrás da serra Até que a boiada atravesse o riacho Até que a tarde fique morna E a passarada se aquiete, Sei que o espantalho vigia o milharal E que Guilhermina, Moça velha encalhada, Sonha com um marido, Sei que é um perigo Atravessar o rio na parte mais funda Pro mode piranhas, Sei que no canavial Tem espírito de porco... Ali morreu meu cunhado Picado por uma serpente... Ali conheci beatriz, Com quem aprendi a gostar de raiz... Aprendi a colher beterraba, Batata-doce e mandioca... Aprendi a contemplar o céu estrelado, A me proteger de lobisomem e Ets, A enganar saci pererê Aprendi que a enxadada faz a terra girar Proporcionando madrugadas e auroras E faz a gente envelhecer... Mas beatriz também se foi E hoje olho o gado, o riacho, a serra, Castigo a terra com a enxada E a terra gira, gira, gira... E floresce a vida...

RIO Rio de janeiro, Rio de todos os meses,
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RIO Rio de janeiro, Rio de todos os meses, Rio de todos os tempos, Rio da minha infância, Rio das pipas enfeitando o céu, Rio das peladas nos fins de semana, Rio de gente bacana, Rio de gente bonita, Rio tu és uma espécie de paraíso, Que existe só para que se perceba A existência de Deus, Que provavelmente nasceu Aqui em Nova Iguaçu, Ou talvez na penha ou em Copacabana, E jogava na areia, admirava as sereias E se apaixonava... E fez poesia como “olhai os lírios do campo” E ganhou campeonatos, Tantos que encheu de estrelas o firmamento... Rio do Barry White, Da Madona, do Barry Manilow, Rio do Chico, do Vinicius do Tom Jobim, Rio do Júnior que é paraíba Mas ninguém é mais carioca, Porque ser carioca é esse estado de espírito Rio do Cristo, da Tijuca da Lapa, Rio das mulatas, rio de todas as raças, rio de todas as belezas, Rio do meu irmão cearense... Rio eu Tiãomo! e

arraigada Nada que eu fizesse antes... Nem flores, nem diamantes,
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arraigada Nada que eu fizesse antes... Nem flores, nem diamantes, Nada que eu desse... Primavera ou paraíso, Nada que eu prometesse... Paixão ou amor, Nada que eu cantasse... A emoção de olhar e querer, Nada que me encantasse... Tempestade ou lágrima, Nada que eu morresse... Nada que me matasse Como o silencio indiferente Nada que me dizimasse Como se jubilasse Diante da presença vil Do estafeta de perfil marginal, Nada lhe faria ver a luz do dia Arraigada nas trevas do que lhe saciasse Procurando a felicidade, como um ancião Procura os óculos, que está na sua face...

POEMA MENDIGO Estou cheio de ser poeta, de sonhar com as estrelas,
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POEMA MENDIGO Estou cheio de ser poeta, de sonhar com as estrelas, estou cansado de me apaixonar dez vezes por dia e me desiludir quarenta, estou cheio de ser poeta, estou cheio de escorregar no arco Iris, e mergulhar no buraco negro, estou cheio de jardins com abelhas venenosas e acácias carnívoras estou cheio de velhas palavras, de doces rimas , do poema água com açúcar, quero a verdade de acordar as cinco da matina, do imprensado do coletivo, do odor de axilas expostas, do martírio dos aproveitadores no metrô, quero a verdade de mendigos sob viadutos da epidemia de drogados, quero ouvir a miséria vicejando, as margens de alagados e palafitas, quero sentir viciados definhando, escravizados pelo poder da fumaça e do pó... quero o meu poema chorando e gritando, um poema bem inconveniente, que consiga incomodar essas assembléias dolentes , quero um poema que cheire mal, que se vista mal , um poema mendigo com a podridão das nossas realidades...

TORMENTA Se eu soubesse chover... Não me molharia tanto.
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TORMENTA Se eu soubesse chover... Não me molharia tanto. Se eu soubesse sumir... Seria só um crepúsculo, Se eu soubesse morrer... Não doeria tanto. Mas porque tanto barulho, Tanta comemoração, Se todo dia é esta tormenta... E me derramo todo, Se sumo e desapareço Nesse desalento Se morro a cada momento...

Comboio Sorriu... algo que eu mencionara... não lembro bem, mas percebi, aquele sorriso ainda levava-me à adolescência, às lembranças mais doces que jamais se esquecem, porque são rebuscadas da ansiedade que só a adolescência pode proporcionar; aos pormenores mais insignificante…
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Comboio Sorriu... algo que eu mencionara... não lembro bem, mas percebi, aquele sorriso ainda levava-me à adolescência, às lembranças mais doces que jamais se esquecem, porque são rebuscadas da ansiedade que só a adolescência pode proporcionar; aos pormenores mais insignificantes, mas, não se esquece porque tudo é só um conjunto do que chamamos de paixão. Três dias atrás, pedira o divórcio como quem pede o guardanapo ou um paliteiro na mesa de uma lanchonete; há meses dormíamos em camas separadas; de vez em quando eu olhava os meus filhos e tinha a impressão de que eles me viam como um ET. Parecia uma situação insustentável, no entanto olhando aquele sorriso, percebia ainda um resquício de felicidade; algo vindo de muito longe e que resistira a todas as tormentas do convívio entre um homem e uma mulher, era um fiozinho muito frágil que sustentava o comboio com todos os vagões do nosso relacionamento. Sei que esse trem foi se desgovernando por excesso de zelos, por um super protecionismo, por um medo de um mundo cruel agressivo e traiçoeiro e não me dei conta que as crianças foram crescendo, que suas necessidades foram mudando; um dia um rapaz chegou na minha casa pedindo pra namorar minha filha, fui ignorante, xinguei o rapaz e o expulsei deixando a minha filha triste e ofendida, pois minha filha já contava com mais de dezoito anos; transformara-me num tirano tentando proteger meu lar; e assim de uma forma ou outra fui tolhendo seus passos com medo das agruras e perversão dum mundo exterior; posso pegar minhas poucas roupas e objetos pessoais e sair pela aquela porta e sei que isso seria motivo de comemoração para todos e de uma forma, ou de outra eu os estaria libertando, mas isso seria bom para eles? Deus nos deu o livre arbítrio, e isso foi bom? Sei que provavelmente a essas alturas minha esposa sonha com alguém, que, provavelmente lhe faz promessas e juras de amor; não vejo isso como uma traição, e até imagino que no começo, ela até que seja mais feliz, mas e depois? o desgaste com a rotina, as dificuldades do cotidiano, O cuidado com os meninos? Meus filhos não são filhos dele, e isso complica mais ainda um relacionamento. Não esqueci as agruras, acusações gratuitas e infundadas, palavras ríspidas e pesadas tão somente para magoar; relevo e compreendo que foram momentos de uma ira insana de parte a parte, mesmo sabendo que magoaram, compreendo. Poderia sair por aquela porta sem que o peso dessa separação pesasse somente sobre os meus ombros, onde estaria me esperando um campo de presas fáceis que satisfariam este meu ego de predador comum em todos os machos...mas não posso, pequei por excesso de zelo, por amor, para protegê-los de um mundo cruel, mas não posso pecar por omissão; ligarei para o Duílio, o rapazinho apaixonado pela minha filha, e que provavelmente anda se encontrando com ela por aí... Sei como são esses casos de paixão na adolescência... Permitirei o “face” pra mais nova, sei que “cairão”, machucar-se-ão, um arranhão ou outro... É a vida. Quanto a Sophia, minha esposa, ou ex, bem, tudo começou numa praia... Hoje é domingo, manhã ensolarada, maré cheia, um belo dia para um recomeço... Tadeu G. Memória

LINK Vou me tratar desta gripe, Comprar óculos de grife,
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LINK Vou me tratar desta gripe, Comprar óculos de grife, Paletó Alain Delon, Comprar blusa de cetim, Camiseta Calvin Klein, Blazer Yves Saint Laurent, Vou freqüentar high society, Botar um link na net, Vou dar um trato no look, Vou me inscrever no the voice, Vou postar foto no Skype, E agitar o facebook , Vou tentar o BBB, Curtir Idol e David Bowe, Vou dar um “up” em mim, Já cansei de estar sozinho, De ser “estranho no ninho”. Quero virar passarinho , Pra cantar no teu jardim...

BANAL Daqui a alguns instantes, Ao som da tua voz ou do teu sorriso,
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BANAL Daqui a alguns instantes, Ao som da tua voz ou do teu sorriso, Ao som do teu pranto... Ao som do teu silencio, Vou te contar Como se fosse a coisa mais banal... Sem que você perceba toda esta ansiedade, Que fervilha nas minhas veias... Daí então andorinhas farão tantos verões... Quantas manhãs relutarão Com seus raios dourados A se entregarem calmas, fagueiras Às tardes silenciosas e preguiçosas, Até que você perceba a dimensão exata, Então algum dia depois de todas andorinhas E todos verões, numa manhã ensolarada Ou numa tarde quase noite, cinzenta, Fria e monótona de algum inverno, Admirando o orvalhar nas plantas, Sob uma neblina fria e constante O olhar perdido na luz tênue De alguma estrela teimosa, Entre nuvens grafites, Ouvindo a voz assustadora da realidade, Dando-te a dimensão exata Do daqui a alguns instantes... Daqui a alguns instantes... Nesse esvair-se... Nesse dissolver-se... Nesse descompor-se... De uma forma assim inapelável e quase imperceptível.. Como açúcar na água ou como sal. Como se fosse a coisa mais banal... Você percebe que as tulipas murcharam E que as auroras se foram...

TESPERO A noite é tão longa... E as estrelas, apesar de serem tantas
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TESPERO A noite é tão longa... E as estrelas, apesar de serem tantas Nem brilham tanto... Falta a tua luz... E apesar de serem de diamantes, Esmeraldas safiras e ametistas... Nem são preciosas... Falta a tua presença... A noite é tão longa... Mas não tenho medo de divididas, Não tenho medo de goleadas homéricas, Não tenho medo de rebaixamento... Tespero...

PENSAVA Ontem eu pensava que te amava E te amava tanto
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PENSAVA Ontem eu pensava que te amava E te amava tanto Que toda flor Tinha a cor do amor E toda rosa Tinha um dedo de prosa E todo poema Tinha a ternura dos loucos E eu te levava pro lago Quando a lua prateava a minha ilusão Ontem eu pensava que te amava tanto E tanto te amava, que acreditava nisso Vivia do teu sorriso, Do que de ti emanava.. .Eu me guiava pelo som das tuas palavras Com o teu sorriso eu me alegrava Eu era a sombra da tua sombra Eu era as tuas verdades Ou o que eu imaginava que era verdade... Ontem eu pensava que te amava E te amava tanto...